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PROGRAMA IV

ROTEIRO 12

VIDA ESPÍRITA
ESPÍRITOS ERRANTES: DESTINO DAS CRIANÇAS APÓS A MORTE

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Citar a principal diferença que existe entre Espírito encarnado, errante e puro
Explicar como os Espíritos errantes progridem.
Justificar a desencarnação de crianças e dizer o que lhes acontece após o desenlace.

IDÉIAS PRINCIPAIS
"(...) No tocante as qualidades intimas, os Espíritos são de diferentes ordens, ou graus, pelos quais vão passando sucessivamente, a medida que se purificam. Com relação ao estado em que se acham, podem ser encarnados, isto é, ligados a um corpo. errantes, isto é, sem corpo material e aguardando nova encarnação para se melhorarem; Espíritos puros, isto é, perfeitos não precisando mais de encarnação.'' (2) Na erraticidade, os Espíritos '(...) estudam e procuram meios de elevar-se. Vêem, observam o que ocorre nos lugares aonde vão; ouvem os discursos dos homens doutos e os conselhos dos Espíritos mais elevados e tudo isso lhes incute idéias que antes não tinham (3) 0 Espirito progride e ''(...) pode melhorar-se muito, tais sejam a vontade e o desejo que tenha de consegui-lo. Todavia, na existência corporal e que põe e pratica as idéias que adquiriu (4)"(...) A curta duração da vida da criança pode representar, para o Espirito que a animava, o complemento de existência precedentemente interrompida antes do momento em que devera terminar, e sua morte, também' não raro, constitui provação ou expiação para os pais(...) (1)

FONTES DE CONSULTA

BÁSICAS
01 - KARDEC, Allan. Da Pluralidade das Existências. In: O Livro dos Espíritos. Trad. de Guillon Ribeiro. 57. ed. Rio de Janeiro, FEB, l983. Parte 2a, questão 199, p. 133 134.
02 - Da " Vida Espirita. In: . O Livro dos Espíritos. Trad. de Guillon Ribeiro. 57. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983. Parte 2 questão 226, p. 155
03 - Op. cit., questão 227, p. 155-156.
04 - Op. cit., questão 230, p. 156.

COMPLEMENTARES .
05. DELANNE, Gabriel. A Doutrina Espírita. In: - . O Fenômeno Espirita. Trad. por Francisco Raymundo Ewerton Quadros. 3 ed. Rio de Janeiro, FEB, 1977. Parte 4a. p. 217-218.
06. DENIS, Léon. A Erraticidade. In: - . Depois da Morte. Trad. de João Lourenço de Souza. 11. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1978. Parte 4a. p. 217-218.

ESPÍRITOS ERRANTES: SORTE DAS CRIANÇAS APÓS A MORTE

Separado do corpo físico, pela desencarnação, o Espirito, na maioria das vezes, reencarna depois de intervalos mais ou menos longos. Esses intervalos podem durar de algumas horas a alguns milhares de séculos, ano existindo, neste sentido, limite determinado. Podem prolongar-se por muito tempo mas nunca perpétuos. Nesses intervalos fica no estado de Espirito errante, estado em que espera nova reencarnação, aspirando a novo destino. O fato de estar desencarnado, porem, não coloca o Espirito, obrigatoriamente, na condição de errante. Errante só o e o que necessita de nova encarnação para melhorar-se. O Espirito que não precisa mais encarnar para progredir já esta no estado de Espirito puro. Assim, quanto ao estado em que se encontre., os Espíritos podem ser :(1) encarnados, que estão ligados a um corpo físico; 2) errantes, que estão aguardando nova encarnação; e, 3) puros, que estão desligados da matéria e sem necessidade de nova encarnação já que chegaram a perfeição.
Convém destacar que o estado de erraticidade não é, por si só, sinal de inferioridade dos Espíritos, uma vez que ha Espíritos errantes de todos os graus. A reencarnação é um estado transitório, já que o estado normal e quando esta liberto da matéria. Nesse estado de erraticidade, os Espíritos não ficam inertes: estudam, observam, buscam informações que lhes enriqueçam o conhecimento das coisas, procurando o melhor meio de se elevarem. Como observa Léon Denis: "(...) o ensino dos Espíritos sobre a vida de além-túmulo faz-nos saber que no espaço não ha lugar algum destinado a contemplação estéril, a beatitude ociosa. Todas as regiões do espaço estão povoadas por Espíritos laboriosos. (...)'' Assim, na condição de errante, o Espirito pode melhorar-se muito, conquistando novos conhecimentos' dependendo isso, naturalmente, de sua maior ou menor vontade. Todavia' será na condição de Espírito encarnado que terá oportunidade de colocar em pratica as idéias que adquiriu e realizar, efetivamente, o progresso que esta buscando. Gabriel Delanne nos lembra: "(...) Os Espíritos são os próprios construtores do seu futuro conforme o ensino do Cristo: "A cada um segundo as suas obras..'' Todo Espirito que ficar demorado em seu progresso, somente de si próprio devera queixar-se, do mesmo modo que aquele que se adiantar tem todo o mérito do seu procedimento: a felicidade que ele conquistou tem por esse fato mais valor aos seus olhos. A vida normal do Espirito efetua-se no espaço, mas a encarnação opera-se numa das terras que povoam o Infinito; esta é necessária ao seu duplo progresso, moral e intelectual: ao progresso intelectual, pela atividade que ele e obrigado a desenvolver no trabalho; ao progresso moral, pela necessidade que os homens tem uns dos outros. A vida social é a pedra de toque das boas e das mas qualidades. (...)"(5) Como explicar, entretanto, a situação da criança, cuja vida material se interrompe? E por que esse fato ocorre? Tal qual acontece com o de um adulto, o Espirito de uma criança que morre em tenra idade volta ao mundo dos Espíritos. E, as vezes, é bem mais adiantado e bem mais experiente que o de um adulto ,já que pode ter progredido em encarnações passadas. "A curta duração da vida da criança pode representar, para o Espirito que a animava, o complemento da existência precedentemente interrompida antes do momento em que devera terminar, e sua morte também não raro, constitui provação ou expiação para os pais. "(1)
O Espirito cuja existência se interrompeu no período da infância recomeça uma nova existência. "(...) Se uma única existência tivesse o homem e se, extinguindo-se-lhe ela, sua sorte ficasse decidida para a eternidade, qual seria o mérito de metade do gênero humano, da que morre na infância, para gozar, sem esforços, da felicidade eterna e com que direito se acharia isenta das condições, as vezes tão duras, a que se vê submetida a outra metade? Semelhante ordem de coisas não corresponderia a justiça de Deus. Com a reencarnação, a igualdade é real para todos. (...)" (1)
Com a experiência vivida pelo Espirito da criança, os seus pais são também provados em sua compreensão para com a vida ou, então, resgatam débitos que assumiram no passado Compreendemos, assim, que "(...) O Universo inteiro evolui. Como os mundos, os Espíritos prosseguem seu curso eterno, arrastados para um estado superior, entregues a ocupações diversas. Progressos a realizar, ciência a adquirir, dor a sufocar, remorsos a acalmar, amor, expiação, devotamento, sacrifício, todas essas forcas, todas essas coisas os estimulam, os aguilhoam, os precipitam na obra; e, essa imensidade sem limites, reinam incessantemente o movimento e a vida. A imobilidade, a inação e o retrocesso, e a morte. Sob o impulso da grande lei, seres e mundos, almas e sois, tudo gravita e se move na orbita gigantesca traçada pela vontade divina." (6)