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PROGRAMA I

ROTEIRO 7

DOUTRINA ESPÍRITA
O CONSOLADOR PROMETIDO POR JESUS: A TERCEIRA REVELAÇÃO DIVINA NO OCIDENTE

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Dar o significado de "O Consolador prometido por Jesus". Explicar a relação existente entre o Espiritismo e o Consolador Prometido (ou Terceira Revelação no Ocidente).
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IDÉIAS PRINCIPAIS.
"Se me amais, guardai os meus mandamentos; e eu rogarei a meu Pai e ele vos enviará outro Consolador, a fim de que fique eternamente convosco: - O Espirito de Verdade que o mundo não pode receber, porque o não vê e absolutamente o não conhece. Mas, quanto a vós, conhece-lo-eis, porque ficará convosco e estará em vós. - Porem, o Consolador que é o Santo Espirito, que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará recordar tudo o que vos tenho dito". (1)

FONTES DE CONSULTA
01. KARDEC Allan. O Cristo Consolador. In:_ . O Evangelho Segundo o Espiritismo. Trad. de Guillon Ribeiro. 84. ed. Rio de Janeiro 3 FEB, 1982, Cap. VI, Item 03, p. 134.
02. Op. cit., item 04, p. 134.
03. KARDEC, Allan. Predições do evangelho. In: _. A Gênese. Trad. de Guillon Ribeiro. 25. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1982. Item 37, p. 386.
04. Op. cit., item 40, p. 387.

COMPLEMENTARES.
PIRES, J. Herculano. A falange do Consolador. In: . O Espirito e o tempo. São Paulo, Pensamento, 1964. Item 017 p. 137.
06. Op. cit., item 04, p. 138.
 

~ O Consolador prometido por Jesus, também designado pelo apóstolo João (1) como o Santo Espirito, seria enviado à Terra com a missão de consolar e lidar com a verdade. "(...) Sob o nome de Consolador e de Espirito de Verdade, Jesus anunciou a vinda daquele que havia de ensinar todas as coisas e de lembrar o que ele dissera'', ressalta Kardec. (3).
O Consolador , como O Espirito de Verdade, dará aos encarnados o conhecimento de sua origem, da necessidade de sua estada na Terra e do seu destino, bem como espalhará a consolação pela fé e pela esperança. (2)
Constitui o Espirito Consolador, portanto, a Terceira Revelação de Deus aos povos no ocidente, e procede de Espíritos sábios e bondosos, que, do Alem, enviaram os seus ensinamentos através dos instrumentos mediúnicos, num verdadeiro derramamento da mediunidade na carne.
A revelação Cristã sucedeu a revelação Mosaica; a revelação dos Espíritos veio completá-la. Várias são as razões que justificam a promessa do Cristo, do aparecimento do Espirito de Verdade, como o Consolador. Uma delas seria a inoportunidade de uma revelação total e completa pelo Cristo, numa época em que o homem não estaria amadurecido para compreende-la. Outra razão é a do esquecimento dos homens das verdades apregoadas no seu Evangelho. Mais do que isto, destacam-se, como outra razão ainda, as distorções premeditadas que a mensagem evangélica sofreu ao longo dos tempos. Foram "(...) dois mil anos de fermentação (...), de criminosas deformações da mensagem cristã". (3)
A relação entre o Espiritismo e o Consolador está no fato de a Doutrina Espírita conter "(...) todas as condições do Consolador que Jesus prometeu"; (4) ou seja, "(...) o Espiritismo vem abrir os olhos e os ouvidos, pois fala sem figuras, sem alegorias, levantando o véu intencionalmente lançado sobre certos mistérios; vem, finalmente, trazer a consolação suprema aos deserdados da Terra e a todos os que sofrem (...)(2)
Finalmente, se de um lado o Espirito de Verdade se apresentava aos homens a frente de elevadas entidades espirituais, que voltaram a Terra para completar a Obra do Cristo, de outro lado Kardec se coloca a postos, à frente de criaturas espiritualizadas, dispostas a colaborarem na imensa tarefa. "(...) O que então se cumpria era uma promessa do Cristo, através de todo um imenso processo de amadurecimento espiritual do homem (...)".
Kardec foi o instrumento de que se serviu o Alto para completar a mensagem do Cristo; que Ele mesmo havia prometido