Make your own free website on Tripod.com
PROGRAMA III

ROTEIRO 19

LEI DE CONSERVAÇÃO
O NECESSÁRIO E O SUPÉRFLUO

OBJETIVOS ESPECÍFICOS.
1) Estabelecer uma comparação entre o necessário e o supérfluo para o homem.
2) Citar os meios utilizados pelo homem para preservar e/ou ampliar o bem estar social.

IDÉIAS PRINCIPAIS.
"(...) Não fora possível que Deus criasse para o homem a necessidade de viver sem lhe dar os meios de consegui-lo. Essa a razão por que faz que a 'Terra produza de modo a proporcionar o necessário aos que a habitam, visto que só o necessário é útil. O supérfluo nunca o é " (02)
"(...) Graças aos louváveis esforços que, juntos, a Filantropia e a Ciência não cessam de despender, para melhorar a condição material dos homens e mau grado ao crescimento incessante das populações, a insuficiência da produção se acha atenuada, pelo menos em grande parte, e os anos mais calamitosos do presente não se podem de modo algum comparar aos de outrora. (...)" (04)

FONTES DE CONSULTA

BÁSICAS

Q1. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Trad. de Guillon Ribeiro. 57. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983. Perg. 703.
02. Op. cit., perg. 704, pp. 337-338.
03. Op. cit., perg. 705.
04. Op. cit., perg. 707, p. 339.
05. Op. cit., perg. 717.

O NECESSÁRIO E O SUPÉRFLUO

"(...)Todos tem que concorrer para cumprimento dos desígnios da Providência. Por isso foi que Deus lhes deu a necessidade de viver (...)" .(01), já que a vida é essencial ao aperfeiçoamento dos seres.
Ao lado da necessidade de viver, Deus deu, também, ao homem os meios para suprir esta necessidade. "(...) Essa a razão por que faz que a terra produza de modo a proporcionar o necessário aos que a habitam, visto que só o necessário é útil. O supérfluo nunca o é."(02)
No entanto, em suas experiências evolutivas, os homens passam, muitas vezes, por privações a situações difíceis , nas quais lhes falta até mesmo o essencial à sobrevivência. Devemos considerar que tal situação extrema geralmente ocorre por imprevidência do homem. "(...) A terra produziria sempre o necessário, se com o necessário soubesse o homem contentar-se. Se o que ela produz não lhe basta a todas as necessidades, é que ele emprega no supérfluo o que poderia ser aplicado no necessário. Olha o árabe no deserto. Acha sempre de que viver, porque não cria para si necessidades fictícias. Desde que haja desperdiçado a metade dos produtos em satisfazer fantasias, que motivos tem o homem para se espantar de nada encontrar no dia seguinte e para se queixar de estar desprovido de tudo quando chegam os dias de penúria? Em verdade vos digo, imprevidente não é a Natureza, é o homem, que não sabe regrar o seu viver."(03)
"(...) Se é certo que a civilização multiplica as necessidades, também o é que multiplica as fontes de trabalho a os meios de viver.(...). A desgraça, para muitos, provém de enveredarem por uma senda diversa da que a Natureza lhes traça. É então que lhes falece a inteligência para o bom êxito. Para todos há lugar ao Sol, mas com a condição de que cada um ocupe o seu e não o dos outros. A Natureza não pode ser responsável pelos defeitos da organização social, nem pelas conseqüências da ambição e do amor-próprio.(...)"(04)
Vários são os meios empregados pelo homem para preservar ou ampliar o seu bem estar social. Mesmo que para muitos pareça que não tem havido progresso, o certo é que a Humanidade tem evoluído."(...) Graças aos louváveis esforços que, juntas, a Filantropia e a Ciência não cessam de despender para melhorar a condição material dos homens e mau grado ao crescimento incessante das populações , a insuficiência da produção se acha atenuada, pelo menos em grande parte, e os anos mais calamitosos do presente não se podem de modo algum comparar aos de outrora. A higiene pública , elemento tão essencial da força e da saúde, a higiene pública que nossos pais não conheceram, é objeto de esclarecida solicitude.(...) Por toda parte a Ciência contribui para acrescer o bem-estar.(...)"(04)
"(...) Nada tem de absoluto o limite entre o necessário e o supérfluo. A civilização criou necessidades que o selvagem desconhece (...) Tudo é relativo, cabendo à razão regrar as coisas. A civilização desenvolve o senso moral e, ao mesmo tempo, o sentimento de caridade, que leva os homens a se prestarem mútuo apoio (...)(05)<p>
O gosto pelo supérfluo é, assim, prejudicial ao homem. Os desregramentos que provoca fazem com que a natureza animal tenha preponderância sobre a natureza espiritual. Nessas condições, o atrativo dos bens materiais também funciona como prova para o espírito que vivência as oportunidades do mundo físico. Para bem conduzir-se na esfera carnal, o homem deve conhecer o limite entre o necessário e o supérfluo. Algumas pessoas ainda requerem seguidas experiências e grande esforço para adquirir esse conhecimento. Outras o tem por intuição das conquistas efetivadas em vidas pregressas.
Deve ser esclarecido, a esse respeito, que o limite do necessário não é exato e absoluto, pois, em realidade, é relativo às condições de vida proporcionadas pelos avanços da Civilização, que criam novas necessidades. Pode-se dizer, contudo, que são essenciais aos homens todos os bens de relevância para sua sobrevivência, para que desfrutem de relativo conforto e possam participar da vivência social. São supérfluos todos os bens que servem a outras finalidades, tais como o luxo e a satisfação do orgulho, assim como os que acumulados, improdutivos, nas mãos de poucos, fazem falta a muitos.
Cabe portanto, ao indivíduo, as instituições e aos Governos desenvolver esforços no sentido de estender a todos, sem exceção, os benefícios decorrentes da melhoria do padrão de vida humano, originados dos progressos de civilização, de modo a atenuar as desigualdades sociais.
Para garantir o cumprimento dessa tarefa, assegurando o bem estar a todos os homens, são necessários investimentos nos setores da saúde, alimentação, habitação, acesso aos meios de comunicação e, em especial, educação - compreendida em seu sentido mais amplo de formação intelectual, social, moral e espiritual do ser, as conquistas da ciência e do conhecimento humano, como um todo, possibilitando à humanidade ampliar o bem-estar social.