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PROGRAMA IV

ROTEIRO 11

OS ESPÍRITOS
FORMA E UBIQÜIDADE DOS ESPÍRITOS

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Estudar o conceito existente em O Livro dos Espíritos Tos, questão 88, sobre a forma dos Espíritos.
Dar o significado de ubiqüidade.
Explicar qual a relação existente entre ubiqüidade e bicorporeidade.

IDÉIAS PRINCIPAIS

Perguntando-se aos Espíritos Superiores, que coordenaram a Codificação Espirita, a respeito de o Espirito ter forma determinada, limitada e constante, foi dada a seguinte resposta: `'(...) Para vos, não; para nos, sim. O Espirito e, se quiserdes, uma chama, um clarão, ou uma centelha etérea.(...)" (2). "(...) Cada Espirito e uma unidade indivisível, mas cada um pode lançar seus pensamentos para diversos lados, sem que se fracione pala tal efeito. Nesse sentido unicamente e que se deve entender 0 dom da ubiqüidade atribuído aos Espíritos. Dá-se com eles o que se da com uma centelha, que projeta longe a sua claridade e pode ser percebida de todos os pontos do horizonte. (...)" (3). "(...) Isolado do corpo, o Espirito de um vivo pode, como o de um morto, mostrar-se com todas as aparências da realidade. Demais, (...) pode adquirir momentânea tangibilidade. Este fenômeno, conhecido pelo nome de bicorporeidade, foi que deu azo as historias de homens duplos, isto e, de indivíduos cuja presença simultânea em dois lugares diferentes se chegou a comprovar. (...)" (1)

FONTES DE CONSULTA

BÁSICAS
01 - KARDEC, Allan. Das Manifestações Visuais. In: . O Livro dos Médiuns. Trad. de Guillon Ribeiro. 45. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1982. Parte 2g, item 119, p. 149-151
02 - Dos Espíritos. In: O Livro dos Espíritos. Trad. de Guillon Ribeiro. 57. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983. Parte 14, questão 88, p. 83-84.
03 - Op. cit., questão, 92, p. 84-85

COMPLEMENTARES
04 - DELANNE, Gabriel A Doutrina Espirita. In: . O Fenômeno Espirita. Trad. por Francisco Raymundo Ewerton Quadros, 3. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1977. Parte 4, p. 213.
05 - XAVIER, Francisco Cândido. Corpo Espiritual e Volitação. In: . Evolução Em Dois Mundos. 6 ed. Rio de Janeiro, FEB, 1981. - Parte - 2ª p. 174

FORMA E UBIQÜIDADE DOS ESPÍRITOS

Diante da questão: "os Espíritos tem forma determinada, limitada e constante? (...)" os Espíritos Superiores, que lançaram as bases da Doutrina Espirita, respondem: "(...) Para vós, não; para nos, sim. O Espirito e, se quiserdes, uma chama, um clarão, ou uma centelha etérea." (2) Em face de outra indagação, complementar a primeira, "(...) essa chama ou centelha tem cor? (...)" esclarecem; "(...) tem uma coloração que, para vos, vai
do colorido escuro e opaco a uma cor brilhante, qual a do rubi, conforme o Espirito e mais ou menos puro. (...)"(2) Observa-se, nas duas respostas, que os Espíritos procuram estabelecer uma comparação, embora pálida, do que existe no plano espiritual, quanto forma e a cor dos Espíritos, com as limitações do nosso mundo físico e dos nossos sentidos. Fica claro que os Espíritos tem forma e cor, mas só por alto se pode comparar com a forma e a cor que estamos, como seres encarnados, acostumados a observar. Gabriel Delanne, estudando a mateira, esclarece: "(...) A Ciência ensina-nos que os nossos sentidos apenas nos fazem conhecer ínfima parte da natureza, porem que, alem e aquém dos limites impostos às nossas sensações, existem vibrações sutis, em numero infinito, que constituem modos de existência de que não podemos formar idéia, por falta de palavras para exprimi-la.. A alma assiste, pois, a espetáculos que não temos meios de descrever: ouve harmonias que nenhum ouvido humano tem apreciado, move-se em completa oposição as condições de viabilidade terrestre. O Espírito libertado das cadeias do corpo não tem mais necessidade de alimentar-se, não se arrasta mais pelo solo: a matéria imponderável de que e formado permite-lhe transportar-se para os mais longínquos lugares com a rapidez do relâmpago, e, segundo o grau do seu adiantamento moral, suas ocupações espirituais afastam-se mais ou menos das preocupações que nutria na Terra. (...)" (4) Questionados sobre se os Espíritos tem o dom da ubiqüidade, isto é, se um Espírito pode dividir-se, ou estar em muitos pontos ao mesmo tempo, os Orientadores Espirituais, que ditaram a Codificação, I respondem: "(...) Não pode haver divisão de um mesmo Espirito; mas, cada um é um centro que irradia para diversos lados. Isso e que faz parecer estar um Espírito em muitos lugares ao mesmo tempo. Vês o Sol? é um somente. No entanto, irradia em todos os sentidos e leva muito longe os seus raios. Contudo, não se divide:" (3)
Observa-se, dessa forma, que os Espíritos são indivisíveis, constituem uma unidade que não pode ser fracionada. Podem se. percebidos em mais de um lugar por efeito de seu poder de irradiação, poder esse que pode ser maior ou .menor, dependendo "(...) do grau de pureza de cada um. (...) (3) Isto nos permite compreender um fenômeno muitas vezes constatado, em que se registra a presença de Espíritos Superiores em diversos lugares ao mesmo tempo. O fenômeno de ubiqüidade guarda, de uma certa forma, relação como de bicorporeidade. Sabe-se que '~(...) isolado do corpo, o Espírito de um vivo pode, como o de um morto, mostrar-se com todas as aparências da realidade. Demais, (...) pode adquirir momentânea tangibilidade. Este fenômeno conhecido pelo nome de bicorporeidade, foi que deu azo as historias de homens duplos, isto , de indivíduos cuja presença simultânea em dois lugares diferentes se chegou a comprovar. (...)" (1) O Fenômeno da bicorporeidade ocorre estando o Espirito encarnado. Uma pessoa encontrando-se adormecida, ou num estado mais ou menos extático, pode o seu Espirito, desligado do corpo, aparecer, falar e mesmo tornar-se tangível a outras pessoas. ~, de fato, poder-se-á comprovar que estava em dois lugares ao mesmo tempo. Só que num lugar estava o corpo físico, noutro o Espirito revestido pelo seu perispírito. No fenômeno de ubiqüidade, como foi dito acima, o Espirito não se divide para estar em lugares diferentes. '~(...) Irradia-se para diversos lados e pode assim manifestar-se em muitos pontos, sem se haver fracionado. Dá-se o que se da com a luz, que pode refletir-se simultaneamente em muitos espelhos. (...)" (1)~ verdade que, quanto mais elevado é o Espírito, maior é o seu poder de irradiação, mais potente e o seu dom de ubiqüidade. De qualquer maneira parece-nos que tanto na bicorporeidade como na ubiqüidade, Q perispírito desempenha um papel fundamental. (,pois, necessário maior conhecimento do corpo perispiritual .Sobre este assunto, que estudamos no roteiro 11, reproduziremos uma pergunta feita ao Espirito 'André Luiz, no livro "Evolução em dois mundos ", e a resposta do Espirito."- Quais os mecanismos das alterações de cor, densidade, forma, locomoção e ubiqüidade do corpo espiritual?- A pergunta esta criteriosamente formada; no entanto, para ela responder com segurança precisaremos dispor, na Terra, de mais avançadas noções acerca da mecânica do pensamento." (5)