PROGRAMA II
ROTEIRO 14
PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS
OBJETIVO DA ENCARNAÇÃO: UNIÃO DA ALMA AO CORPO
OBJETIVOS ESPECÍFICOS.
Definir qual o momento da união da alma com o corpo
Relatar em que condições se encontra o Espirito a partir do momento da concepção ate o
nascimento.
Identificar no esquecimento do passado a manifestação da misericórdia divina.
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IDÉIAS PRINCIPAIS
"A união (da alma com o corpo) começa na concepção, mas só se completa por
ocasião do nascimento (...)" (1)
"(...) A partir do instante da concepção, começa o Espirito a ser tomado de
perturbação, que o adverte de que lhe soou o momento de começar nova existência
corpórea. Essa perturbação cresce de continuo até o nascimento. Nesse intervalo, seu
estado e quase idêntico ao de um Espirito encarnado durante o sono. (...)" (2) `
"(...) Para nos melhorarmos, dá-nos Deus exatamente o que nos é necessário e
basta: a voz da consciência e os pendores instintivos. Priva-nos do que nos prejudicaria.
Acrescentemos que, se nos recordássemos dos nossos precedentes atos pessoais, igualmente
nos recordaríamos dos outros homens, do que resultariam talvez os mais desastrosos
efeitos para as relações sociais. (...)" (3)
FONTES DE CONSULTA.
BÁSICAS
01. KARDEC, Allan. Bem~avent,rados os que são misericordiosos. O Evangelho Segundo o
Espiritismo. Trad. de Guillon Ribeiro. 87 ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983, item 4
02. Idem O Livro dos Espíritos605 Esr'~rito;. Trad. de Guillon Ribeiro. 57. ed. Rio de
Janeiro ,FEB, 1983, perg. 991
03. Op. cit. perg. 998
04. Idem . As penas futuras segundo o Espiritismo. In: . O Céu e o Inferno. Trad. Manuel
Justiniano Quintao. 29. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1982. Item 16
05. Op. cit., itens 16 -17.
06. Op. cit., item 17, pg. 93-9 l
COMPLEMENTARES
07. FRANCO, Divaldo Pereira. Considerando o arrependimento. In: ~ As leis morais da vida.
Pelo espírito Joana de Ângelis . Salvador, Alvorada, 1976, item 11, pg. 38
08. VINICIUS. Perdão. In: . Na seara do Mestre. 4. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1979. Pg.
172-173
09. Op. cit., p. 174
10. XAVIER, Francisco Cândido. Efeito do perdão. In: Alma e coração. Pelo Espírito
Emmanuel. São Paulo, Pensamento, 1969. p. 41
11. Perdão na intimidade. In: Alma e coração. Pelo Espirito Emanuel. São Paulo,
Pensamento, 1969, p. 57.
FONTES DE CONSULTA.
BÁSICAS
01. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Trad. de Guillon Ribeiro.57. ed. Rio de
Janeiro, FEB, 1983. Perg. 121.
02. Op. cit., perg. 344
03. Op. cit., perg. 351
04. Op. cit., perg. 394.
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COMPLEMENTARES
05. DENIS, Léon.Reencarnação. In: .Depois da morte. Trad. de João Lourenço de Souza.
11. ed. Rio de Janeiro, FEB; l978. p. 247.
06. . As vidas sucessivas. As crianças prodígios e a hereditariedade de. In: O problema
do ser. do destino e da dor. 11. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1979. p. 185.
07. XAVIER, Francisco Cândidos Reencarnação. In: . Missionários da luz. Ditado pelo
Espírito André Luiz. 14. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1981. p. 206.
08. Op. cit., p. 207.
Deus criou os Espíritos "(...) simples e ignorantes, isto e, tendo tanta aptidão
para o bem quanto para o mal (...)" (1) O destino de todos é a perfeição
espiritual e, para atingi-lo devem passar por experiências e adquirir conhecimentos,
fortalecendo-se no exercício do bem e desenvolvendo em si o amor sublime.
A vida na matéria propicia o aperfeiçoamento do Espírito. Ao assumir um corpo, ou seja,
ao encarnar, os Espíritos são submetidos a situações e provas necessárias ao seu
adiantamento moral. Quando erram e não atingem os objetivos propostos em determinada
encarnação, voltam a sofrer as vicissitudes da vida corporal, reencarnando em tarefa
expiatória. A vida na matéria possibilita, ainda, a cooperação de cada Espirito com a
Obra Divina, no mundo em que habita.
Como todos os fenômenos da vida, a encarnação está sujeita a leis imutáveis. Os
processos de encarnação, embora obedecendo aos princípios gerais estabelecidos pelas
leis divinas, variam de caso para caso.
A união da alma ao corpo é planejada previamente, tendo como principal determinante, no
nosso Orbe, as provas ou expiações pelas quais o Espirito deverá passar, com o objetivo
de sua redenção. O encarnante poderá cooperar ou trabalhar ativamente nesse
planejamento. De acordo com o grau evolutivo em que se encontre, o Espirito poderá
facilitar ou dificultar o processo do renascimento. Os que se detém no desamor e no
desequilíbrio reclamam cooperação muito maior dos benfeitores que se encarregam das
tarefes de renascimento. Os Espíritos rebeldes ou indiferentes tem sua encarnação
completamente a cargo dos trabalhadores divinos, que escolhem as condições sob as quais
deverão renascer e as experiências a que deverão se submeter. "(...) A maioria dos
que retornam a existência corporal na esfera do Globo é magnetizada pelos benfeitores
espirituais, que lhe organizam novas tarefas redentoras (...)" (7) Muitos encarnam em
estado de inconsciência.
Os processos de encarnação são operações graduais: `iniciam-se na concepção e se
completam no nascimento. A união da alma com o corpo efetua-se por meio do perispírito,
envoltório fluídico, que servirá de ligação entre o Espirito e a matéria. Em
mecanismo extremamente variado e complexo, quer pela ação do próprio reencarnante, quer
pela ação dos benfeitores espirituais, o perispírito é reduzido, condensado e se
assimila as moléculas materiais.
O perispírito torna-se um molde fluídico que age sobre o corpo em formação, juntamente
com as condicionantes hereditárias, a influência mental materna e a atuação dos
benfeitores que colaboram no processo reencarnatório. ''(...) A modelagem fetal e o
desenvolvimento do embrião obedecem a leis físicas naturais, qual ocorre na
organização de formas em outros reinos da Natureza, mas, em todos esses fenômenos, os
ascendentes e cooperação espiritual coexistem com as leis, de acordo com os planos e
evolução ou resgate (...)" (8). Pelas necessidades de expiação ou de provas, o
corpo em formação poderá apresentar deficiências ou qualidades, que se constituirão
em oportunidades de redenção ou reequilibro.
No período que se estende da concepção ao nascimento o estado do encarnante
assemelha-se ao do Espirito encarnado durante o sono. Os Espíritos mais evoluídos gozam
de maior liberdade. Contudo, desde o momento da concepção, o Espirito sente as
conseqüências de sua nova condição. Começa a se sentir perturbado. Uma espécie de
torpor, agonia e abatimento o envolvam gradualmente, intensificando-se ate o termino da
vida intra-uteina. "( . ) Suas faculdades vão-se velando uma após outra, a memória
desaparece, a consciência fica adormecida, e o Espirito como que e sepultado em opressiva
crisálida." (7). Esse fenômeno se deve a constrição do perispírito e a sua
limitação pelo corpo, que fazem com que a existência o Plano Espiritual e a
consciência das vidas pregressas volvam ao inconsciente.
O esquecimento do passado não é absoluto. Durante o sono, libertado parcialmente dos
laços corporais, o Espírito pode ter a consciência do pretérito. Em muitas pessoas o
passado manifesta-se sob a forma de impressões e em algumas poucas sob a forma de
recordações, umas nítidas, outras vagas e imprecisas. As reminiscências do passado
podem manifestar-se com tendências instintivas, simpatias inexplicáveis e súbitas,
ideias inatas, etc. Isso acontece pelo fato de que "(...) o movimento vibratório do
perispiritual, amortecido pela matéria no decurso da vida atual, é excessivamente fraco
para que o grau de intensidade e a duração necessária à renovação dessas
recordações possam ser obtidas durante a vigília (...)" (6)
A oclusão da memória espiritual também não é definitiva. Com a desencarnação,
liberto das contingências materiais, o Espirito poderá retomar a consciência de seu
passado.
Esse mecanismo, que faz com que o homem possa esquecer suas experiências anteriores ao
nascimento, e prova irrefutável da Sabedoria Divina. O conhecimento total da vida
passada, em outras encarnações e no Plano Espiritual, apresentaria grandes
inconvenientes para a reeducação dos indivíduos e para o progresso da Humanidade.
Implicaria em maiores dificuldades ao Espirito na tarefa de transformação de sua
herança mental e talvez no prolongamento, através dos séculos, de idéias falsas,
teorias errôneas e preconceitos, que geralmente são tanto mais ativos quanto mais
presentes na memória do ser.
Na sua vida de relações, o homem teria de conviver com antigos adversários, com o
objetivo da reconciliação. Se os reconhecesse, encontraria dificuldades para estabelecer
os vínculos afetivos necessários ao entendimento mutuo. Na qualidade de ofensor poderia
se sentir humilhado e, na qualidade de ofendido, magoado ou irado.
Por outro lado, o conhecimento de um passado faustoso poderia avivar o orgulho humano,
enquanto que um passado de miséria ou de erros terríveis, poderia causar desnecessária
humilhação e talvez o remorso viesse a paralisar todas as iniciativas no bem.
Para que o homem progrida espiritualmente e cumpra o programa de trabalho que assumiu ao
renascer no corpo físico, não é necessária a lembrança das experiências anteriores.
Na forma de intuições e impressões, o Espirito encarnado tem por advertência, a não
reincidir no erro, as lições do passado, impressas na própria consciência, bem como as
bons resoluções que tomou no sentido de sua melhoria interior
As tendências instintivas e, em alguns casos, o tipo de vicissitudes e provas que sofre
também podem esclarecer o homem sobre seu passado e sobre a natureza dos esforços que
tem de envidar para sua evolução. A observação de suas más inclinações e das
dificuldades por que passa permitirá que saiba o que foi, o que fez e o que necessitará
fazer para se corrigir.
A N E X O
ROTEIRO PARA O ESTUDO EM GRUPO
APÓS A LEITURA REFLEXIVA DA SÍNTESE DO ASSUNTO, RESPONDA AS SEGUINTES QUESTÕES:
01. A vida na matéria propicia o aperfeiçoamento do espírito através das provas
necessárias ao seu adiantamento moral
Exemplifique em que situação um Espírito poderá não se adiantar moralmente
(mantendo-se estacionário) apesar de ser submetido à provas expiatórias.
02. Segundo o Código Penal Brasileiro e a medicina oficial, aborto e considerado crime a
partir do segundo ou terceiro mês de gestação, conforme o caso. ;
Qual a posição do Espiritismo a este respeito? Justifique a resposta.
03. A união da alma com o corpo efetua-se por meio do envoltório fluídico e
semi-material, o perispírito, o qual servirá de ligação entre o Espirito e a matéria.
Pela ação dos benfeitores espirituais e do Espírito reencarnante o perispírito é
reduzido, condensado e se assimila às moléculas materiais.
Com base no texto lido, relate em que condições se encontra o Espirito entre o momento
da concepção e o nascimento.
04. 0 esquecimento do passado não e absoluto. Em algumas pessoas as reminiscências se
avivam através do desligamento parcial pelo sono ou pelas manifestações das tendências
instintivas. A recordação de existências pretéritas poderia apresentar grandes
inconvenientes para a reeducação dos indivíduos e para o progresso da Humanidade.
De que maneira o esquecimento do passado representaria a manifestação da misericórdia
divina?