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ROTEIRO 5

LEI DE LIBERDADE
A LIBERDADE NATURAL E A ESCRAVIDÃO

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
1) Conceituar Liberdade
2) Conceituar escravidão e relacionar as suas conseqüências.
3) Estabelecer uma relação entre liberdade e livre-arbítrio

IDÉIAS PRINCIPAIS
Liberdade é saber respeitar os direitos alheios. "(...) Desde que juntos estejam dois homens, ha entre eles direitos recíprocos que lhes cumpre respeitar (...)". (0l)
"E contrária ã lei de Deus toda sujeição absoluta de um homem a outro homem. A escravidão é um abuso da força.
É contrária à Natureza a lei humana que consagra a escravidão, pois que assemelha o homem ao irracional e o degrada física e moralmente." (02)
"Pois que tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de obrar. Sem o livre-arbítrio o homem seria máquina." (03)

FONTES DE CONSULTA

Básicas

01 - KARDEC ,Allan. O Livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro . 57 ed. Rio de Janeiro ,FEB ,1983 ,perg. 833
02 - Op. citada ,perg. 837

Complementares

03 - CALLIGARIS ,Rodolfo . A Lei de liberdade . In: As leis naturais.. 2 ed. Rio de Janeiro , FEB , 1983 , pg. 149
04 - DENIS ,León. A disciplina do pensamento e a reforma do caráter. In; O problema do ser ,do destino e da dor. II ed. Rio de Janeiro ,FEB , 1979 , pg. 361
05 - O livre-arbítrio. In : O problema do ser ,do destino e da dor. II ed. Rio de Janeiro ,FEB , 1979 , pg. 347
06 - FRANCO , Divaldo Pereira. Direito de liberdade. In: As leis morais da vida. Pelo espírito Joanna de Ângelis , Salvador , Alvorada . 1976.

A LIBERDADE NATURAL E A ESCRAVIDÃO

A liberdade é a condição básica para que a alma construa o seu destino. A princípio parece limitada as necessidades físicas , condições sociais , interesses ou instintos. Mas ao analisarmos a questão mais profundamente , vemos que a liberdade é sempre suficiente para permitir que o homem rompa este círculo restrito e construa pela sua vontade o seu próprio futuro.
" Intrinsecamente livre , criado para vida feliz , o homem traz , no entanto , inscritos na própria consciência , os limites da sua liberdade.
Jamais devendo constituir tropeço na senda por onde avança o seu próximo , é-lhe vedada a exploração de outras vidas sob qualquer argumentação , das quais subtraia o direito de liberdade. (...)
(...) A liberdade legítima decorre da legítima responsabilidade , não podendo triunfar sem esta.
A responsabilidade resulta do amadurecimento pessoal em torno dos deveres morais e sociais , que são a questão matriz , fomentadoras dos lídimos direitos humanos.
Pela lei natural todos os seres possuem direitos que , todavia não escusam a ninguém dos respectivos contributos que decorrem do seu uso.
A toda criatura é concedida a liberdade de pensar , falar e agir , desde que essa concessão subentenda o respeito aos direitos semelhantes do próximo.(...)(7).
Ser livre ,portanto , é saber respeitar os direitos alheios , porque "(...) desde que juntos estejam dois homens , há entre eles direitos recíprocos que lhes cumpre respeitar (...)" (1)
Vivemos num planeta que se caracteriza pela predominância do mal sobre o bem; ë um planeta inferior , onde os seus habitantes estão submetidos a provas e expiações ; daí ser muito comum que muitos Espíritos não possuam o discernimento natural para o emprego da liberdade que Deus concedeu. A ocorrência de abusos do poder , manifestada nas tentativas do homem escravizar o próprio homem , nas mais variadas formas e intensidade ,é exemplo típico do mau uso desta lei natural.
A medida que o ser humano evolui , cresce com ele a responsabilidade sobre seus atos , sobre suas manifestações verbais e , até mesmo sobre seus pensamentos . Neste estágio evolutivo , passa a compreender que a liberdade não se traduz por fazer ou deixar de fazer determinada coisa irresponsavelmente . Passa a medir a sua linha de ação da maneira que esta não atinja desastrosamente o próximo. Compreende , enfim que sua liberdade termina onde começa a do seu próximo.
A vontade própria ou livre-arbítrio é ,então ,exercitada de uma maneira mais coerente , mais responsável. O livre-arbítrio é definido como " a faculdade que tem o indivíduo de determinar a sua própria conduta , ou em outras palavras , a possibilidade que ele tem de , entre duas ou mais razões suficientes de querer ou de agir , escolher uma delas e fazer que prevaleça sobre as outras".(6)
Sem o livre-arbítrio , o homem não teria mérito em praticar o bem ou evitar o mal , pois a vontade e a liberdade do espírito não sendo exercitadas, o homem não seria mais do que um autômato. Pelo livre-arbítrio , ao contrário , passa o indivíduo a ser o arquiteto de sua própria vida , de sua felicidade ou infelicidade , da sua maior ou menor responsabilidade. Em qualquer ato que pratique.
A liberdade e o livre-arbítrio têm uma correlação fundamental na criatura humana e aumentam de acordo com a sua elevação e conhecimento. Se por um lado temos a liberdade de pensar, falar e agir, por outro lado, o livre-arbítrio nos confere a responsabilidade dos próprios atos por terem sido eles praticados livremente e por nossa própria vontade.
A sujeição absoluta de um homem a outro homem é um erro gravíssimo de conseqüências desastrosas para quem o pratica. A escravidão, seja ela física, intelectual, sócio-econômica, é sempre um abuso da força e que tende a desaparecer com o progresso da humanidade ... E um atentado à Natureza onde tudo e harmonia e equilíbrio. Quem arbitrariamente desfere golpes cerceando a liberdade dos outros, escravizando-os pelos diversos processos que mundo moderno oferece, sofre a natural conseqüência, e essa é a vergasta da dor, que desperta e corrige, educa e levanta para os tirocínios elevados da vida.
A nossa liberdade não é absoluta porque vivemos em Sociedade, onde devemos respeitar os direitos das pessoas. Baseando-se neste preceito, torna-se absurdo aceitar qualquer forma de escravidão: física, social, econômica, ideológica, religiosa, etc.
"(...) Durante muito tempo aceitou-se, como justa, a escravização dos povos vencidos em guerras, assim como foi permitido pelos códigos terrenos que os homens de certas raças fossem caçados e vendidos, quais bestas de carga, na falsa suposição de que eram seres inferiores e, talvez, nem fossem nossos irmãos em humanidade.
Coube ao Cristianismo mostrar que, perante Deus, só existe uma espécie de homens e que, mais ou menos puros e elevados , eles o são, não pela cor da epiderme ou do sangue, mas pelo espírito, isto e, pela melhor compreensão que tenham das coisas e principalmente pela bondade que imprimam em seus atos. (...)" (4)
Com a abolição da escravatura, todos nós podemos dispor livre mente das nossas vidas.
"(...) Sem dúvida, estamos ainda muito distantes de uma vivência mundial de integral respeito às liberdades humanas ; todavia já as aceitamos como um ideal a ser atingido, e isso é um grande passo, pois tal concordância há de elevar-nos, mais dia, menos dia a esse estado de paz e de felicidade a que todos aspiramos." (s)

ANEXO 1

L I B E R D A D E

Para ser livre da mundana escória
E alcançar a amplidão rútila e bela
Vence os rijos furores da procela
Que te freme na carne transitória.

Despe os adornos da ilusão corpórea
E abraça a estranha e rígida tutela
Da aflição que te humilha e te flagela
Por teu caminho de esperança e glória.

Agrilhoado à cruz do próprio sonho,
Vara as trevas do báratro medonho
Nos supremos martírios da ansiedade!...

E, ave distante dos terrestres limos,
Celebrarás na pompa de Áureos Cimos,
A conquista da Eterna Liberdade.

CRUZ E SOUZA

XAVIER, Francisco Cândido. Poetas Redivivos. Diversos Espíritos.
Rio de Janeiro, FEB, 1969. p. 47.