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PROGRAMA III

ROTEIRO 4

LEI DIVINA OU NATURAL
O BEM E O MAL

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
1) Elaborar um conceito de moral.
2) Estabelecer distinção entre o bem e o mal.
3) Relacionar a prática do bem com o grau de responsabilidade do homem.

IDÉIAS PRINCIPAIS
A moral e a regra de bem proceder, isto é, de distinguir o bem do mal. (...)" I033
"O bem é tudo o que é conforme a lei de Deus; o mal, tudo o que lhe é contrário. (...)" (043
"(...) O mal depende da vontade. Pois bem! tanto mais culpado e o homem, quanto melhor sabe o que faz." (05)
"(...) O mal existe e tem uma causa.
Os males de toda espécie, físicos ou morais, que afligem a Humanidade, formam duas categorias que importa distinguir: a dos males que o homem pode evitar e a dos que lhe independem da vontade, (...)" (01)

FONTES DE CONSULTA

Básicas

01 - KARDEC ,Allan. O bem e o mal. :A Gênese. Trad. de Guillon Ribeiro 24 ed. Rio de Janeiro, FEB , 1982. Item 3.
02 - Op. citada ,itens 6-7
03 - O livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro . 57 ed. Rio de Janeiro ,FEB, 1983 perg. 629
04 - Op. citada, perg. 630
05 - Op. citada, perg. 637

Complementares

06 - DENIS, Léon. Justiça e responsabilidade. O problema de mal. ;O problema do ser , do destino e da dor.. II ed. Rio de Janeiro , FEB < 1979 .pg.293-294
07 - FRANCO ,Divaldo Pereira. Moral .IN; Estudos Espíritas. Pelo espírito Joanna de Ângelis . Rio de Janeiro , FEB , pg. 163
08 - Op. citada ,pg. 164

O BEM E O MAL

Moral , sendo um "conjunto de regras que constituem os bons costumes ,(...)" consubstancia os princípios salutares de comportamento de que resulta o respeito ao próximo e a si mesmo.
Decorrência natural da evolução , estabelece as diretrizes seguras em que se fundam os alicerces da Civilização , produzindo matrizes de caráter que vitalizam as relações humanas , sem as quais o homem , por mais avançado nos esquemas técnicas , poucos passos teria conseguido desde os estados primários do sentimento. (...)" (7)
Moral é , no dizer dos Espíritos que participam da Codificação Espírita, "(...) a regra de bem proceder , isto é , de distinguir o bem do mal. Funda-se na observância da Lei de Deus. O homem procede bem quando tudo faz pelo bem de todos , porque então cumpre a Lei de Deus."(3)
Melhor conceito do que este anunciado é difícil de se elaborar. De uma maneira objetiva e simples , os Espíritos superiores revelam-nos que a moralidade se fundamenta no processo espiritual das pessoas ,adquirido paulatinamente ,através das diversas experiências reencarnatórias ,isto porque sua observância tem como base ,ou alicerces , o conhecimento e prática da Lei de Deus , esclarecendo , sobretudo , que o progresso moral está intimamente ligado à prática do bem.
A partir do momento que o relacionamento humano se expandiu pelas necessidades de vivências comutativas , sentiu o homem desejo de elaborar leis que estabelecessem organizações sociais mais apropriadas ao meio em que vivia. Neste período evolutivo , os seres humanos começaram a fazer distinção entre o bem e o mal. "(...) Somente a partir de Sócrates passou a moral a ser considerada pela filosofia .(...)" (8) Até então a moral era exercida arbitrariamente , de acordo com o equilíbrio ,ou desequilíbrio individuais.
O sentido de moralidade é um só ,ou seja ,é a norma de bem proceder em quaisquer circunstâncias , independentemente do estado sócio-econômico do indivíduo; devemos cuidar para não confundirmos conveniências sociais , as quais podem gerar dissolução dos costumes , com a verdadeira prática da moral.
Em qualquer época, o homem que conhece e pratica a Lei de Deus é um ser moral. É um ser que não se prende as superficialidades das convenções e dos modismos da chamada sociedade ou civilização moderna.
A medida que vamos aprendendo distinguir o bem do mal , vamos nos moralizando. Isto porque fazer o bem é agir "(...) conforme a Lei de Deus ; o mal é tudo que lhe é contrário. Assim , fazer o bem é proceder de acordo com a Lei de Deus. Fazer o mal é infringi-la ".(4) Pela inteligência e acreditando em Deus pode o homem distinguir o que é certo e o que é errado.
"Deus promulgou Leis plenas de sabedoria , tendo por único objetivo o bem. Em si mesmo encontra o homem tudo o que lhe é necessário para cumpri-las. A consciência lhe traça a rota , a Lei divina lhe está gravada no coração e , ao demais , Deus lhe lembra constantemente por intermédio de seus messias e profetas , de todos os Espíritos encarnados que trazem a missão de esclarecer , moralizar e melhorar ,e nestes últimos tempos pela multidão dos Espíritos desencarnados que se manifestam em toda parte.
Se o homem se conformasse rigorosamente com as Leis divinas , não há dúvida de que se pouparia aos mais agudos males e viveria ditoso na Terra. Se assim não procede , é por virtude do seu livre-arbítrio: sofre então as conseqüências do seu proceder ".
Entretanto , Deus , todo bondade , pôs o remédio ao lado do mal , isto é , faz que do próprio mal saia o remédio. Um momento chega em que o excesso do mal moral se torna intolerável e impõe ao homem a necessidade de mudar de vida. Instruído pela experiência , ele se sente compelido a procurar no bem o remédio , sempre por efeito do seu livre-arbítrio. Quando toma melhor caminho ,é por sua vontade e porque reconheceu os inconvenientes do outro. A necessidade , pois , o constrange a melhorar-se moralmente , para ser mais feliz , do mesmo modo que o constrangeu a melhorar as condições da sua existência". (2)
A prática do bem está , pois , relacionada com o grau de responsabilidade do homem . Com o progresso o mal decrescerá automaticamente. " (...). O mal (...) tem um caráter relativo e passageiro ; é a condição da alma ainda criança que se ensaia para a vida. Pelo simples fato dos progressos feitos , vai pouco a pouco diminuindo , desaparece , dissipa-se , a medida que a alma sobe os degraus que conduzem ao poder , a virtude , a sabedoria.
Então a justiça patenteia-se no Universo ; deixa de haver eleitos e réprobos; sofrem todos as conseqüências de seus atos , mas todos reparam ,resgatam e ,cedo ou tarde , se regeneram para evolverem desde os mundos obscuros e materiais até a Luz Divina(...).
O mal não tem , pois , existência real , não há mal absoluto no Universo , mas em todas parte a realização vagarosa e progressiva de um ideal superior (...). Por toda parte , a grande lida dos seres trabalhando para desenvolver em si , a custa de imensos esforços , a sensibilidade , o sentimento , a vontade , o amor ! (...)" (6)

ANEXO 01

Lição Incompreendida (*)

O carro deslizava velozmente sobre a estrada movimentada.
As linhas arrojadas garantiam-lhe estabilidade perfeita
As rodas bem calibradas mantinham segurança adequada
O modelo esportivo emprestava-lhe aspecto ousado.
Ia ultrapassando todos os veículos que encontrava pela frente
Nenhum deles 'era rival perigoso para sua alta velocidade.
Numa lombada, porém, teve que diminuir a marcha, atrás de grande caminhão, que se arrastava pesadamente
Era impossível ultrapassar sem transgredir as regras do trânsito.
Ambos subiam em marcha mínima.
O chofer do carro esporte resmungava e lamentava-se.
Quase no. final do trecho, contudo, salta uma roda dianteira com grande estrondo. A custo o carro foi dominado.
Compreendeu o afoito volante que o acidente seria inevitável, se estivesse em alta velocidade.
O vagaroso caminhão salvara-lhe a existência.
Companheiro da romagem terrestre, não se desespere diante das surpresas que a vida lhe apresenta.
Tenha fé em Deus e sustente a confiança nos desígnios da Providência.
Muitas vezes, o noivado desfeito, a derrocada financeira e a enfermidade irreversível são os recursos com que a Bondade Divina procura alcançar-nos evitando desastres maiores.

BADUY FILHO, Antônio. Historias da vida. Pelos Espíritos Hilário Silva e Valérium.
2.ed. Uberaba, MG), CEC, 1976. p. 25-26.

ANEXO II

Mensagem breve (*)

Realmente você tem razão quando afirma que o mundo parece modificado e que precisamos imenso desassombro para viver dentro dele.
Os últimos cinqüenta anos operaram gigantesca reviravolta noa costumes da Terra.
A casa patriarcal que havíamos herdado do século XIX transformou-se no apartamento a dependurar-se nos arranha-céus; a locomotiva enfumaçada é quase uma jóia rara de museu à frente do avião que elimina distancia; a gazeta provinciana foi substituída pelos jornais da grande imprensa; e os saraus caseiros desapareceram, ante a invasão do rádio, cuja programação domina o mundo.
O automóvel, o transatlântico, o cinema e a televisão constituem outros tantos .fatores de informe rápido, alterando a mente do povo em todos os climas.
E a garantia dos cidadãos? Em quase todos os países há leis de segurança para empregados e patrões, homens, mulheres, jovens e crianças.
Ha direito de greve, licença, litígio e descanso. remunerado.
Existem capitães da indústria e comércio, acumulando riquezas mágicas de um dia para outro, desde que não soneguem o imposto relativo aos monopólios que dirigem contra a harmonia econômica.
Temos operários desfrutando inexplicável impunidade, na destruição das casas em que trabalham, com a indisciplina protegida em fundamentos legais.
Ha jovens amparados na difusão da leviandade e da mentira, sem qualquer constrangimento por parte das forças que administram a vida pública.
Não estamos fazendo pessimismo.
Sabemos que o mundo permanece sob o governo místico das rédeas divinas e não ignoramos que qualquer perturbação é fenômeno passageiro, em função desajusta da própria região onde surge o desequilíbrio.
Com as nossas observações, tão somente nos propomos reconhecer que a criatura humana de nossa época está mais livre e, por isso, mais destacada em. si mesma.
Nos grandes períodos de transição, qual o que estamos atravessando, somos como que chamados pela Sabedoria Divina a provar nossa, madureza interior, nossa capacidade de auto direção.
Dai resulta a desordem aparente, em que somos compelidos à revelação da própria individualidade.
Na organização coletiva, no grupo social, na equipe de trabalho ou no reduto domestico, vê-se o homem de hoje obrigado a mostrar-se tal qual é, classificando-se, de imediato, pela própria conduta.
As dissensões, os conflitos, as lutas e os embates de todas as procedências oferecem s impressão de caos, provocando a gritaria dos profetas da decadência, e, por isso mesmo, as almas que não se armaram de fé e que não se sustentaram fiéis às raízes simples da vida sofrem pavorosos desastres psíquicos, que as situam nos escuros domínios da alienação mental.
Cresce a loucura em todas as direções.
O hospício é a última fronteira dos enfermos do espirito, de vez que se agitam eles em todos os setores de nosso tempo, à maneira de consciências que, impelidas ao auto-exame, tentam fugir de si mesmas, humilhadas e estarrecidas.
Em razão disso, creia que o melhor caminho para não cair nas mãos dos psiquiatras é o ajustamento real de nossa personalidade aos princípios cristãos que abraça-mos, porque o problema é da alma e não da carne.
Não precisaremos discutir.
A hora atual da Terra é inegavelmente dolorosa, mas a tempestade de hoje passará, como as de ontem.
Refugiemo-nos em Cristo.
O Senhor é a nossa fortaleza.
Se tivermos bastante coragem de viver o Cristianismo em sua feição pura, na condição de solitários carregadores de nossa cruz, poderemos encarar valorosamente a crise e dizer-lhe num sorriso confiante: - «vamos ver quem pode mais».

(*) XAVIER, Francisco Cândido. Cartas e crônicas. Pelo Espirito Irmão X. 4. ed. Rio de