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PROGRAMA VI

ROTEIRO 18

A PERFEIÇÃO MORAL
OS CARACTERES DA PERFEIÇÃO, OBSTÁCULOS À PERFEIÇÃO


OBJETIVOS ESPECÍFlCOS
Citar os caracteres da perfeição, explicando como atingi-la.
Dar a diferença entre vícios e paixões, explicando porque ambos são obstáculos ao progresso humano.

IDÉIAS PRINCIPAIS
"(...) a essência da perfeição é a caridade na sua mais ampla acepção, porque implica a prática de todas as outras virtudes. (...)"(02)
"(...) A educação, convenientemente entendida, constitui a chave do progresso moral. (...)" (10)
Os vícios são sentimentos contrários às virtudes". (...) A virtude, no mais alto grau, e o conjunto de todas as qualidades essenciais que constituem o homem de bem. (...)" (04) "(...) A paixão propriamente dita é a exageração de uma necessidade ou de um sentimento. (...)"(09) E tudo aquilo que impede ou dificulta a realização do bem torna-se obstáculo à evolução humana.

FONTES DE CONSULTA

BÁSICAS
01. KARDEC, Allan. Sede Perfeitos. In: –. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Trad. de Guillon Ribeiro, 87. Ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983, Item 02, p. 283
02. Op. Cit., item 02, p. 2S4.
03. Op. Cit., Item 03, p. 284
04. Op. Cit., Item 08, p. 291
05. –. Da Perfeição Moral. In: –. O Livro dos Espíritos . Trad. de Guillon Ribeiro, 57. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983 . Questão 893, p. 411.
06. Op. Cit., Questão 895, p. 412.
07. Op. Cit., Questão 896, p. 412.
08. Op. Cit., Questão 907, p. 417.
09. Op. Cit., Questão 908, p. 417.
10. Op. Cit., Questão 917, p. 421.
11. Op. Cit., Questão 918.

COMPLEMENTARES
12. XAVIER. Francisco Cândido. O homem bom. In : –. Religião dos Espíritos. Pelo Espirito Emmanuel. 4. ~d. Rio de Janeiro, FEB. 1978.,p. 124

OS CARACTERES DA PERFEIÇÃO OBSTÁCULOS A PERFEIÇÃO

Quando se fala em perfeição humana, cogita-se de uma perfeição relativa e não absoluta, porque somente "(...) Deus possui a perfeição infinita em todas as coisas (...). Se à criatura fosse dado ser tão perfeita quanto o Criador tornar-se-ia igual a este o que -é inadmissível. (...)" (01)
A perfeição humana, segundo Jesus, consiste "(...) Em amarmos os nossos inimigos em fazermos o bem aos que nos odeiam em orarmos pelos que nos perseguem. Mostra ele desse modo que a essência da perfeição é a caridade na sua mais ampla acepção porque implica a prática de todas as outras virtudes. (...)" (02)
E "(...) Toda virtude tem seu mérito próprio, porque todas indicam progresso na senda do bem. Há virtude sempre que há resistência voluntária ao arrastamento dos maus pendores. A sublimidade da virtude, porém, está no sacrifício do interesse pessoal, pelo bem do próximo, sem pensamento oculto. A mais meritória é a que assenta na mais desinteressada caridade. (...)" (05)
Por alguns indícios reconhece-se a imperfeição espiritual. Um deles é "(...) o interesse pessoal. (...) O verdadeiro desinteresse é coisa ainda tão rara na Terra que, quando se patenteia, todos o admiram como se fora um fenômeno.
O apego às coisas materiais constitui sinal notário de inferioridade, porque, quanto mais se aferrar aos bens deste mundo, tanto menos compreende o homem o seu destino. Pelo desinteresse, ao contrário , demonstra que encara de um ponto mais elevado o futuro. (...)" (06)
E bom que não se confunda desinteresse aos bens materiais com prodigalidade. "(...) O desinteresse é uma virtude, mas a prodigalidade irrefletida constitui sempre, pelo menos, falta de juízo. (...)" (07)
Tornar-se um homem de bem e o primeiro passo para quem deseje alcançar a perfeição, porque "'(...) Verdadeiramente, homem de bem é o que pratica a lei de justiça, amor e caridade, na sua maior pureza (11)
O homem bom usa sempre de compreensão e de misericórdia para com o próximo.(12)
Louváveis esforços indubitavelmente se empregam para fazer que a Humanidade progrida. Os bons sentimentos são animados, estimulados e honrados mais do que em qualquer outra época. Entretanto, o egoísmo, verme roedor, continua a ser a chaga social. É um mal real que se alastra por todo o mundo e do qual cada homem é mais ou menos vítima. Cumpre, pois, combatê-lo, como se combate uma enfermidade epidêmica. (10)
Além de combater os vícios que ainda lhe são característicos, deve o Espírito imperfeito lutar contra qualquer subjugação pelas paixões. Aliás, é conveniente fazer uma distinção entre vício e paixão. Tudo o que é contrário ã virtude é vício, por exemplo, o egoísmo, o orgulho, a vaidade, o exibicionismo a ira a maledicência, a hipocrisia, a avareza, o ciúme, a inveja, a preguiça etc. e os vícios que geram dependência física e psíquica.
Essencialmente a paixão não deveria ser um mal, já que, por definirão, a paixão é (...) o excesso de que se acresceu a vontade, visto que o princípio que lhe dá origem foi posto no homem para o bem, tanto que as paixões podem levá-lo à realização de grandes coisas. O abuso que delas se faz é que causa o mal. (...)" (08)
"(...) As paixões são como um corcel (*), que só tem utilidade quando governado e que se torna perigoso desde que passe a governar. (...)
As paixões são alavancas que decuplicam as forças do homem e o auxiliam na execução dos desígnios da Providencia. Mas, se, em vez de as dirigir, deixa que elas o dirijam, cai o homem nos excessos e a própria força que, manejada pelas suas mãos, poderia produzir o bem, contra ele
se volta e o esmaga"(...).
A paixão, propriamente dita, é a exageração de uma necessidade ou de um sentimento. (...)" (09)
Compreendemos, portanto, que combatendo os vícios e não se deixando dominar pelas paixões, o homem consegue caminhar em direção ã perfeição. Evidentemente, que isto não e tarefa que se realizará de um momento para outro. "(...) Conhecidas as causas, o remédio se apresentará por si mesmo. Só restará então destruí-las , senão totalmente, de uma só vez, ao menos parcialmente, (...). Poderá ser longa a cura, porque numerosas são as causas, mas não é impossível. Contudo, ela só se obterá se o mal for atacado em sua raiz, isto é, pela educação, não por essa educação que tende a fazer homens instruídos, mas pela que tende a fazer homens de bem. A educação, convenientemente entendida, constitui a chave do progresso moral. Quando se conhecer a arte de manejar os caracteres, como se conhece a de manejar as inteligências, conseguir-se-á corrigi-los, do mesmo modo que se aprumam plantas novas. Essa arte, porém, exige muito tato, muita experiência e profunda observação. (...)" (10)I

GLOSSÁRIO
Corcel – cavalo veloz; cavalo de batalha

ANEXO I

SUGESTÕES DE PERGUNTAS A SEREM FORMULADAS AOS DIALOGADORES

01. Que diferença há entre virtude e dever?
02. Qual os sinais característicos da imperfeição?
03. Quais os caracteres da perfeição?
04. Como poderemos atingir a perfeição?
05. Dê a distinção entre vícios e paixões?
06. Existem diferenças entre paixões prejudiciais e não prejudiciais?
07. Qual o maior obstáculo à perfeição? Como combatê-lo?