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PROGRAMA III

ROTEIRO 17

LEI DE DESTRUIÇÃO
FLAGELOS DESTRUIDORES: GUERRAS

OBJETIVOS ESPECÍFICOS.
1) Descrever os tipos de flagelos destruidores.
2) Interpretar a importância dos flagelos destruidores para a humanidade.
3) Analisar quais as conseqüências morais das guerras

IDÉIAS PRINCIPAIS.
Os flagelos destruidores são de dois tipos: os naturais e os provocados pelos homens "(...) Na primeira linha dos flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, devem ser colocados a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais às produções da terra. Não tem, porém, o homem encontrado na Ciência, nas obras arte, no aperfeiçoamento da agricultura, nos afolhamentos e nas de irrigações, no estudo das condições higiênicas, meios de impedir, ou, quando menos, de atenuar muitos desastres? (...) Que não fará o homem pelo seu bem-estar material (...) quando souber aliar o sentimento de verdadeira caridade para com os seus semelhantes?"(03)
Deus fere a Humanidade com flagelos destruidores para (...) fazë la progredir mais depressa.(...) (04)
O homem é impelido à guerra pela "predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e trasbordamento das paixões (...) (04)
Providência torna necessária a guerra objetivando "a liberdade e o progresso". (03)

FONTES DE CONSULTA.

BÁSICAS

01 - KARDEC Allan. O Livro dos Espíritos. rad. de Guillon Ribeiro. 57 ed. Rio de Janeiro, FEB, 1985, perg. 737
02 - Op. cit. perg. 738, p.349
03 - Op. cit. perg. 741
04 - Op. cit. perg. 742
05 - Op. cit. perg. 744
06 - São chegados os tempos. In A Gênese. Trad. Guillon Ribeiro. 25. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1982, item 9.

COMPLEMENTARES

07 - CALLIGARIS, Rodolfo. As expiações coletivas. In Páginas de Espiritismo Cristão. 2 ed. Rio de janeiro, FEB, 1983, pp 47-50
08 - DENIS, Léon. A dor. In. O problema do Ser, do Destino e da Dor. 11 ed. Rio de Janeiro, FEB, 1979, pp 371-372.

FLAGELOS DESTRUIDORES: GUERRAS

Tudo o que vive neste mundo, natureza , animal, homem, sofre e, todavia, o amor é a lei do Universo e por amor foi que Deus formou os seres. Contradição aparentemente horrível, problema angustioso, que perturbou tantos pensadores e os levou á dúvida a ao pessimismo.
O animal está sujeito a luta ardente pela vida. Entre as ervas do prado, as folhas e a ramaria dos bosques, nos ares, no seio das águas, por toda parte desenrolam-se dramas ignorados.(...)
Quanto a humanidade, sua história não é mais do que um longo martirológio. Através dos tempos, por cima dos séculos, rola a triste melopéia dos sofrimentos humanos.(...)
A dor segue todos os nossos passos; espreita-nos em todas as voltas do caminho. E diante desta esfinge que o fita com seu olhar estranho, o homem faz a eterna pergunta: Por que existe a dor?(...)
Fundamentalmente considerada, a dor é uma lei de equilíbrio e educação.(...)"(08)
Neste sentido, os flagelos destruidores são permitidos por Deus para que a humanidade possa "progredir mais depressa".(1) Aliás, apalavra flagelo geralmente é interpretada como algo prejudicial, quando, na realidade, representa o meio pelo qual as transformações necessárias ao progresso humano se realizam mais rapidamente.(01)
É bem verdade que existem outros processos, menos rigorosos, para fazerem os homens progredirem e Deus "(...) os emprega todos os dias, pois deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. O homem, porém, não se aproveita desses meios. Necessário portanto, se torna que seja castigado no seu orgulho e que se faça sentir a sua fraqueza.(...)"(02)
E com o abatimento do orgulho"(...) a Humanidade se transforma, como já se transformou noutras épocas, e cada transformação se assinala por uma crise que é, para e gênero humano, o que são, para os indivíduos, as crises de crescimento. Aquelas se tornam, muitas vezes, penosas, dolorosas, e arrebatam consigo as gerações e as instituições, mas são sempre seguidas de uma fase de progresso material e moral. (...)"(06)
Quando os flagelos naturais, tais como cataclismos, enchentes, fome, epidemias de doenças e de pragas em plantações, a seca, os terremotos e maremotos, as erupções vulcânicas, os ciclones, etc., se abatem sobre a humanidade, muitos se revoltam com Deus, perdendo oportunidades valiosas de compreender o significado de tais acontecimentos.
"A lei do carma ou de Causa e Efeito exerce sua influência inelutável não só sobre os homens, individualmente, como sobre os grupos sociais.
Assim, por exemplo, quando uma família, nação ou raça busca algo que lhe traga maiores satisfações, esforça-se por melhorar suas condições de vida ou adota medidas que visem acelerar o seu desenvolvimento, sem prejudicar ou fazer mal a outrem, está contribuindo, de alguma forma, para a evolução da Humanidade, e isto é bom. Receberá, então novas e mais amplas oportunidades de trabalho e progresso, conduzindo os elementos que a constituem a níveis cada vez mais elevados.(...)"(07)<p>
Se, porém, procede ao contrário,"(...) mais cedo ou mais tarde sofrerá a perda de tudo aquilo que adquiriu injustamente, em circunstâncias mais ou menos trágicas e aflitivas, segundo o grau de malícia e crueldade que lhe tenha caracterizado as ações.(...)(08)
É assim que mais tarde, em outras existências planetárias, são chamados a expiações coletivas ou individuais, sob a forma de flagelos destruidores.
Acontece , porém, que "(...) muitos flagelos resultam da imprevidência do homem. A medida que adquire conhecimentos e experiência, ele os vai conjurar, isto é, prevenir, se lhes sabe pesquisar as causas. Contudo, entre os males que afligem a Humanidade, alguns há de caráter geral, que estão nos decretos da Providência e dos quais cada indivíduo recebe, mais ou menos, o contragolpe. A esses nada pode o homem opor, a não ser a submissão a vontade de Deus. Esses mesmos males, entretanto, ele muitas vezes os agrava pela sua negligência.
Na primeira linha dos flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, devem ser colocados a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais as produções da terra.(...)(03)
Enfrentando esses flagelos, o homem é impulsionado por força da necessidade, buscando soluções para se libertar do mal que o ataca. É por isso que a dor torna-se um processo, um meio de equilíbrio e educação, como assinalamos acima.
Mesmo as guerras, que nada mais representam do que a "predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e transbordamento de paixões"(04), geram " a liberdade e o progresso"(05) da Humanidade.
Deus permite que haja a guerra e todas as suas funestas conseqüências, para que o homem, ao contato com a dor, se liberte, por um lado, do seu passado de erros, e burile, por outro, as tendências más que ainda o fazem manter-se em atraso moral.

QUESTIONÁRIO

01. De que maneira os flagelos naturais contribuem para a evolução da Humanidade?
02 Que benefícios, físicos e morais, os flagelos destruidores trazem para o homem."
03. Como pode o homem se precaver contra os flagelos?
04. Não haveria uma certa injustiça nos flagelos destruidores, já que neles sucumbem homens bons e maus? Justifique.
05, Por que ainda existem guerras em nosso planeta?
06. Que contribuição podemos dar em prol da paz mundial?
07. Qual o significado espirita de dor?
08. Qual a diferença entre flagelos naturais e os provocados pelo homem?
09. Explique porque as expiações coletivas podem representar resgate de faltas passadas.
10. Justifique a afirmativa: "Fundamentalmente considerada, a dor é uma lei de equilíbrio e educação"
11. Além da dor, existem outros meios de progresso humano? Quais?