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PROGRAMA V

ROTEIRO 16
 

O FENÔMENO DA INTERCOMUNICAÇÃO MEDIÚNICA
DA NATUREZA DAS INDAGAÇÕES AOS ESPÍRITOS COMUNICANTES.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Explicar porque devemos ou não fazer perguntas aos Espíritos.
Esclarecer a importância que deve ter a forma e o conteúdo das perguntas dirigidas aos Espíritos.
Exemplificar tipos de perguntas que são agradáveis ou desagradáveis aos Espíritos sérios.

IDÉIAS PRINCIPAIS
Com relação as perguntas que se devem fazer aos Espíritos, "(...) pelo que toca à forma, devem ser redigidas com clareza e precisão, evitando as questões complexas. Mas, outro ponto há não menos importante: a ordem que deve presidir à disposição das perguntas (...)." (01)
O conteúdo ou "(...) o fundo das questões exige atenção ainda mais sério, porquanto é , muitas vezes, a natureza da pergunta que provoca uma resposta exata ou falsa (...)." (02).
"(...) Explicações há que freqüentemente se teriam de esperar longo tempo, se não fossem solicitadas. (...) As questões, longe de terem qualquer inconveniente, são de grandíssima utilidade, do ponto de vista da instrução, quando quem as propõe saiba encerrá-las nos devidos limites
Têm ainda outra vantagem: a de concorrerem para o desmascaramento dos Espíritos mistificadores (...)." (04)
"(...) Os Espíritos sérios sempre respondem com prazer às perguntas que têm por objetivo o bem e os meios de progredirdes. Não atendem as fúteis (...) " (05).

FONTES DE CONSULTA.

BÁSICAS
01. KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Trad. de Guillon Ribeiro. 40. ed. Rio de Janeiro, FEB, f982. Item 286, p. 369/370
02. Op. cit., item 286, p. 370.
03. Op. cit., item 286, p. 371.
04. Op. cit., item 287, p. 371.
05. Op. cit., item 288, p. 372.
06; Op. cit., item 288 (3a), p. 372.
07. Op. cit., item 289(11a), p. 375.
08. Op. cit., item 289(12a), p. 376.
09. Op. cit., item 289(13a), p. 376.
10. Op. cit., item 289(14a), p. 376.
11. Op. cit., item 290(15a), p. 376.
12. Op. cit., item 290(16a), p. 377/378.
13. Op. cit., item 291(nota da 19a), p. 379.

DAS PERGUNTAS QUE SE PODEM FAZER AOS ESPÍRITOS

Para estabelecer-se um diálogo proveitoso com os Espíritos é importante saber fazer perguntas. "(...) Duas coisas se devem considerar nas que se dirigem aos Espíritos a forma e o fundo. Pelo que toca à forma, devem ser redigidas com clareza e precisão, evitando as questões complexas. Mas, outro ponto há não menos importante a ordem que deve presidir à disposição das perguntas. Quando um assunto reclama uma serie delas, e essencial que se encadeiem com método, de modo a decorrerem naturalmente uma das outras. Os Espíritos, nesse caso, respondem muito mais facilmente e mais claramente, do que quando elas se sucedem ao acaso, passando, sem transição, de um assunto para outro. (...)(01)
Deve-se, pois, organizá-las com antecedência e estar-se preparado para acrescentar, retirar ou modificar questões durante a conversa com o Espírito comunicante."(...) esse trabalho preparatório constitui, (...) uma espécie de evocação antecipada, a que pode o Espirito ter assistido e que o dispõe a responder. (...)
O fundo da questão exige atenção ainda mais seria, porquanto é, muitas vezes a natureza da pergunta que provoca uma resposta exata ou falsa. Algumas há a que os Espíritos não podem ou não devem responder, por motivos que desconhecemos. Será, pois, inútil insistir. Porem, o que sobretudo se deve evitar são as perguntas feitas com o fim de lhes por à prova a perspicácia. (...)"(02)
-- "(...) Não se segue daí que dos Espíritos não se possam obter úteis esclarecimentos e, sobretudo, bons conselhos; eles, porem, respondem mais ou menos bem, conforme os conhecimentos que possuem, o interesse que nos tem, a afeição que nos dedicam e, finalmente, o fim a que nos propomos e a utilidade que vejam no que lhes pedimos.(...) (03)
Se é certo que não devemos interrogar os Espíritos a todo momento sobre problemas comuns à encarnação e que nos cabe resolver naturalmente, também é correto afirmar que determinados assuntos só são abordados pelos Espíritos se solicitarmos a sua opinião: "(...) Os Espíritos dão, não há dúvida, instruções espontâneas de alto alcance e que errôneo seria desprezar-se. Mas, explicações há que freqüentemente se teriam de esperar longo tempo, se não fossem solicitadas. (...) As questões, longe de terem qualquer inconveniente, são de grandíssima utilidade, do ponto de vista da instrução, quando quem as propõe sabe encerrá-las nos de vidos limites. (...)" (04)
Recordemos, aqui, que se o Codificador não tivesse proposto questões aos Espíritos, O Livro dos Espíritos e o Livro dos Médiuns talvez ainda nem existissem.
Ainda existe outro beneficio ao propor questões aos Espíritos: "(...) de concorrerem para o desmascaramento dos Espíritos mistificadores que, mais pretensiosos do que sábios, raramente suportam a prova das perguntas feitas com cerrada lógica (...)(04)
Os Espíritos levianos respondem a qualquer pergunta sem o menor escrúpulo de falarem a verdade ou a mentira. Já os "(...) Espíritos sérios sempre respondem com prazer às que têm por objetivo o bem e os meios de progredirdes.(...) " (05) .
Todas as perguntas inúteis, feitas só para satisfazerem a simples curiosidade e para experimentar os Espíritos, têm o poder de afastar os bons Espíritos. (06)
Existem certas questões feitas aos Espíritos superiores que só excepcionalmente eles se prestam a responder. Citaremos as principais:
a) Perguntas sobre o futuro - geralmente, a anunciação de fatos que ocorrerão no futuro fica por conta de Espíritos imperfeitos que, na maioria das vezes, se divertem em fazer previsões. Pode ocorrer, porém, que um Espírito superior revele acontecimentos, mas, nesse caso, as previsões visam a uma utilidade geral. "(...) toda predição circunstanciada vos deve ser suspeita. (...)" (07)
Importa saber que há pessoas dotadas da faculdade de se libertarem das influências da matéria , e através da visão espiritual, perceberem os acontecimentos futuros. (08)
b) Perguntas sobre a previsão da morte - Os Espíritos que prevêem a morte de alguém são "(...) Espíritos de mau gosto, (...) que outro fim não têm, senão gozar com o medo que causam. (...)" (09) No entanto, o Espirito pode desprender-se do corpo físico e prever sua desencarnação. (10)
c) Perguntas sobre existências passadas - com relação às existências passadas, "(...) Deus algumas vezes permite que elas (...) sejam reveladas, conforme o objetivo. Se for para a vossa edificação e instrução, as revelações serão verdadeiras e, nesse caso, feitas quase sempre espontaneamente e de modo inteiramente imprevisto. Ele, porem, não o permite nunca para satisfação de vã curiosidade. (...)" (11) Com relação a existências futuras nada nos é dado conhecer porque estará na dependência dos nossos atos presentes, como encarnados, e das resoluções que tomarmos, quando desencarnados. (12)
d) Perguntas sobre interesses morais e materiais - Os bons Espíritos sempre nos aconselham para o bem. Os Espíritos familiares, em geral, podem até nos aconselhar em assuntos privados ou favorecer nossos interesses materiais, de acordo com o objetivo ou as circunstancias. Deve-se levar em conta porém, que nem sempre os Espíritos familiares são superiores embora podendo, ate, dar-nos bons conselhos. O importante é sabermos que "(...) os nossos Espíritos protetores podem, em muitas circunstâncias, indicar-nos o melhor caminho, sem, entretanto, nos conduzirem pela mão (...)." (13)
Existe um numero muito grande de perguntas que são simpáticas tanto aos Espíritos adiantados, quanto aos atrasados, assim como existem aquelas que desagradam a uns e outros.
Uma coisa, no entanto, e certíssima: os Espíritos superiores sempre respondem a questões que dizem respeito à melhoria, ao bem-estar, à paz e ao progresso das criaturas. Estão sempre dispostos a nos auxiliarem è a nos ampararem. Só aconselham para o bem, e estão sempre preocupados e ocupados em trabalhos que proporcionam o progresso da Humanidade.

ANEXO 01

MÉTODO DO DIÁLOGO ( TÉCNICA DO DIÁLOGO)

CONCEITO
O método do diálogo consiste na interpelação mútua entre duas pessoas, a respeito de um tema previamente combinado. usando o sistema de perguntas e respostas, frente à classe, que, posteriormente, também participará com interpelações dirigidas a ambos os dialogadores.
Assim, o método do diálogo é, essencialmente, conversa entre duas pessoas competentes, que discorrerão diante da classe, em tom amigável, mas profunda e comunicativamente, a respeito de um tema específico de interesse de todos
As pessoas que entabularão o diálogo podem ser dois especialistas para isso convidados, ou mesmo dois educandos adequadamente orientados.
O diálogo deve ser o mais informal e espontâneo possível, mas, para que não haja dispersão, é bom que siga um esquema previsto. Evidentemente, este esquema deve ser bastante flexível; contudo constituir-se-á em roteiro quanto aos aspectos essenciais do tema a ser abordado.
OBJETIVOS
Os objetivos do método do dialogo podem ser expressos da seguinte maneira:
a) tornar bem informal a maneira do abordar um tema
b) permitir o confronto direto entre dois entendidos, a fim da que idéias. Conceitos e experiências sejam melhor e mais objetivamente apreciados;
c) aproveitar os conhecimentos de pessoas cultas, mas não oradoras, que poderão prestar a sua contribuição. em conversa informal;
d) possibilitar reflexão eficaz entre duas pessoas;
a) repartir entre duas pessoas a responsabilidade da apresentação de um tema.

DESENVOLVIMENTO
01 . Participantes:
Os participantes do método do dialogo são: coordenador, dois dialogadores e platéia.
a) Coordenador
Pode ser o professor ou mesmo um educando.
Compete ao coordenador fazer um levantamento junto a classe para saber os aspectos de maior interesse do tema a ser tratado, assim como - as duvidas que ele suscita. Com base nesses informes, o coordenador prepara uma espécie de agenda, que irá apresentando aos dialogadores, para Ihes fornecer os motivos para o dialogo.
O coordenador põe os dialogadores a par dos interesses e necessidades da classe quanto ao tema a ser !ratado, de maneira que eles se comporem o mais objetivamente possível durante o diálogo.

b) Dois dialogadores
Os dialogadores, como foi visto, devem ser pessoas versadas no lema de que vão tratar.
Deverão ter boa dicção e falar em tom adequado, a fim de que sejam ouvidos e compreendidos por todos. Devem evitar fazer discursos ou longas digressões, visando demonstrar cultura. Devem, sim, ir diretamente ao assunto das questões propostas, em linguagem simples, direta e compreensível, explicando adequadamente sempre que tenham de empregar algum termo técnico.
c) Platéia
No caso presente, e uma classe.
Esta deve manter-se em silêncio durante o desenrolar do diálogo entre os dois especialistas Poderá, durante o diálogo, ir tomando nota do pontos para os quais desejaria esclarecimento quando o diálogo for encerrado. As perguntas a serem feitas aos dialogadores podem ser formuladas individualmente ou em grupo , pelos educandos.
A classe pode continuar discutindo o assunto, principalmente com base nos informes trazidos pelos dialogadores, após o encerramento da sessão
DISPOSIÇÃO DOS PARTICIPANTES
Os gráficos abaixo ilustrarão a disposição dos participantes do método do diálogo, quando este se realiza diante de pequeno e de grande grupo.

Disposição para grupo grande.
O coordenador e dialogadores de frente para a platéia.

Disposição para pequenos grupos.
Platéia forma semicírculo à frente dos dialogadores e coordenador.

REALIZAÇÃO
O método do diálogo pode ter o seguinte desenvolvimento, através de sete fases:
a) o professor e a classe determinam um tema necessitado de maiores esclarecimentos ou aprofundamento. Os dialogadores poderão ser duas pessoas, versadas no assunto, pertencentes ou não a escola. Poderão ser, também, dois educandos, adequadamente orientados pelo professor, a fim de se prepararem em conhecimentos e atitudes para dialogadores... O coordenador será professor ou mesmo um educando. Quer seja professor ou educando o coordenador, terá de fazer uma pesquisa junto à classe para sentir os pontos mais duvidosos do toma. Só então elaborará as perguntas que servirão de roteiro pata o diálogo;
b) no dia marcado para o diálogo, o coordenador abre a sessão, expondo em linhas gerais o tema em foco e o motivo da sessão e apresenta à classe os dialogadores. A seguir, formula a primeira pergunta aos dialogadores, que passam a discuti-la entra si e para a classe;
c) terminado o roteiro das questões a serem tratadas' o coordenador faz uma súmula do que se passou e convida a classe a formular perguntas aos dialogadores, oralmente ou por escrito. Como já foi visto, as perguntas podem ser formuladas individualmente ou em grupo. Interessante é conceder-se alguns minutos para a classe formular adequadamente as suas perguntas, que serão atendidas pelos dialogadores;
d) Esgotado o tempo de participação da classe, o coordenador agradece a participação dos dialogadores, a atenção da classe, e encerra a sessão
e) será interessante que a classe organize uma discussão para que entre os educandos e com a possível assistência do professor, sejam consideradas as contribuições que os dialogadores tenham trazido;

AVALIAÇÃO

O trabalho será considerado satisfatório se os alunos aproveitarem os conhecimentos de pessoas entendidas no assunto e formularem aos dialogadores perguntas interessantes e procedentes

(*) NËRICI, Imídeo Guisepe. Metodologia do Ensino: uma introdução. 2 ed. São Paulo. Atlas, 1981. Pag. 212-215