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PROGRAMA V

ROTEIRO 15
 

O FENÔMENO DA INTERCOMUNICAÇÃO MEDIÚNICA.
DAS EVOCAÇÕES: DA QUALIDADE E DA LINGUAGEM E DE SUA UTILIDADE

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Analisar as vantagens e as desvantagens das evocações.
Justificar porque nem todos os Espíritos atendem as evocações que Ihes são feitas.
Citar as principais condições para que as evocações atinjam um fim útil.
Explicar porque atualmente não se costuma evocar os Espíritos.

IDÉIAS PRINCIPAIS
"(...) As Comunicações espontâneas inconveniente nenhum apresenta,., quando se está senhor dos Espíritos e certo de não deixar que os maus tomem a dianteira. "(...) (02) . .
Freqüentemente, as evocações oferecem mais dificuldades ao. médiuns do que os ditados espontâneos, sobretudo quando se trata de obter respostas precisas a questões circunstanciadas. (...)" (05)
'Os médiuns são geralmente muito mais procurados para evocações de interesse particular, do que para comunicações de interesse geral (...)".
'Todos os Espíritos, qualquer que seja o grau em que se encontrem na escala espiritual, podem ser evocados: assim os bons, como os maus, tanto os que deixaram a vida de pouco, como os que viveram nas épocas mais remotas, os que foram homens ilustres, como os mais obscuros, os nossos parentes e amigos, como os que nos são indiferentes. (...)" (09)
Algumas razões impedem que um Espírito atenda a evocações que Ihe são feitas
"(...) Em primeiro lugar, a sua própria vontade; depois, o seu estado corporal, se se acha encarnado, as missões de que esteja encarregado, ou ainda o lhe ser, para isso, negada permissão.
Há Espíritos que nunca podem comunicar-se: os que, por sua natureza, ainda pertencem a mundos inferiores à Terra. Tão pouco (...) os que se acham nas esferas de punição, a menos que especial permissão lhes seja dada (...)." (11)
Nas evocações com finalidades úteis certas condições devem ser observadas: "(...) As perguntas devam ser formuladas com clareza, precisão e sem idéia preconcebida (...)." (06) Devem visar ao interesse geral e ser desprovidas de curiosidade.
No início da Codificação se fazia necessária a evocação de certos Espíritos para estudo e comprovação de alguns pontos, na época, julgados de maior importância.
Com o correr do tempo, verificou-se que os Espíritos superiores, quando desejam dar novas informações, não necessitam de ser evocados.

FONTES DE CONSULTA

BÁSICAS

01. KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Trad. de Guillon Ribeiro. 46 ed. Rio de Janeiro, FEB, 198Z. Item 269, p. 338.
02. Op. cit. item 269, p. 339.
03. Op. cit. item 270, p. 340.
04. Op. cit. item. 271,p. 340. 341
05. Op. cit. item. 272, p. 341
06. Op. cit. item. 273, p. 341
07. Op. cit. item. 273, p. 342.
08. Op. cit. item. 273, p. 341-342
09. Op. cit. item. 274, p. 342.
10. Op. cit. Item. 274, p. 342-343.
11. Op. cit. item. 282, p.349
12. Op. cit. item. 203, p. 239-240.

AS EVOCAÇÕES ESPÍRITAS
"Os Espíritos podem comunicar-se espontaneamente, ou acudir ao nosso chamado, isto é, vir por evocação. (...)" (01)
Há quem julgue não ser conveniente evocar este ou aquele Espírito, porque nem sempre se terá a certeza se o Espírito comunicante é .mesmo o que foi evocado. Quem vê as coisas assim pensa que os Espíritos devam se comunicar espontaneamente, pois agindo dessa forma melhor provam sua identidade. A este respeito, ouçamos o Codificador: "(...) Em nossa opinião, isso é um erro: primeiramente, porque há sempre em torno de nos Espíritos, as mais das vezes de condição inferior, que outra coisa não querem senão comunicar-se; em segundo lugar e mesmo por esta ultima razão, não chamar a nenhum em particular é abrir a porta a todos os que queiram entrar. (...) (02)
Esta questão das evocações espíritas deve ser analisada com critério e com bom senso: há vantagens e desvantagens nas comunicações provenientes de evocações espíritas e nas ocorridas espontaneamente.
"(...) As comunicações espontâneas inconveniente nenhum apresentam, quando se está senhor dos Espíritos e certo de não deixar que os maus tomem a dianteira. (...)" (02) Notamos tais comunicações nas. reuniões mediúnicas regulares, onde se faz atendimento a Espíritos sofredores.
"Quando se deseja comunicar com determinado Espirito, é de toda necessidade evocá-lo. (...)" (03)
"(...) Não há, para esse fim, nenhuma fórmula sacramental. Quem quer que pretenda indicar alguma pode ser tachado, sem receio, de impostor, visto que para os Espíritos a forma nada vale. Contudo, a evocação deve sempre ser feita em nome de Deus. (...)
Quando queira chamar determinados Espíritos, é essencial que o médium comece por se dirigir somente aos que ele sabe serem bons e simpáticos e que podem ter motivo para acudir ao apelo, como .parentes ou amigos. (...)" (12)
"(...) Quando dizemos que se faça a evocação em nome de Deus, queremos que a nossa recomendação seja tomada a serio e não levianamente.(...) (04)
"Freqüentemente, as evocações oferecem mais dificuldades aos médiuns do que os ditados espontâneos, sobretudo quando se trata de obter respostas precisas a questões circunstanciadas. (...)" (05)
"Os médiuns são geralmente muito mais procurados para evocações de interesse particular, do que para comunicações de interesse geral (...). Julgamos dever fazer a este propósito algumas recomendações importantes aos médiuns. Primeiramente que não acedam a esse desejo, senão com muita reserva, se se trata de pessoas de cuja sinceridade não estejam completamente seguros (...). Em segundo lugar, que a tais evocações não se prestem, sob fundamento algum, se perceberem um fim de simples curiosidade, ou de interesse, e não uma intenção séria da parte do evocador (...)." (06)
"(...) O médium, em suma, deve evitar tudo o que possa transformá-lo em agente de consultas, o que, aos olhos de muitas pessoas, e sinônimo de ledor da " buena-dicha." (07)
"Todos os Espíritos, qualquer que seja o grau em que se encontrem na escala espiritual, podem ser evocados: assim os bons, como os maus, tanto os que deixaram a vida de pouco, como os que viveram nas épocas mais remotas, os que foram homens ilustres, como os mais obscuros os nossos parentes e amigos, como os que nos são indiferentes. Isto, porem, não quer dizer que eles sempre queiram ou possam responder ao nosso chamado. Independente da própria vontade ou da permissão, que lhos pode ser recusada por uma potência superior é possível se achem impedidos de o fazer, por motivos que nem sempre nos é dato conhecer. (...)" (09)
Determinadas cousas impedem ou dificultam aos Espíritos atenderem às evocações que lhes são dirigidas. As principais são: a) quando o Espírito evocado está envolvido em missões ou ocupações e delas não podendo afastar-se (10); b) se o Espírito estiver encarnado, sobretudo em mundos inferiores; (10) c) quando o Espírito se encontra em locais de punição e não recebe autorização superior para dai se ausentar. (11) d) quando o médium, por sua natureza ou aptidão, não consegue entrar em sintonia mediúnica com o Espírito evocado. (10)
Se as evocações devam ser feitas ou não é um fato -, conforme afirmamos anteriormente, que precisa ser bem analisado, tendo-se sempre em mente a finalidade a que se presta. E toda evocação assim como toda manifestação espontânea de um Espírito, devem visar a um fim útil. Para isso existem algumas condições: "(...) Quando um Espirito e evocado pela primeira vez, convém designá-lo com alguma precisão -. Nas perguntas que se lhe façam, devem evitar-se as fórmulas secas e imperativas, que constituiriam para ele um motivo de afastamento. As fórmulas devem ser afetuosas, ou respeitosas, conforme o Espírito e, em todos os casos, cumpre que o evocador lhe dê prova da sua benevolência. (03)
Nas evocações "(...) as perguntas devem ser formuladas com clareza, precisão e sem idéia preconcebida, em se querendo respostas categóricas. Cumpre, pois, se refiram todas as que tenham caráter insidioso, porquanto é sabido que os Espíritos não gostam das que tem por objetivo pô-los a prova (...). O evocador deve ferir franca e abertamente o ponto visado, sem subterfúgios e sem circunlóquios. Se receia explicar-se, melhor será que se abstenha.
Convém igualmente que só com prudência se façam evocações, na ausência das pessoas que as pediram, sendo mesmo preferível que não sejam feitas nessas condições, visto que somente. aquelas pessoas se acham aptas a analisar as respostas, a julgar a identidade, a provocar esclarecimentos, se for oportuno, e a formular questões incidentes, que as circunstancias indiquem. (...)(O8)

ANEXO 01
MÉTODO CIENTÍFICO BÁSICO

01. Exercitar o raciocínio e a imaginação criadora.
02. Possibilitar o estudo de um tema em seus pontos - chave'
03. Permitir a sondagem dos conhecimentos sobre o tema. -
04. Corrigir e esclarecer, imediatamente, duvidas sobre o tema proposto

DESENVOLVIMENTO:
01. Apresentação do tema em uma palavra ou expressão - síntese
02. Divisão do quadro em partes iguais, tituladas:
a) 0 que queremos saber?
b) 0 que pensamos?
c) 0 que concluímos?

03- Apresentação e fixação, no quadro, das questões-chave já preparadas anteriormente (o que queremos saber?).
04. Anotações de mais algumas questões, propostas na hora, pelos participantes .
05. Oralmente, os participantes respondem às questões, que o coordenador anota, sinteticamente, no quadro: (0 que pensamos?).
06. Fornecimento de fontes de pesquisa previamente selecionadas ou vivência de experiências concretas que forneçam elementos para avaliação de suas respostas (etapa de pesquisa em pequenos grupos )
07. Volta ao plenário e apresentação de resultados finais, com comentários enriquecedores. ~
08. 0 coordenador anota os resultados finais no quadro, sinteticamente (0 que concluímos?). .
09. Ao final, se alguma questão foi de maior interesse, pode-se dar a ela um enfoque mais amplo.
10. Cada participante deverá registrar as conclusões finais e guardá-las consigo, para posteriores consultas.

AVALIAÇÃO
O trabalho será considerado satisfatório se os grupos:
a) Estudarem os pontos chaves de um tema.
b) Responderem às questões propostas.
c) Avaliarem as respostas através de consulta bibliográfica e pesquisa científica.

APLICAÇÃO DA TÉCNICA: DIVISÃO DO QUADRO - DE - GIZ
 
a)O que queremos saber sobre o assunto b)O que pensamos sobre o assunto c) O que concluímos
(relação de questões previamente elaboradas pelo grupo) (relação das respostas fornecidas pelo grupo) (As conclusões dos grupos depois de estudo feito)
ANNEXO II
 

EXEMPLOS DE QUESTÕES PARA SEREM UTILIZADAS .NA
APLICAÇÃO DA TÉCNICA MÉTODO CIENTÍFICO BÁSICO.

01. o que são evocações espíritas?
02. Quais as vantagens das evocações?
03. Quais as desvantagens das evocações?
04. Exemplificar as situações em que as evocações foram realizadas no passado.
05. Por que nem sempre os Espíritos evocados atendem ao chamado?
06. Que Espíritos podem ser evocados?
07. Quais as principais condições para que as evocações tenham um fim útil?
08. Atualmente são usuais as evocações? Por que?