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PROGRAMA III

ROTEIRO 12

LEI DE SOCIEDADE
VIDA DE ISOLAMENTO, VOTO DE SILÊNCIO

OBJETIVOS ESPECÍFICOS.
1) Justificar porque a vida de isolamento não é compatível com os ensinamentos Espíritas.
2) Especificar as conseqüências espirituais da vida de isolamento e do voto de silêncio.
3) Esclarecer como deve ser a conduta do homem no mundo.

IDÉIAS PRINCIPAIS
"(...) Não pode agradar a Deus uma vida pela qual o homem se condena a não ser útil a ninguém."(02)
O isolamento, "a pretexto de servir a Deus, constitui uma violência ã lei natural, caracterizando-se por uma fuga injustificável às responsabilidades do dia-a-dia." (07)
"(...) O voto de silêncio absoluto, do mesmo modo que o voto de insulamento, priva o homem das relações sociais que lhe podem facultar ocasiões de fazer o bem e de cumprir a lei do progresso." (02)
"(...) Vivei com os homens da vossa época, como devem viver os homens.(...)"(04)

FONTES DE CONSULTA

BÁSICAS

01 - KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro, 57 ed., Rio de Janeiro, FEB, 1983, perg. 766
02 - Op. citada , perg. 769
03 - Op. citada , perg. 772
04 - Sede perfeitos. In. O Evangelho segundo o Espiritismo. Trad. Guillon Ribeiro, 87 ed., FEB, Rio de Janeiro, item 10

COMPLEMENTARES

05 - Amorim Deolindo, A Doutrina Espírita , pag. 147
06 - CALLIGARIS, Rodolfo. Sociabilidade. In: - . As leis morais. 2 ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983. P. 107
07 - FRANCO, Divaldo Pereira. Intercâmbio social. In: - As leis morais da vida, Salvador, Alvorada, 1976. P. 91

VIDA DE ISOLAMENTO, VOTO DE SILÊNCIO

A criatura humana, pela sua estrutura ético-psicológica, é dotada por Deus de sentimentos e emoções, que a obrigam e impelem para a vida social."(...) Deus fez o homem para viver em sociedade(...)"(1); e para isso foi-lhe outorgado o atributo da palavra que é o veículo da comunicação entre os encarnados.
O homem sendo, por excelência, um ser gregário, um animal social, como há milênios já apregoava a filosofia Aristótelica na velha Grécia, não pode, portanto, viver isoladamente.
A vida solitária por opção revela sempre uma fuga inconcebível, porque somente indica infração as leis divinas do trabalho e do amor. O isolamento é incompatível com o sentimento de fraternidade que deve existir nos corações humanos. Não sendo o homem dotado, inicialmente, de auto-suficiência, condição conseguida pelo trabalho e progresso, ele é dependente do seu semelhante. As faculdades humanas não estão desenvolvidas no mesmo grau e, segundo Deolindo Amorim, há "necessidade de viverem uns pelos outros e para os outros, tendo como ponto convergente o bem comum".(5)
O isolamento é contrário a Lei da Natureza, e é por isso que pelo próprio instinto o homem busca a vida comunitária de modo a concorrer para o progresso, através do auxilio recíproco. A solidão torna o homem improdutivo e inútil para com os seus semelhantes e isto"(...) não pode agradar a Deus".(2)
A insociabilidade gerando solidão atenta contra o próprio instinto de conservação e de perpetuação da espécie, entravando o progresso, razão porque somente embrutece e enfraquece o homem, que a ela se devota ou se agarra como fuga.
Os cultores da vida reclusa se estiolam pela improdutividade, pela estagnação quanto as aquisições dos tesouros da sabedoria e da experiência. Segundo os ensinamentos espíritas, isto revela egoísmo e só merece reprovação."(...) Não há como desenvolver e burilar nossas faculdades intelectuais e morais senão no convívio social, nessa permuta constante de afeição, conhecimentos e experiências, sem a qual a sorte do nosso Espírito seria o embrutecimento e a estiolação.(...)"(6)
O voto do silêncio adotado por alguns religiosos nada edifica, porquanto impede a comunicação entre os seres vivos, o que, em última análise, como sustentam os Espíritos superiores, "é uma tolice"(3). A palavra é uma faculdade natural"(3) concedida ao homem por Deus para " facultar ocasiões de fazer o bem e de cumprir a Lei do Progresso."(3)
Se Deus quisesse silenciar as suas criaturas, não teria conferido-lhes este dinâmico atributo da palavra e maravilhoso veículo para expressar as idéias elaboradas pelas suas mentes.
Devemos considerar, no entanto, que existem ocasiões onde o silêncio é necessário. São aqueles momentos de recolhimento espiritual, onde o Espírito, mais livre, entra em contato com o seu Criador e com seus enviados; fora disto, a vida contemplativa é inteiramente improdutiva e não há motivos que a justifiquem.
Neste sentido um Espírito protetor alertou-nos:"(...) Não julgueis, todavia, que exortando-vos incessantemente a prece e a evocação mental, pretendamos vivais uma vida mística, que vos conserve fora das Leis da sociedade onde estais condenados a viver. Não ; vivei com os homens da vossa época, como devem viver os homens. Sacrificai as necessidades, mesmo as frivolidades do dia, mas sacrificai com sentimento de pureza que as possa santificar.
Sois chamados a estar em contato com Espíritos de natureza diferentes, de caracteres opostos : não choqueis a nenhum daqueles com quem estiverdes. (...)
Não consiste a virtude em assumir severo e lúgubre aspecto, em repelirdes os prazeres que as vossas condições humanas vos permitem. Basta reporteis todos os atos da vossa vida ao Criador que vo-la deu.(...)"(4)