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PROGRAMA IV

ROTEIRO 19

RETORNO À VIDA ESPIRITUAL
PERTURBAÇÃO ESPIRITUAL

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Explicar o que é perturbação espiritual.
Relatar qual o estado do Espirito que desencarna através de morte violenta.
Esclarecer por que a perturbação espiritual varia de pessoa para pessoa

IDÉIAS PRINCIPAIS
A perturbação espiritual ocorre na transição da vida corporal para a espiritual (...). Nesse instante a alma experimenta um torpor que paralisa momentaneamente as suas faculdades, neutralizando, ao menos em parte, as sensações. (...) A perturbação pode, pois, ser considerada o estado normal no instante da morte, e perdurar por tempo indetermina do, variando de algumas horas a alguns anos. (...)" (03)

"O último alento quase nunca e doloroso, uma vez que ordinariamente ocorre em momento de inconsciência, mas a alma sofre antes dele a desagregação da matéria, nos estertores da agonia, e, depois, as angustias da perturbação. (...)" (04)

"Na morte violentas sensações não são precisamente as mesmas.(...) Nestas condições, o desprendimento só começa depois da morte, e não pode completar-se rapidamente. O Espirito, colhido de improviso, fica como que aturdido e sente, e pensa, e acredita-se vivo, prolongando-se esta ilusão até que compreenda o seu estado. (...)" (05)

A perturbação apôs a desencarnação varia de Espirito para Espirito porquê -"(...) depende da elevação de cada um.(...)" (01)

FONTES DE CONSULTA

BÁSICAS
01 - KARDEC, Allan. Da Volta do Espirito, Extinta a Vida Corpórea, à Vida Espiritual. In: - . O Livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro. 57. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983. Parte 2ª, questão 164, p. 117-118.
02 - Op. cit., questão; 165,;p. 118-119.
03 - O Passamento. In: - . O Céu e o Inferno.- Trad. de: Manuel Justianiano Quintão. 29. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1982. Parte 2ª, item 6, p. 158-169.
04 - Op. cit., item 7, p. 169.
05 - Op. cit., item 12, p. 171-172.
06 - Op. cit., item 13, p. 172.

COMPLEMENTARES
07 - FRANCO, Divaldo Pereira. Vida no além-túmulo. In: No Limiar do Infinito. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador, Livraria Espírita Alvorada Editora, 1977. p. 102-104.

PERTURBAÇÃO ESPIRITUAL

"(...) Por ocasião da morte, tudo, a principio, é confuso.
De algum tempo precisa a alma para entrar no conhecimento de si mesma. Ela se acha como que aturdida, no estado de uma pessoa que despertou de profundo sono e procura orientar-se sobre a sua situação. A lucidez das idéias e a memória do passado lhes voltam, a medida que se apaga a influência da matéria que ela acaba de abandonar, e à medida que se dissipa a espécie de névoa que lhe obscurece os pensamentos.
Muito variável é o tempo que dura a perturbação que se segue à morte. Pode ser de algumas horas, como também de muitos meses e até de muitos anos. Aqueles que, desde quando ainda viviam na Terra, se identificaram com o estado futuro que os aguardava, são os em quem menos longa ela é, porque esses compreendem imediatamente a posição em que se encontram (...)." (02)
''(...) O processo de desprendimento espiritual e lento ou ;` demorado, conforme o temperamento, o caráter moral e as aquisições espirituais de cada ser.
Não ocorrem duas encarnações que sejam iguais.
Cada um desperta ou se demora na perturbação consoante as características próprias de sua personalidade.
Nesse particular o comportamento religioso exerce uma fundamental importância. Aqueles que se fixaram às ideais niilistas, materialistas, hibernam-se, não raro, como a fugir da realidade num bloqueio inconsciente de longo porte que os atormenta em forma de pesadelos infelizes, de que se não conseguem facilmente libertar. Tendo agasalhada a idéia do nada, deperecem e se exaurem em agonia superlativa, sem que se permitam alivio, nas regiões frias e temerosas a que são arrastados por natural processo de sintonia mental, quando não acompanham, estarrecidos, a decomposição do corpo a que se agarram, tentando restabelecer-lhe os movimentos, em luta inglória, avassaladora ...
'' Os que cultivaram as religiões simplistas, que prometiam os céus a golpes de facilidade e oportunismo, são surpreendidos por uma realidade bem diversa com que não contavam...
Os que agasalhavam idéias esdrúxulas fazem-se vitimas de horrores e alucinações lamentáveis que os desnorteiam por tempo indeterminado.
Os suicida:, graças aos atenuantes ou agravantes que os se
lecionam automaticamente, descobrem em inditoso despertar a não existência da morte (...).
Os que se converteram em destruidores da vida alheia, experimentam as faisões que infligiram e expungem, em intérmina angustia, o acordar da consciência e a sobrecarga dos crimes perpetrados (...) (07)
A perturbação espiritual ocorre, portanto, "na transição da vida corporal para a espiritual (...). Nesse instante a alma experimenta um torpor que paralisa momentaneamente as suas faculdades, neutralizando, ao menos em parte, as sensações. (...) A perturbação pode, pois, ser considerada o estado normal no instante da morte, e perdurar por tempo indeterminado, variando de algumas horas a alguns anos(...) (03)
"O ultimo alento quase nunca e doloroso, uma vez que ordinariamente ocorre em momento de inconsciência (...). (04) No entanto, "na morte violenta as sensações não são precisamente as mesmas. (...) Nestas condições o desprendimento só começa depois da morte e não pode completar-se rapidamente. O Espírito, colhido de improviso, fica como que aturdido e sente, e pensa, e acredita-se vivo, prolongando-se esta ilusão até que compreenda o seu estado. (...)" (05)
Finalmente, concluímos dizendo que "o estado do Espirito por ocasião da morte pode ser assim resumido: tanto maior e o sofrimento, quanto mais lento for o desprendimento do perispírito , a presteza deste desprendimento está na razão direta do adiantamento moral do Espirito; para o Espirito desmaterializado, de consciência pura, a morte e qual um sono breve, isento de agonia, e cujo despertar é suavíssimo'" (06)

NOTA: recomendamos aos interessados pelo assunto a leitura das seguintes obras, entre outras:

Evolução em Dois Mundos, de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, pelo Espirito André Luiz.
A Crise da Morte, de Ernesto Bozzano.
Voltei, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espirito Irmão Jacob.