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PROGRAMA III

ROTEIRO 11

LEI DE SOCIEDADE
NECESSIDADE DA VIDA SOCIAL

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
1) Explicar porque é necessário ao homem viver em sociedade.
2) Identificar, no intercâmbio social, um meio de progresso humano.

IDÉIAS PRINCIPAIS.
"(...) Deus fez o homem para viver em sociedade. Não lhe deu inutilmente a palavra e todas as outras faculdades necessárias à vida de relação." (0l)
"A vivência cristã se caracteriza pelo clima de convivência social em regime de fraternidade, no qual todos se ajudam e se socorrem, dirimindo dificuldades e consertando problemas." (05)
"(...) Homem nenhum possui faculdades completas. Mediante a união social é que elas umas às outras se completam, para lhes assegurarem o bem-estar e o progresso. Por isso é que, precisando uns dos outros, os homens foram feitos para viver em sociedade e não insulados." (02)

FONTES DE CONSULTA

01 - KARDEC , Allan. O livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro. 57 ed. Rio de janeiro, FEB, 1983, perg. 766
02 - Op. citada, perg. 768

COMPLEMENTARES

03 - CALLIGARIS, Rodolfo. Sociabilidade. In As leis morais. 2 ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983, pg. 107-108.
04 - FRANCO ,Divaldo Pereira. Intercâmbio social In As leis morais da vida Salvador , Alvorada , 1976 pg. 91
05 - Op. citada, pag. 92
 

NECESSIDADE DA VIDA SOCIAL

A sociabilidade é uma lei da Natureza a que o homem não pode se esquivar , sem prejudicar-se , pois é por meio do relacionamento entre os semelhantes que ele desenvolve as suas potencialidade. Deus lhe deu a fala e outras faculdades para que , através da vida em sociedade, pudesse evoluir. O insulamento priva o homem das relações sociais que lhe garantem o progresso. "(...) A sociabilidade é instintiva e obedece a um imperativo categórico da lei do progresso que rege a Humanidade.
É que Deus, em seus sábios desígnios, não nos fez perfeitos, fez perfectíveis; assim, para atingirmos a perfeição a que estamos destinados todos precisamos uns dos outros , pois não há como desenvolver e burilar nossas faculdades intelectuais e morais senão no convívio social nessa permuta constante de afeições, conhecimentos e experiências, sem a qual a sorte do nosso espírito seria o embrutecimento e a estiolação.
Sendo o fim supremo da sociedade promover o bem estar e a felicidade de todos os que a compõem, para que tal seja alcançada há necessidade de que cada um de nos observe certas regras de procedimento ditadas pela justiça e pela moral, abstendo-se de tudo que possa destruir.(...)"(03)
"(...) Homem nenhum possui faculdades completas. Mediante a união social é que elas umas as outras se completam , para lhe assegurarem o bem estar e o progresso. Por isso é que, precisando uns dos outros, os homens foram feitos para viver em sociedade e não insulados."(02)
"O homem, inquestionavelmente, é um ser gregário, organizado pela emoção para a vida em sociedade.
O seu insulamento a pretexto de servir a Deus, constitui uma violência à lei natural, caracterizando-se por uma fuga injustificável as responsabilidades do dia-a-dia."(04)
" A vivência cristã se caracteriza pelo clima de convivência social em regime de fraternidade, no qual todos se ajudam e se socorrem, dirimindo dificuldades e consertando problemas.
Viver o Cristo é também conviver com o próximo, aceitando-o conforme suas imperfeições, sem constituir-lhe fiscal ou pretender corrigi-lo, antes acompanhando-o com bondade, inspirando-o ao despertamento e a mudança de conduta de motu próprio.(...)
Isolar-se , portanto, a pretexto de servir ao bem não passa de uma experiência na qual o egoísmo predomina, longe da luta que forja heróis e constrói santos da abnegação e da caridade."(05)

ANEXO I
SOCIABILIDADE (*)

"O homem é um animal social", $á o dizia, com acerto, famoso pensador da Antigüidade, querendo com isso significar que ele foi criado para viver, ou melhor, conviver com seus semelhantes.
A sociabilidade é instintiva e obedece a um imperativo categórico da lei do progresso que rege a Humanidade.
É que Deus, em Seus sábios desígnios, não nos fez perfeitos, fêz-nos perfectíveis; assim, para atingirmos a perfeição a que estamos destinados, todos precisamos uns dos outros, pois não há como desenvolver e burilar nossas faculdades intelectuais e morais senão no convívio social, nessa permuta constante de afeições, conhecimentos e experiências, sem a qual a sorte de nosso espirito seria o embrutecimento e a estiolação.
Sendo o fim supremo da sociedade promover o bem-estar e a felicidade de todos os que a compõem, para que tal seja alcançado ha necessidade de que cada um de nós observe certas regras de procedimento ditadas pela Justiça e pela Moral, abstendo-se de tudo que as possa destruir.
Com efeito, a boa ordem na sociedade depende das virtudes humanas. À medida que nos formos esclarecendo, tomando consciência de nossos deveres para com nós mesmos (amor ao trabalho, senso de responsabilidade, temperança, controle emocional, etc.) e para com a comunidade de que somos parte integrante (cortesia, desprendimento, generosidade, honradez, lealdade, tolerância, espírito público, etc.), cumprindo-os à risca, menores e menos freqüentes se irão tornando os atritos e conflitos que nos afligem ; mais estável será a paz e mais deleitável a harmonia que devem reinar em seu seio.
A par disso, para que a sociedade funcione e possa corresponder à sua finalidade, um outro principio existe que precisa, também, ser observado: o da autoridade.
No menor tipo de sociedade que se conhece, o lar, por exemplo, se aquele que a deve exercer, o chefe de família, não recebe da parte da mulher e dos filhos o acatamento e a obediência devidos, a anarquia toma conta da casa, com sérios prejuízos para, todos os familiares.
Na sociedade civil acontece o mesmo. Se os indivíduos e os grupos não derem correto atendimento às normas traçadas pelo governo (que deles recebeu delegação de poderes para dirigir os destinos do Estado), antes as infrinjam ou desobedeçam, a desordem não tardará a fazer-se senhora da situação, resultando nulas as medidas propostas no sentido do progresso social.
Um e outro - chefe de família e governo - não devem, porém, exorbitar de suas funções, seja impondo uma sobrecarga de obrigações aos que estejam subordinados à sua jurisdição, seja frustrando-lhes o gozo de seus direitos individuais, porque isso, então, já não seria autoridade, e sim tirania, despotismo.
Estes conceitos, ampliados, são válidos igualmente para a sociedade natural, formada pelo concerto das nações, cujos membros devem respeitar-se e auxiliar-se mutuamente, tudo fazendo pela concórdia entre os povos e a prosperidade universal, porque, interdependentes que são, sempre que alguns componentes do cosmo social entrem em guerra ou se vejam a braços com crises econômicas, todos haveremos, de uma forma ou de outra, de sofrer-lhes as danosas conseqüências.
Uma vez que a vida social é uma necessidade geral, que pensar daqueles que se isolam completamente, fugindo (segundo dizem) ao pernicioso contato do mundo?
Pela Doutrina Espirita, tal procedimento revela forte dose de egoísmo e só merece reprovação, visto que "não pode agradar a Deus uma vida pela qual o homem se condena a não ser útil a ninguém".
Já aqueles que se afastam do bulício citadino, buscando no retiro a tranqüilidade reclamada por certa natureza de ocupação, assim os que se recolhem a determinadas instituições fechadas para se dedicarem, amorosamente, ao socorro dos desgraçados, obviamente, embora afastados da convivência social, prestam excelentes serviços à sociedade, adquirindo duplos méritos, porquanto, além da renúncia às satisfações mundanas, têm a seu favor a prática das leis do trabalho e da caridade cristã.
 

RESPONDA;
1) Que conceito de isolamento pode-se retirar do texto
2) Por que é necessário ao homem viver em sociedade.
3) Exemplifique situações em que o isolamento físico é manifestação de amor ao próximo
 

ANEXO II
INTERCÂMBIO SOCIAL

O homem, inquestionavelmente, é um ser gregário, organizado pela emoção para a vida em sociedade.
O seu insulamento, a pretexto de servir a Deus, constitui uma violência a lei natural, caracterizando-se por uma fuga injustificável a responsabilidades do dia-a-dia.
Graças à dinâmica da atualidade, diminuem as antigas incursões ao isolacionismo, seja nas regiões desérticas para onde o homem fugia a buscar meditação, seja no silêncio das clausuras e monastérios onde pensava poder' perder-se em contemplação.
O Cristianismo possui o extraordinário objetivo de criar ' uma sociedade equilibrada, na qual todos os seus membros sejam solidários entre si.
"Negar o mundo" do conceito evangélico, não significa abandoná-lo, antes criar condições novas, a fim de modificar-Ihe as estruturas negativas e egoísticas, engendrando recursos que o transformem em reduto de esperança, de paz, perfeito símile do "reino dos céus", a que se reportava Jesus.
A vivência cristã se caracteriza pelo clima de convivência social em regime de fraternidade, no qual todos se ajudam e se socorrem, dirimindo dificuldades e consertando problemas
Viver o Cristo é também conviver com o próximo, aceitando-o conforme suas imperfeições, sem constituir-ihe fiscal ou pretender corrigi-lo, antes acompanhando-o com bondade, inspirando-o ao despertamento e à mudança de conduta de motu próprio,
A reforma pessoal de alguém inspira confiança, gera simpatia, modifica o meio e renova os cômpares com quem cada um se afina.
Isolar-se, portanto, a pretexto de servir ao bem não passa de uma experiência na qual o egoísmo predomina, longe da luta que forja heróis e constrói os santos da abnegação e da caridade.
Criaturas bem intencionadas sonham com comunidades espiritualizadas, perfeitas, onde se possa viver em regime da mais pura santificação.
Assim tocadas, programam colmeias, organizam comitês para tal fim, e os mais ambiciosos laboram por cidades onde o mal não exista e todos se amem...
Em verdade, tal ambição, nobre por enquanto impraticável senão totalmente irrealizável, representa uma reminiscência ancestral das antigas comunidades religiosas onde o atavismo criou necessidades de elevação num mundo especial, longe das realidades objetivas entre os homens em evolução.
Jesus, porém, deu-nos o exemplo.
Desceu das Regiões Felizes ao vale das aflições, a fim de ajudar.
Não convocou os privilegiados, antes convidou os infelizes, os rebeldes e rejeitados, suportando suas mazelas e assim mesmo os amando.
No Colégio íntimo esteve a braços com as sistemáticas dúvidas dos amigos, suas ambições infantis, suas querelas frívolas, suas disputas...
Não se afastou deles, embora suas imperfeições, não se rebelou contra eles.
Ajudou-os, incansavelmente, até os momentos extremos, quando, sofrendo, no Getsemani, surpreendeu-os, mais de uma vez, a dormir...
E retornou ao convívio deles, quando atemorizados, a sustentá-los e animá-los, a fim de que não deperecessem na fé, nem na dedicação em que se fizeram mais tarde dignos do seu Mestre, em face das testemunhos libertadores a que se entregaram...
Atesta a tua confiança no Senhor e a excelência da tua fé mediante a convivência com os irmãos mais inditosos do que tu mesmo.
Sê-lhes a lâmpada acesa a clarificar-lhes a marcha.
Nada esperes dos outros.
Se tu quem ajuda, desculpa, compreende.
Se eles te enganam ou te traem, se censuram-te ou exigem-te o que te não dão, ama-os mais, sofre-os mais, porquanto são mais carecentes de socorro e amor do que supões.
Se conseguires conviver pacificamente com os amigos difíceis e fazê-los companheiros, terás logrado êxito, porquanto Jesus em teu coração estará sempre refletido no trato, no intercâmbio social com os que te buscam e com os quais ascendes na direção de Deus.