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PROGRAMA II

ROTEIRO 8.

INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPORAL
COMUNICABILIDADE DOS ESPÍRITOS.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS.
Identificar nas comunicações espiritas um meio de progresso humano.
Interpretar, à luz do Espiritismo, a proibição de intercâmbio mediúnico existente no Velho Testamento (Levítico, 19:31 e 20:27; Deuteronômio, 'S2:1;~; a 12).

IDÉIAS PRINCIPAIS
"(...) Os Espíritos exercem incessante ação sobre o mundo moral e mesmo sobre o mundo físico. Atuam sobre a matéria e sobre o pensamento e constituem uma das potências da natureza, causa eficiente de uma multidão, de fenômenos ate então inexplicados ou mal explicados e que não encontram explicação racional senão no Espiritismo. (...)"(5)
A mediunidade e tão antiga quanto o homem, mas como o seu uso exige discernimento, Moisés a proibiu no seio do seu povo por precaução. "~...) e preciso .aprender os motivos que justificavam essa proibição e que hoje se anularam completamente. O legislador hebreu queria que o seu povo abandonasse todos os costumes adquiridos no Egito, onde as evocações estavam em uso e facilitavam os abusos (...)".(1)
"A proibição de Moisés era assaz justa, porque a evocação dos mortos não se originava nos sentimentos de respeito, atenção ou piedade para com eles, sendo antes um recurso para adivinhações (...)." (2)
"Repelir as comunicações do além-túmulo é repudiar o meio mais poderoso de instruir-se, já pela iniciação dos conhecimentos da vida futura já pelos exemplos que tais comunicações nos fornecem.(...)." (4

FONTES DE CONSULTA

BÁSICAS -
01. KARDEC, Allan. Da proibição de evocar os mortos. In: - . O Céu e o Inferno. Trad. de Manoel Justiniano Quintão, 30ª ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983. item 3.
02. OP. cit., item 4.
03. OP. cit., item 15.
04. Intervenção dos demônios nas modernas manifestações. In: . O Céu e o Inferno. Trad. de Manoel Justiniano Quintão. 30ª ed.. Rio de Janeiro, FEB, 1983. item
05 O Livro dos Espíritos. Trad. de Guillon Ribeiro. 57. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983. Introdução, item 6, p.25.

COMPLEMENTARES
06. Deuteronômio, 18:10 - 12.
07. Levítico, 19:31.
08. Levítico, 20:27,.
09. FRANCO, Divaldo Pereira. Mediunidade. In: _ . Estudos Espiritas . Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Rio de Janeiro, FEB, 1982. p. 138.
 

A Comunicabilidade dos Espíritos com os encarnados não e um fato recente, mas antiquíssimo' com a única diferença que no passado era apanágio dos chamados iniciados e na atualidade; com o advento do Espiritismo, tornou-se fenômeno generalizado a todas as camadas sociais.
A possibilidade dos Espíritos se comunicarem é uma questão muito bem estabelecida, resultante de observações e experiências rigorosamente realizadas por eminentes pesquisadores. Os Espiritas não tem duvidas a este respeito, -porém, determinados companheiros que abraçam correntes religiosas diferentes da Doutrina Espírita, procuram criticá-la chamando a atenção, entre outras coisas, sobre a proibição mosaica de evocar os mortos.
Na lei mosaica esta escrito: (...) Não vos virareis para adivinhadores e encantadores, não os busqueis, contaminando-vos com eles: Eu sou o Senhor vosso Deus.(...)" (7)
"(...) Quando pois algum homem ou mulher em si tiver um espirito adivinho , ou for encantador, certamente morrerão: com pedras se apedrejarão; o seu sangue é sobre eles." (8)
"(...) Não achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro;
Nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito advinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos;
Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor: por estas abominações o Senhor teu Deus as lança fora de diante dele.
"Se a lei de Moisés deve ser tão rigorosamente observada neste ponto, força e que o seja igualmente em todos os outros. Por que seria ela boa no tocante às evocações e mais em outras de suas partes? (...)Desde que se reconhece que a lei mosaica não está mais de acordo com a nossa época e costumes em dados casos, a mesma razão procede para a proibição de que tratamos.
Demais, e preciso expender os motivos que justificavam proibição e que hoje se anularam completamente. 0 legislador hebreu que ria que o seu povo abandonasse todos os costumes adquiridos no Egito, onde as evocações estavam em uso e facilitavam abusos(...)." (1).
"A proibição de Moisés foi mais para conter um comercio grosseiro e prejudicial com os desencarnados. Os Israelitas necessitavam de uma ação mais disciplinadora porque, alem do mais"(...) a evocação dos mortos não se originava nos sentimentos de respeito, afeição ou piedade para com eles, sendo antes um recurso para adivinhações, tal como nos augúrios e presságios explorados pelo charlatanismo e pela superstição.(...) " (2)
Naquela época, aliada a prática pura e simples de evocar os mortos, havia um verdadeiro comercio com os adivinhadores'(...) associadas às praticas da magia e do sortilégio, acompanhadas ate de sacrifícios humanos.(...)"(2) A proibição, tinha, pois, razão de ser. Nos dias atuais o ser humano adquiriu novas conquistas, o progresso se fez pelo predomínio da razão e, a prática de intercâmbio espiritual ou mediúnica, defendida pelo Espiritismo tem outras finalidades: moralizadora, consoladora e religiosa.
"(...) A verdade e que o Espiritismo condena tudo que motivou a interdição de Moisés;(...)"(2) os espiritas não fazem sacrifícios humanos. não interrogam astros, adivinhos e magos para informarem-se de alguma coisa, não usam medalha, talismã, fórmulas sacramentais ou cabalísticas para atrair ou afastar Espíritos.
O Espirita sincero sabe que"(...) O futuro e vedado ao homem por principio, e só em casos raríssimos e excepcionais é que Deus faculta a sua revelação. Se o homem conhecesse o futuro, por certo negligenciaria o presente e não agiria com a mesma liberdade.(...)"(4)
A evocação dos Espíritos exercidas na prática espirita tem o fito de receber conselhos dos Espíritos superiores, de moralizar aqueles voltados para o mal e continuar com as relações de amizades e amor entre entes queridos que partilharam, ou não, a vivência reencarnatória
Pelas orientações instrutivas e altamente moralizadoras forneci das pelos benfeitores espirituais, pelo valioso aprendizado oferecido pelos desencarnados sofredores, conclui-se que a prática mediúnica, e um fator de progresso humano pelos benefícios que acarreta.
"(...) Sem duvida, poderoso instrumento pode converter-se em lamentável fator de perturbarão, tendo em vista o nível espiritual e moral daquele que se encontra investido de tal recurso. :
Não é uma faculdade portadora de requisitos morais. A moralização do Médium libera-o da influência dos Espíritos inferiores perversos que se sentem, então, impossibilitados de maior predomínio por faltarem os vínculos para a necessária sintonia.(...)" (9)
"Repelir as comunicações do além-túmulo é repudiar o meio mas poderoso de instruir-se, já pela iniciação nos conhecimentos da vida futura, já pelos exemplos que tais comunicações nos fornecem. A experiência nos ensina, alem disso, o bem que podemos fazer, desviando do mal os Espíritos imperfeitos, ajudando os que sofrem a desprenderem-se da matéria a se aperfeiçoarem. Interditar as comunicações e, portanto, privar as a mas sofredoras da assistência que lhes podemos e devemos dispensar.(...)
(3) -

ANEXO
. ~
Examinando a mediunidade
TEMA Mediunidade a serviço do próximo.
Aspiras ao desenvolvimento da mediunidade para mais fácil intercâmbio com o Plano Espiritual. Isso é perfeitamente possível; entretanto, é preciso lhe abraces as manifestações, compreendendo que ela te pede amor e dedicação aos semelhantes para que se transforme num apostolado de bênçãos.
Reconhecerás que não reténs com ela um distrito de entretenimento ou vantagens pessoais e sim um templo-oficina, através do qual os benfeitores desencarnados se aproximem dos homens, tão diretamente quanto lhes é possível, apontando-lhes rumo certo ou lenindo-lhes os sofrimentos, tanto quanto lhe utilizarás os recursos para socorrer desencarnados, que esperam ansiosamente quem lhes estenda uma luz ao coração desorientado,
Receberás com ela não apenas a missão consoladora de reerguer os tristes, mas também a tarefa espinhosa do suportar, corajosamente, a incompreensão daqueles que se comprazem sob a névoa do materialismo, muita vez interessados em estabelecer a dúvida e a negação para obterem, usando o nome da filosofia e da ciência, livre trânsito nas áreas de experiência física, em que a fé opõe uma barreira aos abusos de ordem moral.
Nunca Ihe ostentarás a força com atitudes menos dignas, que te colocariam na dependência do mal, e, ainda mesmo quando ela te propicie meios com os quais te podes sobrepor aos perseguidores e adversários, tratá-los-ás com o amor que não foge à verdade e com a verdade que não desdenha o equilíbrio, admitindo que não te assiste o direito de te antepores à Justiça da vida. ;
Terás a mediunidade por flama de amor e serviço, abençoando e auxiliando onde estejas, em nome da Excelsa Providencia, que te fez semelhante concessão por empréstimo. E nos dias em que esse ministério de luz te pese demasiado nos ombros, volta-te para o Criisto o Divino Instrumento de Deus na Terra e perceberás, feliz, que o coração crucificado por devotamento ao bem de todos, conquanto pareça vencido, carrega em triunfo a consciência tranqüila do vencedor. ( * )

XAVIER., Francisco Cândido. Examinando a mediunidade. In. Encontro marcado. Pelo espírito Emmanuel. 3 ed. Rio de Janeiro FEB. 1978, p. 93 94.