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PROGRAMA V

ROTEIRO 7

INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPORAL.
INFLUENCIA OCULTA DOS ESPÍRITOS EM NOSSOS PENSAMENTOS E ATOS: TELEPATIA E PRESSENTIMENTOS.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
analisar a influência oculta dos Espíritos em nossos pensamentos e atos.
Conceituar e exemplificar telepatia e pressentimentos.

IDÉIAS PRINCIPAIS.
Os Espíritos influem tanto em nossos pensamentos que, de ordinário, soa eles que nos dirigem. (01)
"(...)Há, entre os Espíritos que se encontram, uma comunicação de pensamento, que dá causa a que duas pessoas se vejam e compreendam sem precisarem dos sinais ostensivos da linguagem. Poder-se-ia dizer que falam entre si a linguagem dos Espíritos." (03)
Pressentimento "é o conselho intimo e oculto de um Espirito que nos quer bem. Também está na intuição da escolha que se haja feito. É a voz do instinto. Antes de encarnar, tem o Espirito conhecimento das fases principais de sua existência, isto é, do gênero das provas a que se submete. Tendo estas caráter assinalado, ele conserva, no seu foro íntimo, uma espécie de impressão de tais provas e esta impressão, que é a voz do instinto, fazendo-se ouvir quando lhe chega o momento de sofrê-las, se torna pressentimento." (02)

FONTES DE CONSULTA
BÁSICAS
01. KARDEC, Allan. Influências oculta dos Espíritos em nossos pensamentos e atos. In: -. O Livro dos Espíritos. Trad. de Guillon Ribeiro. 57. ed. Rio de Janeiro, FEB, 198`. questão 459. p. 246.
02. Op. cit., questão 522, p. 266-267
03. Op. cit., questão 421, p. 230.
04. Da Influência do meio. In:. O Livro dos Médiuns. Trad. de Guillon Ribeiro. 41 ed. Rio de Janeiro, FEB, 1979. item 232.
05. Op. cit., Dos médiuns escreventes e psicógrafos, item 184.

COMPLEMENTARES
06. GELEY, Gustave. Fatos Obscuros de Psicologia Anormal - Ações de Pensamento a Pensamento. in:- . ~ Ser Subconsciente. Trad. de Gilberto Campista Guarino. Rio de Janeiro, FEB, 1975. p. 109.
07. Op. cit., p. 109-110.
08. Op. cit., p. 111.
09. PAULA, João Teixeira de. Telepatia. In: -. Dicionário Enciclopédico Ilustrado. Espiritismo, Metapsíquica, Parapsicologia, 3. ed. Porto Alegre, Editora Bels, 1976. p. 257.
10. Op. cit., p. 258.
11. DENIS, Léon. Desprendimento e exteriorização. Projeções telepáticas. In: -. O Problema do Ser, do Destino e da Dor. 11. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1979 , p. 91.
12. FLAMMARION, Camille. As Manifestações Telepáticas de Agonizantes e as Aparições. In:--. O Desconhecido e os Problemas Psíquicos. Trad. de Arnaldo do São Tiago. 3. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1979. v. 1, p. 111-112.
13. Ação Psíquica de um Espirito Sobre o Outro. In: -. O Desconhecido e os Problemas Psíquicos. Trad. . de Arnaldo do São Tiago. 3. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1980. v.2, p. 38/39.
14. Op. cit., p.47

Os Espíritos exercem tamanha influencia sobre os nossos pensamentos e atos que amiúde somos por eles dirigidos. (01)
Isto se da porque os Espíritos povoam os mesmos espaços em que vivemos, acompanham-nos em nossas atividades e ocupações, vão conosco aos lugares que freqüentamos "(...) intervindo em nossas reuniões, seguindo-nos ou evitando-nos, conforme os atraímos ou repelimos (...)"~(04) Estamos cercados por Espíritos, independentemente de sermos ou não médiuns produtivos, e a sua influência oculta sobre os nossos pensamentos e atos se faz sentir pelo grau de afinidade que mantivermos com eles.
Nessa convivência entre encarnados e desencarnados, a influencia às vezes e tão sutil que não conseguimos estabelecer uma separação entre o que nos e próprio e o que e dos Espíritos. Portanto, entre as nossas idéias e imagens mentais podem estar disseminadas idéias e desejos de outros Espíritos, sem que disto nos apercebamos.
Analisando a influência dos Espíritos sobre os nossos pensamentos e atos, passamos a entender melhor o fenômeno vulgarmente denominado telepatia.
"A telepatia consiste essencialmente na ocorrência de uma impressão psíquica intensa, que se manifesta em geral inopinadamente, numa pessoa normal, seja durante o estado de vigília, seja durante o sono, impressão que - como se observa - está acorde com um acontecimento desenrolado a distância (...)" (06)
A telepatia e a transmissão do pensamento de um ser para outro. "(...) Há, entre os Espíritos que se encontram uma comunicação de pensamento , que dá causa a que duas pessoas se vejam e compreendam sem precisarem dos sinais ostensivos da linguagem. Poder-se-ia dizer que falam entre si a linguagem dos Espíritos." (03) No fenômeno de telepatia sempre ha alguém que é mais apto para transmitir o pensamento, como existe outro com mais predisposição para ser receptor.
"(...) O estudo da telepatia data dos anos de 1825 quando, na Franca, se fizeram as primeiras experiências magnéticas (...) Foi (;..), só muito mais tarde, que se encarou a telepatia com seriedade científica (. . . ) ." (09)
"(...) O termo Telepatia foi proposto por Frederic Myers em 1882 e adotado nos trabalhos da "Society Psichical Research ". Myers assim o definiu:
"Entendo por telepatia a transmissão do pensamento e das sensações feita pelo Espírito de um indivíduo sobre outro sem que seja pronunciada uma palavra, escrito um vocábulo ou feito um sinal. "(10)
"(...) A telepatia, ou projeção à distancia do pensamento e mesmo da imagem do manifestante, faz-nos subir mais um degrau na escala da vida psíquica. Aqui, achamo-nos na presença de um ato poderoso da vontade. (...) As manifestações telepáticas não comportam limites. O poder e a independência da alma nelas se revelam soberanamente, porque o corpo nenhum papel representa no fenômeno. ~ mais um obstáculo do que um auxilio. Produzem-se, por este motivo, ainda com maior intensidade, depois da morte (...)." (11)
"(...) A telepatia pode ser expontânea ou experimental.
a) Telepatia expontânea - subdivide-se em:
1 Relativa a um acontecimento futuro iminente - Casos de pressentimentos, premonições, visões premonitórias, e aparições de moribundos. I
2. Relativa ao presente ou a um passado recente - casos de visões nítidas ou adivinhação de acontecimentos afastados (no estado normal ) . Casos de aparições de moribundos (...). Casos de aparições de vivos (...). Com freqüência, o fenômeno diz respeito a uma pessoa unida ao percipiente por laços de afeição mais ou me nos fortes (...)." (07)

b) Telepatia experimental - Esses casos, (...) traduzem uma impressão psíquica produzida à distancia sobre uma pessoa; e isso por outra pessoa, e simplesmente pela ação e forca da vontade (...).
É, de qualquer modo, imperioso reconhecer que a telepatia experimental encontra-se longe de ser estabelecida de modo tão nítido quanto a espontânea (...)." (08)
Abordaremos agora um outro tipo de influência dos Espíritos em nossos pensamentos e atos: O pressentimento.
"O pressentimento é uma intuição vaga das coisas futuras. Algumas pessoas têm essa faculdade mais ou menos desenvolvida. Pode ser devida a uma espécie de dupla vista, que lhos permite entrever as conseqüências das coisas atuais e a filiação dos acontecimentos. Mas, muitas vezes, também é resultado de comunicações ocultas e, sobretudo neste caso, e que se pode dar aos que dela são dotados o nome de médiuns de pressentimentos, que constituem uma variedade dos médiuns inspirados " (05)
Nota-se que neste último caso, ou seja, o pressentimento como conseqüência de uma comunicação oculta, quem geralmente se comunica é um Espirito amigo e bondoso. É, no dizer dos Espíritos Superiores, "(...) o conselho intimo e oculto de um Espirito que vos quer bem (...)." (02)
Existem inúmeros exemplos de telepatia e de pressentimento na literatura espírita. Relataremos resumidamente alguns, escolhidos ao acaso:

" ( .... ) 'Minha mãe tinha dois tios clérigos: um era missionário na China, o outro, cura na Bretanha; tinham uma irmã, já de idade avançada, residente nos Voges.
Um dia esta pessoa estava ocupada em sua cozinha a preparar o repasto da família, quando se abriu a porta, e ela viu no limiar seu irmão missionário de que estava há longos anos separada:
—E' o irmão Francisco! —gritou ela e correu pira ele a fim de abraça-lo; mas, no instante em que chegava perto dele. não o viu mais, o que lhe causou um grande medo.
No mesmo dia à mesma hora, o segundo irmão, que era cura na Bretanha, lia seu breviário, quando ouviu a voz do irmão Francisco que Ihe dizia:
—Meu irmão, vou morrer.
Depois, ao cabo de um momento:
—Meu irmão, eu morro.
E enfim, alguns minutos depois
—Meu irmão, morri.
Alguns meses mais tarde, receberam eles a noticia da morte do missionário, verificada no mesmo dia em que tinham recebido tão estranhos avisos m, (12)

Este é um exemplo de comunicação telepática espontânea dada por um moribundo. Eis um caso de telepatia experimental, em que uma moça chamada Maria é magnetizada (hipnotizada) e passa a agir conforme as ordens do seu magnetizador

"(..)Quando despertardes, ireis procurar um copo, nele derramareis algumas gotas de água de Colônia, trazendo-mo em seguida."
Ao despertar, ela se acha visivelmente preocupada, não pode estar parada e vem por fim colocar-se a minha frente e me diz:
—Ora pois ! em que pensais ? e que idéia pusestes em minha cabeça!
—Por que me falais assim?
—Porque a idéia que tenho uso pode provir senão de vós, e eu não quero obedecer!
—Não obedeçais, se assim o quiserdes; mas exijo que me digais imediatamente o que pensais !
—Muito bem! cumpre-me ir buscar um. copo, enche-lo d'água, com algumas gotas d’água de Colônia e trazer-vo-lo: é realmente ridículo!
A minha ordem havia sido, pois, perfeitamente compreendida ..." (13)
 

- ~
O pressentimento pode manifestar-se através de uma vaga lembrança, que o Espírito tem de provas ou acontecimentos a que deverá submeter-se; pode, no entanto, ser produto da comunicação de um Espirito amigo. Pressentir hora da desencarnação, por exemplo, tem sido uma ocorrência ate certo ponto comum em muitas pessoas. E alguns pressentem sua desencarnação, porque foram avisados por parentes ou amigos em sonhos; em outros, - porém, a convicção se dá sem que saibam explicar o porquê. '
Existem inúmeros outros pressentimentos ocorridos no dia-a-dia do encarnado. Relataremos apenas um exemplo extraído da obra "O Desconhecido e os Problemas Psíquicos, volume II, de Camille Flammarion;
 

(...) Tive, (...) um dia, certo pressentimento ...
Dirigindo-me, certa manhã, para o Hospital Lariboisière, de que eu era externo, tive por um momento a idéia do que ia encontrar, na porta do hospital, o Sr. P.?., que só uma vez tivera ocasião de ver, oito meses antes, em uma casa amiga e que, desde essa data, jamais voltara a ocupar meu pensamento (,,, ) .
Não mo enganara de todo: à porta do hospital encontrei o Sr. P., que vinha com a Intenção de visitar, não o cirurgião em apreço, mas o chefe da serviço de obstetrícia (...).
G. Mesley
Estudante de Medicina, rue de L’Entrepôt, 27" (14)