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PROGRAMA III

ROTEIRO 18

LEI DE CONSERVAÇÃO
INSTINTOS E MEIOS DE CONSERVAÇÃO

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
1) Conceituar instinto e inteligência
2) Estabelecer a diferença entre instinto e inteligência.
3) Explicar o que é instinto de conservação e qual a sua finalidade.

IDÉIAS PRINCIPAIS.
"(...) O instinto é a força oculta que solicita os seres orgânicos a atos espontâneos e involuntários, tendo em vista a conservação deles. (...)" (01)
"A inteligência se revela por atos voluntários, refletidos, premeditados, combinados de acordo com a oportunidade das circunstâncias. (...j" (02)
"É da lei da Natureza o instinto de conservação. (...) Todos os seres vivos o possuem, qualquer que seja o grau de sua inteligência.
(03)
O instinto de conservação é necessário porque "(...) todos têm. que concorrer para o cumprimento dos desígnios da Providência. Por isso foi que Deus lhes deu a necessidade de viver. (...)" (04)

FONTES DE CONSULTA

BÁSICAS

01 - KARDEC, Allan. O bem e o mal. in. A Gênese. Trad. Guillon Ribeiro, 25 ed. Rio de Janeiro, FEB, 1982, item 11.
02 - Op. cit., item 12.
03 - O Livro dos Espíritos. . Trad. Guillon Ribeiro. 57 ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983, perg. 702
04 - Op. cit., perg. 703.

INSTINTOS E MEIOS DE CONSERVAÇÃO

Em suas primeiras manifestações no plano físico, através de experiências sucessivas em organismos progressivamente mais complexos, o Espírito automatizou reações aos impulsos exteriores, gravando-as em seu perispírito, de modo a melhor adequar-se ao meio ambiente. Essas ações reflexas incorporaram-se, dessa maneira, ao patrimônio perispiritual do ser e se manifestam no vegetal, no animal e no homem através de atos espontâneos e involuntários, que tem, em geral, uma finalidade útil tanto para o ser que os realiza quanto para sua espécie. Podemos identificar esses atos no movimento da planta que se volta na direção dos raios solares, na arte com que a aranha tece sua teia para capturar os insetos de que se nutre, ou no ato da sucção através do qual o bebê se alimenta.
Esses atos inconscientes são o resultado, portanto, do mecanismo coordenado e cada vez mais complexo das ações reflexas, a que denominamos instintos. No vegetal, a estruturação desse mecanismo está em seus primórdios, no animal manifesta-se plenamente e no homem sofre a ação da inteligência, que lhe altera e aperfeiçoa as manifestações.
Podemos, assim, traçar uma demarcação bem nítida entre instinto e inteligência: "(...) O instinto é a força oculta que solicita os seres orgânicos a atos espontâneos e involuntários, tendo em vista a conservação deles. Nos atos instintivos não há reflexão, nem combinação, nem premeditação. É assim que a planta procura o ar, se volta para a luz, dirige suas raízes para a água e para a terra nutriente; que a flor se abre e fecha alternativamente, conforme se lhe faz necessário(...) É pelo instinto que os animais são avisados do que lhes convém ou prejudica; que buscam, conforme a estação, os climas propícios(...). No homem, só em começo da vida o instinto domina com exclusividade; é por instinto que a criança faz os primeiros movimentos, que toma o alimento, que grita para exprimir as suas necessidades, que imita o som da voz, que tenta falar e andar. No próprio adulto, certos atos são instintivos, tais como os movimentos expontâneos para evitar um risco, para fugir a um perigo, para manter o equilíbrio do corpo; tal ainda o piscar das pálpebras para moderar o brilho da luz, o abrir maquinal da boca para respirar, etc. " (01)
Já "a inteligência se revela por atos voluntários, premeditados, combinados, de acordo com a oportunidade das circunstâncias. (...)
Todo ato maquinal é instintivo; o ato que denota reflexão, combinação, deliberação é inteligente. Um é livre, o outro não o é (...) (02)
Um dos mais perfeitos atos instintivos é o de viver. O instinto de conservação é, por isto mesmo, uma lei da Natureza. E "(...) todos os seres vivos o possuem. qualquer que seja o grau de sua inteligência. Em uns, é puramente maquinal, raciocinado em outros".(03
O instinto de conservação é outorgado por Deus às suas criaturas "porque tem que concorrer para cumprimento dos desígnios da Providência. Por isso foi que Deus lhes deu a necessidade de viver. Acresce que a vida é necessária ao aperfeiçoamento dos seres. Eles o sentem instintivamente, sem disso se aperceberem"(4).
O despertar da necessidade de viver tem por finalidade a manutenção da vida orgânica, necessária ao desenvolvimento físico e moral dos seres, bem como à realização das tarefas de colaboração com a obra divina que Deus, em Sua sabedoria, concedeu a cada um como oportunidade de crescimento para o Bem. O instinto de conservação, portanto, se constitui em mais um dos eficientes instrumentos naturais que cooperam em favos do mecanismo evolutivo dos seres da criação.