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PROGRAMA VI

ROTEIRO 12

RELAÇÃO DA CRIATURA COM O CRIADOR
A FÉ E O SEU PODER

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Analisar a interpretação de Kardec a respeito do que ele classifica como fé inabalável ou verdadeira, e fé religiosa.
Interpretar a passagem evangélica que relaciona a fé a um grão de mostarda (Mateus, 17:14-20; Marcos, 9:14-29 e Lucas, 9:37-43).

lDÉlAS PRlNClPAlS
A fé inabalável deve ser raciocinada. "(...) Nada examinando, a fé cega aceita, sem verificação, assim o verdadeiro como o falso, e a cada passo se choca com a evidência e a razão (...)". (03)
"(...) Admitir as afirmativas mais estranhas, sem um exame minucioso, é caminhar para o desfiladeiro do absurdo, onde os fantasmas dogmáticos conduzem as criaturas a todos os despautérios (...)". (12)
"(...) Em verdade vos digo: se tiverdes a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta Montanha: transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos será impossível (...)" (01) Nesta mensagem, Jesus nos revela o poder da fé.

FONTES DE CONSULTA

BÁSICAS
01. KARDEC, Allan. ;A fé Transporta Montanha. In: –. O Evangelho segundo o Espiritismo. ’Trad. Ge Guillon Ribeiro. i. e . &o de anexo, FEB, 1983. item 31, p. 313.
02. Op. cit., Item O", p. 314.
03. Op. cit., Item 06 p. 315. (A fé religiosa. – Condição da fé inabalável).
04. Op. cit., Item 07 p.316.
05. Op. cit., Item 07, p.317
06. Op. cit., Item 11, p. 319. (A fé: mãe da esperança e da caridade)
07. Op. cit., Item 11, p. 320

COMPLEMENTARES
08. CALLIGARIS, Rodolfo. Divagações em torno da Fé. In: –. Páginas De Espiritismo Cristão. 2. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983 . p. 38.
09. Op. cit., p. 39.
10. SCHUTEL, Cairbar. A Cura De Um Epiléptico. In: .O Espírito do Cristianismo. 5. ed. Casa Editora Matão (SP), O Clarim 1971 p.311,
11 XAVIER, Francisco Cândido. Espiritismo. Fe. In. O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 11. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1985 Questão 354, p. 200-201
12. Op. cit., questão 355, p. 201.
13. –. A fé religiosa. In: –. Roteiro. Pelo Espírito 3 ed. Rio de Janeiro, FEB, 1972 p. 51-53
14. –. Fe – Esperança – Caridade. In: –. Palavras de Emmanuel Pelo Espírito Emmanuel. 4. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1978, p. 93-97
15. –. Alterações na Fé. In: –. Ceifa de Luz. Pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro, FEB, 1980. p. 125-127.
16. Op. cit., p. 139-141 (Fe e Cultura).
17. –. Se tens fé. In: –. O Espírito Da Verdade. Por diversos Espíritos. 2. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1970. p. 70-71.
18. –. Fé. In: –. Dicionário Da Alma. Rio de Janeiro G.E.F. Grupo Espírita Fabiano, 1964 p. 172-175.
19. DENIS, Léon. Fé, Esperança, Consolações. In: –. Depois da Morte. Trad. de João Lourenço de Souza. 11. ed. Rio de Janeiro FEB, 1978. p. 258-Z62.
20. FRANCO, Divaldo Pereira. Desprezo A Fé. In: –. Após A Tempestade. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador Bahia , Alvorada – Editora, 1974. p. 16-20.
21. –. Fe. In : –. Estudos Espíritas. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador (Bahia), Alvorada – Editora, 1982. p. 113-116 .

A FÉ E O SEU PODER

"Como se sabe, o vocábulo "fé" possui varias acepções. No Sentido comum, corresponde ~ confiança em si mesmo (...) porquanto quem a tenha será capa de realizações que parecerão impossíveis aos que duvidem de si próprios.
Dá-se, igualmente, o nome de fé ã crença nos dogmas desta ou daquela religião, caso em que recebe adjetivação específica: fé judaica, fé budista, fé católica, etc. (...)". (08)
Existe, por fim, a fé pura, não sectária, que se traduz" por uma segurança absoluta no Amor, na Justiça e na misericórdia de Deus.
Dentre todas as espécies de fé, esta é a mais sublime, mas também. a mais difícil de ser encontrada, por ser apanágio de poucas almas de escol, cujo aprimoramento vem de longo passado (...)". (09)
Ter fé é guardar no coração a luminosa certeza em Deus, certeza que ultrapassou o âmbito da crença religiosa, fazendo o coração repousar numa energia constante de realização divina da personalidade.
Conseguir a fé é alcançar a possibilidade de não mais dizer: "eu creio", mas afirmar: "eu sei", com todos os valores da razão tocados pela luz do sentimento Essa fé não pode estagnar em nenhuma circunstância da vida e sabe trabalhar sempre, intensificando a amplitude de sua iluminação, pela dor ou pela responsabilidade, pelo esforço e pelo dever cumprido.
Traduzindo a certeza na assistência de Deus, ela exprime a confiança que sabe enfrentar todas as lutas e problemas, com a luz divina no coração, e significa a humildade redentora que edifica no íntimo do Espírito a disposição sincera do discípulo relativamente ao "faça-se no escravo a vontade do Senhor (...) (11) Por estas palavras se conclui que existem condições que caracterizam - a fé verdadeira ou inabalável. Segundo Kardec (...) Do ponto de vista religioso a fé consiste na crença em dogmas especiais, que constituem as diferentes
Todas elas tem seus artigos de fé. Sob esse aspecto, pode a fé ser raciocinada ou cega. Nada examinando, a fé cega aceita, sem verificação, assim o verdadeiro como o falso, e a cada passo se choca com a evidência e a razão. Levada ao excesso, produz o fanatismo. Em assentando no erro, cedo ou tarde desmorona; somente a fé que se baseia na verdade garante o futuro, porque nada tem a temer do progresso das luzes, dado que o que é verdadeiro na obscuridade, também o é à luz meridiana (...)". (03) A principal condição da verdadeira fé ë, pois, ser raciocinada. Outra condição ë prender-se à verdade, não se compactuando, nunca, com a mentira.
Fato digno de nota ë que a fé verdadeira não se conquista de uma hora para outra. O trabalho do tempo, de experiências vivenciadas
Daí é que "(...) Em certas pessoas, a fé parece de algum modo inata uma centelha basta para desenvolvê-la. Essa facilidade de; assimilar as verdades espirituais é sinal evidente de anterior progresso. Em outras pessoas, ao contrário, elas dificilmente penetram, sinal não menos evidente de naturezas retardatárias. As primeiras já creram e compreenderam (...); as segundas (...) estão com a educação por fazer (...)".(04)
Neste sentido, Emanuel faz uma distinção entre crer e ter fé: "(...) Acreditar ë uma expressão de crença, dentro da qual os legítimos valores da fé se encontram embrionados.
O ato de crer em alguma coisa demanda a necessidade do sentimento e do raciocínio, para que a alma edifique a fé em si mesma. Admitir as afirmativas mais estranhas, sem um exame minucioso, é caminhar para o desfiladeiro do absurdo, onde os fantasmas dogmáticos conduzem as criaturas a todos os despautérios. Mas também interferir nos problemas essenciais da vida, sem que a razão esteja iluminada pelo sentimento é buscar o mesmo declive onde os fantasmas impiedosos da negação conduzem as almas a muitos crimes (...)". (12)
"(...)Inspiração divina, a fé desperta todos os instintos nobres que encaminham o homem para o bem. E a base da regeneração (...)" (06)
"(...) A fé sincera é empolgante e contagiosa; comunica-se aos que não a tinham, ou, mesmo, não desejariam tê-la. Encontra palavras persuasivas que vão à alma, ao passo que a fé aparente apenas usa de palavras sonoras que deixam frio e indiferente quem as escuta (...) ." (07)
Em síntese, a "(...) Fé inabalável só é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade (...) "(05)
A passagem evangélica relatada em Mateus, 17 : 14-20 ; Marcos, 9:14-29 e Lucas, 9:37-43, é um exemplo do poder da fé. Contam os evangelistas que um certo pai procura Jesus pedindo-lhe para curar o seu filho obsidiado, já que os discípulos do Mestre Divino não conseguiram . Jesus cura o enfermo e "(...) os discípulos vieram então ter com Jesus em particular e lhe perguntaram: por que não pudemos nós outros expulsar esse demônio? Respondeu-lhe Jesus: por causa da vossa incredulidade.
Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e. Nada vos seria impossível (... )" – Mateus, 17 : 14-20. (01)
Nessa passagem evangélica, Jesus nos revela o quanto podemos fazer se tivermos fé, mesmo que esta fé seja do tamanho de um grão de mostarda. "(...) a fé robusta dá a perseverança, a energia e os recursos que fazem se vençam os obstáculos, assim nas pequenas coisas, que nas grandes. Da fé vacilante resultam a incerteza e a hesitação (...)". (02)
No relato do evangelista Marcos, vale destacar certo trecho da conversa ocorrida entre Jesus e o pai do obsidiado, quando este último rola e se contorce pelo chão sob ação do obsessor : "{... ) Jesus perguntou ao pai: há quanto lhe sucede isto? – Desde pequenino, respondeu e muitas vezes o atira no fogo ou na água para fazê-lo morrer ;. Mas, se tu podes, ajuda-nos, tem compaixão de nós . Então Jesus lhe disse. Se tu podes!... Tudo é possível àquele que crê ! Imediatamente, o pai do menino gritou: eu creio ! Ajuda a minha incredulidade.! (...)" – Marcos,9:21 – 24.
(*) Os grifos são nossos.
Este colóquio entre Jesus e o pai do menino, traz-nos preciosa lição. "(...) Belas palavras que enchem de esperança os desanimados e, ao mesmo tempo, nos ensinam que o impossível é termo sem significação, só pronunciado pelos ignorantes.
Quantos impossíveis têm caído ante a ação constante da boa vontade e do esforço! Quantos impossíveis se têm apresentado aos nossos olhos como esfinge devoradora e vão por terra, de um momento para outro à ordem imperiosa da prece que parte de um coração aflito e crente na misericórdia do Céu!
Quantas vezes todas as portas (...) parecem fechar-se duramente para não mais se abrirem, e, no dia seguinte, as dificuldades são resolvidas, as lutas afastadas (...)!
"Tudo é possível àquele que crê", enquanto a crença que nos mantém não basta para removermos *sicômoros e transportarmos montanhas, lembremo-nos da exclamação do "pai do menino "Creio, Senhor! Ajuda a minha incredulidade!" (...)" (10)
O assunto sobre a fé e vastamente encontrado na literatura espírita e, como' não nos é possível citar trechos de todas essas obras, fazemos algumas referências, do número 13 a 21, nas fontes de consulta complementares deste Roteiro.

BANCO DE PALAVRAS

Sicômoro: Falso - plátano.
Plátano Arvore da família das platanáceas.
Falso-plátano:árvore grande ornamental, da família das aceráceas, originaria da Europa, dotada de flores com propriedades melíieras dispostas em cachos compridos, pedunculado, racemosos e vilosos, e cujo fruto é sâmara dupla contendo várias sementes revestidas de arilo

(Novo dicionário da Língua Portuguesa, de Aurélio Buarque de Holanda, Rio de Janeiro, Nova Fronteira).

QUESTIONÁRIO

01. O que é ter fé?
02. Quando pode ocorrer.: fanatismo religioso?
03. Qual a diferença entre "eu creio" e "eu sei", citados no texto?
04. Por que a fé deve ser raciocinada?
05. Por que a reencarnação e importante para o desenvolvimento da fé?
06. Qual a diferença entre crer e ter fé, segundo Emmanuel, no livro "O Consolador".
07. Por que a fé inabalável é a base da regeneração humana
08. Por que os discípulos de Jesus não conseguiram curar o doente?
09. Que sentido deve ter as palavras "grão de mostarda" e "montanha", citadas no texto?
10. "(...) Creio! Ajuda a minha incredulidade!". Como devemos interpretar estas palavras, constantes em Marcos 9:43 e citadas no texto ?