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PROGRAMA II

ROTEIRO 12

JUSTIÇA DIVINA
O PRINCÍPIO DE AÇÃO E REAÇÃO

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Estabelecer relação entre livre-arbítrio e responsabilidade.
Explicar a manifestação do princípio de ação e reação (ou lei de causa e efeito).
Conceituar fatalidade.

IDÉIAS PRINCIPAIS
Se o homem "tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de obrar. Sem o livre-arbítrio, o homem seria máquina" (4) e (...) há liberdade de agir, desde que haja vontade de fazê-lo. Nas primeiras fases da vida, quase nula é a liberdade, que se desenvolve e muda de objeto com o desenvolvimento das faculdades.(...)" (5)
"A liberdade é a condição necessária da alma humana que, sem ela, não poderia construir seu destino. (...)
A liberdade e a responsabilidade são correlativas no ser e aumentam com sua elevação; é a responsabilidade do homem que faz sua dignidade e moralidade. Sem ela, não seria ele mais do que um autômato, um joguete das forcas ambientes: a noção de moralidade e inseparável da de liberdade. (...)" (9)
"De duas espécies são as vicissitudes da vida, (...) umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida. (...)" (1)
"Os sofrimentos devidos a causas anteriores a existência presente, como as que originam de culpas atuais, são muitas vezes a conseqüência da falta cometida, isto é, o homem, pela ação de uma rigorosa justiça distributiva, sofre o que fez sofrer os outros. (...)" (3)
(...) Fatalidade existe unicamente pela escolha que o Espírito fez, ao encarnar, desta ou daquela prova para sofrer. (...)" (6)

FONTES DE CONSULTA.

BÁSICAS
01. KARDEC, Allan. Bem-aventurados os aflitos. In:O Evangelho segundo o Espiritismo. Trad. de Guillon Ribeiro. 8-7-. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983. item 4.
02. Op. cit., item 6.
03. Op. cit., item 7.
04. O Livro dos Espíritos. Trad, de Guillon Ribeiro. 57 ed. Rio ]5 - Janeiro, T- B9 1 . Perg. 843.
05. Op. cit., perg. 844.
06. Op. cit., perg. 851.
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COMPLEMENTARES
07. CALLIGARIS, Rodolfo. O livre-arbítrio. In: As leis morais. 2. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983. p. 151
08. DENIS, Léon. O livre-arbítrio. In: O problema do ser, do, destino e da dor. 2ª ed. Rio de Janeiro, FEB, 1979. p. 342-.
09. Op. cit., p. 346.

A liberdade é a condição necessária da alma humana que sem ela, não poderia construir seu destino. (...) (8)
Apesar da liberdade do homem parecer, a primeira vista, muito restrita pelas próprias limitações das condições físicas, sociais ou interesses de cada um, na realidade, sempre podemos contornar tais obstáculos e agir da maneira que mais nos pareça acertada.
"(...) A liberdade e a responsabilidade são correlativas no ser e aumentam com sua elevação, é a responsabilidade do homem que faz sua dignidade e moralidade. Sem ela, não seria ele mais do que um autômato, um joguete das forcas ambientes. (...)" (8)
Quando resolvemos fazer ou deixar de fazer alguma coisa, a nossa consciência sempre nos alerta a respeito, aprovando-nos ou censurando-nos. Apesar da voz íntima nos alertar, sempre usamos o que foi decidido pela nossa vontade ou livre-arbítrio. Nada nos coage nos momentos de decisões próprias, daí ser correto afirmar que somos responsáveis pelos nossos atos. Somos os construtores do nosso destino.
Livre-arbítrio é, pois, definido como "a faculdade que tem o indivíduo de determinar a sua própria conduta", ou, em outras palavras a possibilidade que ele tem de, "entre duas ou mais razões suficientes de querer ou agir, escolher uma delas e fazer que prevaleça sobre as outras.(...)" (7)
Aceitar a vida guiada por um determinismo onde todos os acontecimentos estão fatalmente pre-estabelecidos, é raciocinar de uma maneira muito ingênua senão simplória; porque, se assim fosse, o homem não seria um ser pensante, batalhador, capaz de tomar resoluções e de interferir no progresso, seria apenas uma máquina robotizada, irresponsável, a mercê dos acontecimentos.
"(...) Fatalidade existe unicamente pela escolha que o Espirito faz, ao reencarnar, desta ou daquela prova para sofrer. (...)" (6)
"( ) O livre-arbítrio, a livre vontade do Espírito exerce-se principalmente na hora das reencarnacões. Escolhendo tal família, certo meio social, ele sabe de antemão quais são as provações que o aguardam, mas compreende, igualmente, a necessidade destas provações para desenvolver suas qualidades, curar seus defeitos, despir seus preconceitos e vícios. Estas provações podem ser também conseqüência de um passado nefasto, que é preciso reparar, e ele aceita-as com resignação e confiança.
O futuro aparece-lhe então, não em seus pormenores, mas em seus traços mais salientes, isto é, na medida em que esse futuro é a resultante de atos anteriores, Estes atoa representam a parte de fatalidade ou "a predestinação" que certos homens são levados a ver em todas as vidas. (...)
Na realidade, nada há de fatal e, qualquer que seja o peso das responsabilidades em que se tenha incorrido, pode-se sempre atenuar, modificar a sorte com obras de dedicação, de bondade, de caridade, por um longo sacrifício ao dever. (...)" (9)
Os acontecimentos diariamente observados na categoria de dores, que desarticulam o modo de viver, antes tão feliz; ou sob forma de tragédias, que produzem crises de angustia e de desespero; a doença que chega sem avisar, abatendo o ânimo e a coragem; as decepções com amigos ou as esperanças frustradas; a pobreza material a retratar-se na desnutrição, na orfandade, nos assaltos, tanta coisa, a se traduzir como aflições e _ infortúnios, poderá levar o homem, que desconhece as verdades espirituais, à loucura ou ao suicídio. Por isto, a Doutrina Espirita vem esclarecer que "de duas espécies são as vicissitudes da vida, ou, se o preferirem, promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir. Umas tem causa na vida presente; outras fora desta vida.
Remontando-se ~ erigem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são conseqüência natural do caráter e do proceder dos que os suportam.
Quantos homens caem por sua própria culpa l Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição!
Quantos se arruinam por falta de ordem, da perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos! ( . )
Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero!
Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhos combateram desde o princípio as más tendências!(...)
A quem, então, há de o homem responsabilizar por todas essas aflições, senão a si d mesmo? O homem, pois, em grande número de casos, é o causador de seus próprios infortúnios (...) " ( 1 )
No entanto, sabemos que existem males que ocorrem sem que o homem tenha diretamente culpa. São dores que tem origem em atos praticados noutras existência "(...) Tal por exemplo, a perda de entes queridos e a dos que são amparo da família. Tais ainda os acidentes que nenhuma previsão poderia impedir; os reveses da fortuna, que frustam todas as precauções aconselhadas pela prudência; os flagelos naturais, as enfermidades de nascença, sobretudo as que tiram a tantos infelizes os meios de ganhar a vida pelo trabalho: as deformidades, a idiotia, o cretinismo, etc.
Os que nascem nessas condições, certamente nada hão feito na existência atual para merecer, sem compensação, tão triste sorte, que não podiam evitar (...)(2)
Não resta a menor duvida que constituímos hoje, o produto das experiências vividas no passado. Não há sofrimento sem uma causa e a lei de ação e reação, rege o nosso destino porque, se somos livres na semeadura, seremos escravos da colheita. :
Deus nos permite, pelo livre-arbítrio, a responsabilidade de praticar o bem ou o mal, porem, a partir do momento que decidimos o que fazer, esta ação gera uma reação característica, que virá, mais tarde sob a forma de colheita.
"(...) Assim se explicam pela pluralidade das existências e pela desatinação da Terra, como mundo expiatório, as anomalias que apresenta a distribuição da ventura e da desventura entre os bons e os maus neste planeta. ( ..)" (3)

EXERCÍCIO.

QUESTIONÁRIO A SER RESPONDIDO DEPOIS DA LEITURA DAS QUESTÕES DE 843 A 852 DO LIVRO DOS ESPÍRITOS .
01. Não sendo o determinismo inflexível, os rumos da nossa existência terrena podem ser alterados, aliviando ou agravando as nossas dores? Justifique.
02. Explique, à luz do principio da Ação e Reação, o que parece ser fatalidade.
03. Conceitue " livre-arbítrio " e " fatalidade " usando as informações do livro-texto.
04. Justifique de acordo com os conceitos de " livre-arbítrio " e " fatalidade ", as desencarnações inesperadas, as epidemias, as hecatombes, os flagelos naturais (secas, enchentes, pragas).
05. O " livre-arbítrio ", faculdade concedida por Deus ao homem, pode sofrer alterações? Em outras palavras, o livre-arbítrio, isto é, capacidade de decidir, de escolher, pode aumentar, diminuir ou é estacionária?
06. Qual a relação entre " livre-arbítrio " e " responsabilidade "?