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PROGRAMA VI

ROTEIRO 05

O CRISTIANISMO: ORIGENS E PROPAGAÇÃO

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Fazer uma análise critica sobre as principais citações bíblicas que identificam Jesus como o Messias esperado pelo povo judeu.
Explicar como ocorreu a preparação espiritual da Terra para receber Jesus.

IDÉIAS PRINCIPAIS
Não só profetas e apóstolos da Bíblia identificaram em Jesus o enviado do Pai. O próprio Jesus, assim o admitia: "(...) Meu Pai, a hora vinda; glorifica a teu Filho, a fim de que teu Filho te glorifique. Como lhe deste poder sobre todos os homens, a fim de que ele dê a vida eterna a todos os que lhe deste. -- Ora a vida eterna consiste em conhecer a ti que és o ÚNICO DEUS verdadeiro e a Jesus-Cristo que tu enviaste. (...)" (02a)
"(...) porque foi de Deus que saí e foi de sua parte que vim; pois, não vim de mim mesmo, foi Ele que me enviou (...)" (12).
Os apóstolos acreditavam ser Jesus o mesmo anunciado pelos profetas da Antigüidade: "(...) Os reis da Terra se levantaram e os príncipes se uniram contra o Senhor e contra o seu Cristo (...)" (11).
Para Jesus sair dos planos superiores onde vive e descer Terra foi necessária intensa preparação espiritual do Planeta. Inicialmente, Jesus envia, "(...) às sociedades do globo o esforço de auxiliares valorosos (07), destacando, entre eles, a figura de Sócrates. Em segundo lugar, as entidades angélicas envolvem o Planeta em vibrações sublimes."(...). Harmonias divinas cantavam um hino de sublimadas esperanças no coração dos
homens e da natureza.(...)" (08)

FONTES DE CONSULTA

BÁSICAS
01. KARDEC, Allan. As palavras de Jesus provam a sua identidade? In: .. Obras Póstumas. Trad. de Guillon Ribeiro. 13 ed. Rio de Janeiro, FEB, 1973, p. 127.
02. Op. cit. p. 130-133.
02a. Op. cit., p. 133.
03. Op. cit., p. 140-144.

COMPLEMENTARES
04. XAVIER Francisco Cândido. O povo de Israel. In... A Caminho da Luz. Pelo Espírito Emmanuel. 13. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1985. p. 70.
05. Op. cit. p. 71.
06. As grandes religiões do passado. In: .. A Caminho da Luz. Pelo Espírito Emmanuel. 13. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1985 p. 84.
07. A Grécia e a missão de Sócrates. In: .. A Caminho da Luz. Pelo Espírito Emmanuel- 13. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1985 p. 93.
Roma. In: .. A Caminho da Luz Pelo Espírito Emmanuel. 13. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1985. p. 104.
09. O Império Romano e seus desvios. In: .. A Caminho da Luz. Pelo espirito Emmanuel · 13. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1985. p. 115.
10. Op. cit. p. 117.
Atos dos Apóstolos, 4:26 a 28.
João, 8:42.
 

O ADVENTO DE JESUS

O povo judeu aguardava ansiosamente um Messias que o libertasse do jugo de Roma. "(...) A verdade, porém, é que Jesus, chegando ao mundo, não foi absolutamente entendido pelo povo judeu. Os sacerdotes não esperavam que o Redentor procurasse a hora mais escura da noite para surgir na paisagem terrestre. Segundo a sua concepção, o Senhor deveria chegar no carro magnificente de suas glorias divinas, trazido do Céu a Terra pela legião dos seus Tronos e Anjos; deveria humilhar todos os reis do mundo, conferindo a Israel o cetro supremo na direção de todos os povos do planeta; deveria operar todos os prodígios, ofuscando a glória dos Césares. (...)" (04) Mas Jesus chega humilde entre os animais de uma manjedoura, vem filho de carpinteiro e, durante sua missão, busca os fracos, os oprimidos, os sofredores de toda sorte. "(...) O judaísmo, saturado de orgulho, não conseguiu compreender a ação do celeste emissário. (...3" (05)
Houve, porém, muitos que o reconheceram como o Messias anunciado pelos profetas da antigüidade, pelos judeus. Entre eles aqueles que se tornariam, mais tarde, seus discípulos, apóstolos e seguidores. O próprio Jesus, em diversas ocasiões, afirma ser ele o enviado de Deus. Vamos analisar algumas passagens bíblicas que tratam do assunto :(01 e 02).
"Quem quer que me receba, recebe aquele que me enviou" (Lucas, 9:48).
(...) Aquele que me despreza, despreza aquele que me enviou. Lucas, 10:16 (01)
"(...) Aquele que me recebe não me recebe a mim, mas recebe aquele que me enviou." (Marcos, 9 :37) .
"Jesus então lhes disse: Ainda estou convosco por ura pouco de tempo e vou em seguida para aquele que me enviou". (João, 8:42).
Está bem caracterizado, nestas citações,. que Jesus foi o mensageiro de Deus, Ele falava em nome do Pai. "(...) estas palavras, que Jesus tantas vezes repetiu: aquele. que. me. enviou, não só comprovam uma dualidade de pessoas, mas também, (...), excluem a igualdade absoluta entre elas, porquanto aquele que é enviado necessariamente está subordinado ao que envia.(...)" {01) Esta explicação tem razão de ser porque há quem pense ser Jesus e Deus uma só pessoa.
Em João, 14:28, Jesus não só esclarece a sua qualidade de mensageiro de Deus como também "(...) consagra o princípio de diferença hierárquica que existe entre o Pai e o Filho. (...). Se há uma diferença hierárquica entre o pai e o filho, Jesus, como filho de Deus, não pode ser igual a Deus.
Ele confirma esta interpretação e reconhece a sua inferioridade com relação a Deus, em termos que não deixam lugar a dúvidas. A citação de João é a seguinte:
"Ouvistes o que foi dito: Eu me vou e volto a vós. Se me amásseis, rejubilaríeis, pois que vou para meu Pai, porque meu Pai é Maior do que eu." (João, 14:28) (02a)
Em outra oportunidade Jesus chega a afirmar que até a doutrina que ensinava não é dele mas que ela veio de Deus:
"Não tenho falado por mim mesmo; meu Pai, que me enviou, foi quem me prescreveu, por mandamento seu, o que devo dizer e como devo falar; e sei que o seu mandamento é a vida eterna; o que, pois,
eu digo é segundo o que meu Pai me ordenou que o diga." (João,12:49-50). (02a)
É preciso entender nestas palavras de Jesus uma profunda identidade com as verdades divinas. Ele é o grande Messias enviado pelo Pai ao planeta Terra, em missão de amor e renúncia, e, através da sua humildade revelou-nos a grandeza e elevação do seu Espírito.
Os apóstolos acreditavam piamente ser Jesus o Messias aguardado. Ë o que interpretamos nas seguintes citações constantes de "0s Atos dos Apóstolos":
Que, pois, toda a Casa de Israel saiba, com absoluta certeza, que Deus fez Senhor e Cristo a esse Jesus que vós crucificastes". (Atos dos Apóstolos, 2:33 a 36. Prédica de Pedro).
"Moisés disse a nossos pais: O Senhor vosso Deus vos suscitará dentre os vossos irmãos um profeta como eu. Escutai-o em tudo o que ele disser. Quem não escutar esse profeta será exterminado do
meio do povo.
Foi por vós primeiramente que Deus suscitou seu Filho e vo-lo enviou para vos abençoar (...)" (Atos dos Apóstolos, 3:22, 23 e 26. Prédica de Pedro).
"Os reis da Terra se levantaram e os príncipes se uniram contra o Senhor e contra o seu Cristo Herodes e Pôncio Pilatos com os gentios e o povo de Israel verdadeiramente se conluiaram contra o vosso santo Filho Jesus (...)". (Atos dos Apóstolos, 4:26 a 28. Prece dos Apóstolos).
Foi a ele que Deus elevou pela sua destra, como sendo o príncipe e o salvador, para dar a Israel a graça da penitência e a remissão dos pecados." (Atos dos Apóstolos, 5:29 a 31. Respostas dos Apóstolos ao sumo-sacerdote).
"Mas, estando Estevão cheio de Espírito Santo e elevando os olhos ao céu, viu a glória de Deus e a Jesus que estava de pé a direita de Deus (... ) (Atos dos Apóstolos, 7: 55 a 58. Martírio de Estevão.
É de se imaginar que a vinda do Cristo entre nos envolveu intenso trabalha por parte de todos aqueles Espíritos convocados a participar da sua gloriosa missão. Cada um desses Espíritos recebeu uma tarefa específica, de devotamento e amor, a fim de facilitar a vinda da diretor espiritual da Terra aos planos inferiores.
Inicialmente Jesus envia "(...) às sociedades do Globo o esforço de auxiliares valorosos, nas figuras de Ésquilo, Euripedes, Heródoto e Tucídides e por fim a extraordinária personalidade de Sócrates(...)", (07) entre os gregos. "(...) Na China encontramos Fo-Hi, Lao--Tse', Confúcio; na crença do Tibete, está a personalidade de Buda e no pentateuco encontramos Moisés; no Alcorão vemos Maomet. Cada raça recebeu os seus instrutores. (...)" (06)
"(...) A família romana, cujo esplendor espiritual conseguiu atravessar todas as eras, (...) parecia atormentada pelos mais tenazes inimigos ocultos, que, aos poucos, lhe minaram as bases mais sólidas,
mergulhando-a na corrupção e no extermínio de si mesma. (...) Os Gracos, filhos da veneranda Cornélia, são quase os derradeiros traços de uma época caracterizada pela administração enérgica, mas equânime, cheia de honestidade, de sabedoria e de justiça. (...)" (09)
A vinda do Cristo estava próxima e Roma, sede do mundo, parecia não se dar conta disso. Para tanto foi necessário que a republica morresse e permitisse o nascimento do Império Romano, com novas diretrizes.
(...) A aproximação e a presença consoladora do Divino Mestre no mundo era motivo para que todos os corações experimentassem uma vida nova, ainda que ignorassem a fonte divina daquelas vibrações confortadoras. Em vista disso, o governo de Augusto (Júlio César Otaviano Augusto, ou simplesmente Otávio, primeiro imperador romano) decorreu em grande tranqüilidade para Roma e para o resto das sociedades organizadas do planeta. (...)" (10)
(...) E então que se movimentam as entidades angélicas do sistema, nas proximidades da Terra, adotando providências de vasta e generosa importância. A lição do Salvador deveria, agora, resplandecer para os homens, controlando-lhes a liberdade com a exemplificação perfeita do amor. Todas as providências são levadas a efeito. Escolhem-se os instrutores, os precursores imediatos, os auxiliares divinos. Uma atividade única registra-se, então, nas esferas mais próximas do planeta, e, quando reinava Augusto, na sede do governo do mundo, viu-se uma noite cheia de luzes e de estrelas maravilhosas. Harmonias divinas cantavam um hino de sublimadas manjedoura ë o teatro e, enquanto alvorecia esqueceria o Natal, a esperanças no coração dos homens e da natureza. A de todas as glorificações da luz e da humildade, uma nova era para o globo terrestre, nunca mais se "noite silenciosa, noite santa" (08).