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PROGRAMA V

ROTEIRO 14

O FENÔMENO DA INTERCOMUNICAÇÃO MEDIÚNICA
A NATUREZA DAS COMUNICAÇÕES: IMPERFEITAS, SERIAS E INSTRUTIVAS.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Dar as características da natureza das comunicações mediúnicas.
Esclarecer porque nem toda comunicação séria é verdadeira.
Dizer como julgar o valor moral e intelectual dos Espíritos que ditam comunicações instrutivas. ~

IDÉIAS PRINCIPAIS
As "(...) comunicações grosseiras são as concebidas em termos que chocam o decoro. (...) Serão triviais, ignóbeis, obscenas, insolentes, malévolas e mesmo ímpias (...)" (02)
" (...) As comunicações frívolas emanam de Espíritos levianos, zombeteiros ou brincalhões, antes maliciosos do que maus (...). Como nada de indecoroso encerram, essas comunicações agradam a certas pessoas (...), porque encontram prazer nas confabulações fúteis (...)". (03)
" (...) As comunicações sérias são ponderosas quanto ao assunto e elevadas quanto à forma (...)". (04)
" (...) Instrutivas são as comunicações serias cujo principal objetivo consiste num ensinamento qualquer, dado pelos Espíritos, sobre as ciências, a moral, a filosofia, etc. (...)". (05)
"(...) Nem todos os Espíritos sérios são igualmente esclarecidos (...).
(, . . ) No tocante a comunicações sérias, cumpre se distingem as verdadeiras das falsas, (...) , porquanto, exatamente à sombra da elevação da linguagem, é que certos Espíritos presunçosos, ou pseudo - sábios, procuram conseguir a prevalência das mais falsas idéias e dos mais absurdos sistemas (...)", (04)
"(...) Unicamente pela regularidade e freqüência daquelas comunicações (as instrutivas) se pode apreciar o valor moral e intelectual dos Espíritos que as dão e a confiança que eles merecem (...)". (O5)

FONTES DE CONSULTA

BÁSICAS
01. KARDEC, Allan. Da Natureza das Comunicações. In:- . O Livro dos Médiuns. Trad. de Guillon Ribeiro. 41. ed. Rio de Janeiro , ~B,
1979. item 133, p. 174.
02. Op. cit., item 134, p. 174.
03. Op. cit., item 135, p. 174/175.
04. Op. cit., item 136, p. 175.
05. Op. cit., item 137, p. 175/176.


Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns, dá-nos uma classificação a respeito da natureza das comunicações mediúnicas.
Fala-nos, o Codificador, que quanto à sua natureza as comunicações podem ser: grosseiras , frívolas, serias e instrutivas. Estas comunicações estão, por sua vez, vinculadas ao grau de adiantamento do Espirito comunicante, isto é, segundo a sua posição na escala espírita.
Os Espíritos desencarnados, tais quais os encarnados, apresentam uma variedade, ao infinito, quanto a inteligência e à moralidade. Em função disso, o ditado mediúnico refletirá o grau de moralidade ou cultura do Espírito comunicante. (1)
"(...) Comunicações grosseiras são as concebidas em termos que chocam o decoro. Só podem provir de Espíritos de baixa estofa, ainda cobertos de todas as impurezas da matéria, e em nada diferem das que provenham de homens viciosos e grosseiros; (...) Acordemente com o caráter dos Espíritos, elas serão triviais, ignóbeis, obscenas, insolentes, arrogantes, malévolas e mesmo ímpias (...)". (02)
" (. . . ) As comunicações frívolas emanam de Espíritos levianos, zombeteiros, ou brincalhões, antes maliciosos do que maus e que nenhuma importância ligam ao que dizem. Como nada de indecoroso encerram, essas comunicações agradam a certas pessoas, que com elas se divertem, porque encontram prazer nas confabulações fúteis, em que muito se fala para nada dizer. Tais Espíritos saem-se às vezes com tiradas espirituosas e mordazes e, (...) dizem não raro duras verdades, que quase sempre ferem com justeza. (...) A verdade é o que menos os preocupa; dai o maligno encanto que acham em mistificar (...)". (03)
"(...) As comunicações sérias são ponderosas quanto ao assunto e elevadas quanto à forma. Toda comunicação que, isenta de frivolidade e de grosseria, objetiva um fim útil, ainda que de caráter particular, é (...) uma comunicação seria. Nem todos os Espíritos sérios são igualmente esclarecidos; há muita coisa que eles ignoram e sobre que podem enganar-se de boa - fé. Por isso é que os Espíritos verdadeiramente superiores nos recomendam de continuo que submetamos todas as comunicações ao crivo da razão e da mais rigorosa lógica (,..)". (04)
Nem sempre uma comunicação seria e verdadeira. Há as falsas. "(...) A sombra da elevação da linguagem, é que certos Espíritos presunçosos'; ou pseudo - sábios, procuram conseguir a prevalência das mais falsas idéias e dos mais absurdos sistemas. (...) Não escrupulizam de se adornarem com os mais respeitáveis nomes e até com os mais venerados (...)" (04)
As comunicações instrutivas são as " ( . . . ) serias cujo principal objeto consiste num ensinamento qualquer, dado pelos Espíritos, sobre as ciências, a moral, a filosofia, etc. São mais ou menos profundas, conforme o grau de elevação e de desmaterialização do Espírito (...)". (05)
Para se julgar o valor moral e intelectual dos Espíritos que ditam comunicações instrutivas, é necessário freqüência e regularidade das continuações (05). "(...) Se, para julgar os homens, se necessita de experiência, muito mais ainda é esta necessária, para se julgarem os Espíritos.
Qualificando de instrutivas as comunicações, supomo-las verdadeiras , pois o que não for verdadeiro não pode ser instrutivo (...)". (05)