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PROGRAMA VI

ROTEIRO 15

AMOR AO PRÓXIMO
A CARIDADE
 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Analisar a sentença: Fora da caridade não há salvação
Estabelecer a diferença' entre caridade, esmola e filantropia
Explicar como devemos praticar a caridade para com os criminosos.

IDÉIAS PRINCIPAIS
"(...) Na sentença: Fora da caridade não há salvação estão encerrados os destinos dos homens, na Terra e no Céu (...)." (02)
A caridade pode ser conceituada como "(...) a mais alta expressão do sentimento humano (...)". (07)
A esmola não ë reprovável. O que merece reparos é a maneira como ela é praticada. (04)
"(..) A filantropia, não obstante o valioso tributo de que se reveste, independe da fé, não se caracteriza pelo sentimento cristão (...) (08)
"(...) A caridade essencial (...) trata-se da caridade de pensarmos, falarmos e agirmos, segundo os ensinamentos do Divino Mestre(...)". (103
"(...) Deveis amar os desgraçados, os criminosos, como criaturas, que são, de Deus (...)". (013
FONTES DE CONSULTA
01. KARDEC, Allan. Amar o próximo como a si mesmo. In: . O Evangelho Segundo o Espiritismo. Trad. de Guillon Ribeiro. 85. e . Rio Janeiro, FEB, 1982. Item 14, p. 200-201.
02.. Fora da Caridade não há Salvação. In: . O Evangelho Segundo g Espiritismo. Trad. de Guillon Ribeiro. 85. e . Rio de Janeiro, Item 10, p. 261-262.
03.. Caridade e amor ao próximo. In: . O Livro dos Espíritos. Trad. de Guillon Ribeiro. 58. ed. Rio e Janeiro, FEB, l 3 . Questão 886, p. 407-408.
04. Op. Cit., questão 888, p. 408.

COMPLEMENTARES
05. FRANCO, Divaldo Pereira. Caridade E Doutrina Espírita. In: . Dimensões Da Verdade. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. 2. ed. Rio de Janeiro, Editora Alvorada, 1977. p. 122.
06.. Caridade. n: . Estudos Espíritas. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Rio de Janeiro, FEB, 1982. p. 121-122.
07. Op. cit., p. 121.
08. Op. cit., p. 122.
09. XAVIER, Francisco Cândido. Caridade. In: . Pérolas do Além. 3ª ed. . Rio de Janeiro, FEB, 1972. p. 40-4l.
10.. Caridade Essencial. In: . Vinha de Luz. Pelo Espírito Emmanuel. 10. ed. Rio de Janeiro, FEB, 19S7. p. Z34.
 

A CARIDADE

"(...) Em todos os tempos, há exércitos de criaturas que ensinam a caridade, todavia, poucas pessoas praticam-na verdadeiramente.

Torquemada, organizando os serviços da Inquisição, dizia-se portador da divina virtude. A caminho de terríveis suplícios, os condenados eram compelidos a agradecer aos verdugos. Muitos deles, em plena fogueira ou atados ao martírio da roda, acicatados pela flagelação da carne, eram obrigados a louvar de mãos postas, a bondade dos inquisidores que os ordenava morrer. Essa caridade religiosa era irmã da caridade filosófica da Revolução Francesa. (...)" (09)
Evidentemente que não é neste sentido que "Allan Kardec, depois de aprofundar a meditação em torno dos ensinos dos Espíritos Superiores, que se apoiavam nas claras lições do Evangelho, concluiu com sabedoria que "Fora da Caridade não há salvação", dando início a uma nova concepção religiosa. (...)" (05)
"(...) na sentença: Fora da caridade não há salvação, estão encerrados os destinos dos homens, na Terra e no Céu; na Terra, porque ã sombra desse estandarte eles viverão em paz; no céu, porque os que a houverem praticado acharão graças diante do Senhor Essa divisa ë o facho celeste, a luminosa coluna que guia o homem no deserto da vida, encaminhando-o para a Terra da Promissão (...) Nada exprime com mais exatidão, nada resume tão bem os deveres do homem, como essa máxima de ordem divina Não poderia o Espiritismo provar melhor a sua origem, do que apresentando-a como regra, por isso é um reflexo do mais puro Cristianismo. Levando-a por guia, nunca o homem se transviará. (...) (02)
Para fim de estudo é preciso que se estabeleça a diferença entre Caridade, Esmola e Filantropia. A resposta à questão 886 de O Livro dos Espíritos fala-nos a respeito do "(...) verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus (...)" (03), ou seja, Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.
A caridade, segundo Jesus, não se restringe ã esmola, abrange todas as relações em que nos achamos com os nossos semelhantes, sejam eles nossos inferiores, nossos iguais ou nossos superiores. Ela nos prescreve a indulgência, porque de indulgência precisamos nós mesmos, e nos proíbe que humilhemos os desafortunados, contrariamente ao que se costuma fazer (...) O homem verdadeiramente bom procura elevar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe ë inferior, diminuindo a distância que os separa.(...)" (03)
A caridade sendo "(...) virtude por excelência constitui a mais alta expressão do sentimento humano, sobre cuja base as construções elevadas do Espírito encontram firmeza para desdobrarem atividades enobrecidas em prol de todas as criaturas.
Vulgarmente confundida com a esmola essa dádiva humilhante do que sobeja e representa inutilidade a caridade excede, sobre qualquer aspecto considerado, as doações externas com que se supõe em tal atividade encerrá-la (...)". (07)
"(...) Condenando-se a pedir esmola, o homem se degrada física e moralmente: embrutece-se. Uma sociedade que se baseie na lei de Deus e na justiça deve prover à vida do fraco, sem que haja para ele humilhação. (...)" (04) Não que a esmola mereça reprovação, "(...) mas a maneira por que habitualmente e dada. O homem de bem, que compreende a caridade de acordo com Jesus, vai ao encontro do desgraçado , sem esperar que este lhe estenda a mão.(...)" (04)
"(...) Sem dúvida, valioso é todo gesto de generosidade, do consubstanciado em dádiva oportuna ao que padece tal ou qual aflição
Entretanto, a caridade que se restringe às oferendas transitórias, não poucas vezes pode ser confundida com filantropia, esse ato de amor fraterno e humano que identifica certos homens ao destinarem altas somas que se aplicam em obras de incontestável valor, financiando múltiplos setores da Ciência, da Arte, da Higiene, do Humanismo
Henry Ford, John Rockefeller (...) foram filantropos eméritos a cuja contribuição a Humanidade deve serviços de inapreciável qualidade
Vicente de Paulo, Damien de Veuster, Joao Bosco e tantos outros todavia, se transformaram em apóstolos da caridade, pois que nada possuindo entre os valores transitórios do dinheiro e do poder
,ofertaram tesouros de amor e fecundaram, em milhões de vidas, o pólen da esperança, da saúde, da alegria de viver
Para a legítima caridade é imprescindível a fé(...)
A Caridade e sobretudo cristã (...)
A filantropia, não obstante o valioso tributo de que se reveste, independe da fé, não se caracteriza pelo sentimento cristão, é irreligiosa, brotando em qualquer indivíduo (...)". (06)
A caridade bem sentida e vivida estabelece verdadeira fraternidade entre os homens, visto que todos somos filhos de um mesmo Pai e, do mesmo jeito que os Espíritos superiores nos amparam e nos sustentam nas lutas humanas, devemos, por nossa vez, amparar aqueles nossos irmãos de humanidade, considerados criminosos. Devemos "(...) amar os desgraçados, os criminosos (*) , como criaturas, que são, de Deus, as quais o perdão e a misericórdia serão concedidos (...)" (01), mais cedo ou mais tarde, pelo Senhor, quando se arrependerem das suas faltas.
Evitemos julgar as ações cometidas por esses companheiros ajudando-os naquilo que nos for possível, porque a caridade que Jesus ensinou, e que o Espiritismo corrobora, deve ser impregnada de indulgência e benevolência para com as faltas do próximo. (01)
De conformidade com os ensinamentos evangélicos, devemos amar e orar pelos caídos, por aqueles que se embrutecem e retardam sua evolução espiritual as custas de atos criminosos. Finalmente, devemos ver os criminosos como doentes, que necessitam do nosso amor e da nossa piedade. (01)
 

(*) Conforme o Codificador explica: "(...) há geralmente equívoco no tocante ao sentido da palavra amar (...)Não pretendeu Jesus, assim falando, que cada um de nós tenha pa ra com o seu inimigo a ternura que dispensa a um irmão ou amigo.(...) KARDEC, Allan ".Amai os vossos inimigos." In: O Evangelho. Segundo o Espiritismo. Trad. de Guillon Ribeiro. 85. ed. Rio de janeiro, FEB, 1983. Item 03, p.204.