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PROGRAMA III

ROTEIRO 23

LEI DE IGUALDADE
DESIGUALDADES DAS RIQUEZAS: AS PROVAS DA RIQUEZA E DA MISÉRIA.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS.
1) Esclarecer porque sendo a riquezas e a pobreza difíceis, a riquezas é a mais perigosa.
2) Analisar a luz do espiritismo, a citação evangélica : " É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha
do que entrar um rico no reino do céu. "Mateus 19;24

IDÉIAS PRINCIPAIS.
"(...) A alta posição do homem neste mundo e o ter autoridade sobre os seus semelhantes são provas tão grandes e tão escorregadias como a desgraça, porque, quanto mais rico e poderoso é ele, tanto mais obrigações tem que cumprir e tanto mais abundantes são os meios de que dispõe para fazer o bem e o mal. Deus experimenta
o pobre pela resignação e o rico pelo emprego que dá aos seus bens e ao seu poder. (...)" (03)
"(...) A riqueza e o poder fazem nascer todas as paixões que nos prendem à matéria e nos afastam da perfeição espiritual. Por isso que Jesus disse: "Em verdade vos digo que mais fácil é passar um camelo por um fundo de agulha do que entrar um rico no reino dos
céus." (03)

FONTES DE CONSULTA

BÁSICAS

01 - Kardec, Allan. 0O Livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro. 57. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983, perg. 811.
02.- Op. cit. , perg. 814
03.- Op. cit. , perg. 816
04.- Não se pode servir a Deus e a Mamon. In O Evangelho Segundo o Espiritismo. Trad. Guillon Ribeiro. 87. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983, item 8, pp. 269-270
05 - Op. cit. , item 7, p. 267
06 - Op. cit. , item 7, p. 268
07 - Op. cit. , item 7, p. 269

COMPLEMENTARES

08 - MARTINS PERALVA. Espiritismo e pobreza. In - O Pensamento de Emmanuel.> 2. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1978, p. 50.
 

DESIGUALDADES DAS RIQUEZAS: AS PROVAS DA RIQUEZA E DA MISÉRIA.

A igualdade das riquezas não é possível:"(...)A isso se opõe a diversidade das faculdades e dos caracteres."(01)
Os homens não são iguais. Uns são mais previdentes, outros menos. Uns mais egoístas, Outros menos. Uns mais inteligentes, ativos e trabalhadores, outros menos. Logo, se fosse"(...) a riqueza repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e insuficiente que, supondo efetuada essa repartição, o equilíbrio em pouco tempo estaria desfeito, pela diversidade dos caracteres e das aptidões: que, supondo-a possível e durável, tendo cada um somente com que viver, o resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e para o bem estar da Humanidade: que, admitido desse ela a cada um o necessário, já não haveria o aguilhão que impele os homens às descobertas e aos empreendimentos úteis. Se Deus a concentra em certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade suficiente, de acordo com as necessidades.(...)(04).
Deus concedeu as provas da riqueza, a uns, e da pobreza a outros, "para experimenta-los de modo diferentes. Além disso, como sabeis, essas provas foram escolhidas pelos próprios Espíritos, que nelas, entretanto, sucumbem com freqüência".(02)
Uma das provas mais difíceis, é a da pobreza, quanto o é a da riqueza.
Na primeira, pode sofrer o Espírito a tentação da revolta. Na segunda, a do abuso dos bens da vida, deturpando-lhes os augustos objetivos.(...)
Espíritos realmente evoluídos, ou simplesmente esclarecidos sobre a Lei de Causa e Efeito, podem solicitar a prova da pobreza, como oportunidade para o acrisolamento de qualidade ou a realização de tarefas.
Algumas vezes, o mau uso da riqueza, em precedente existência, leva o Espírito a pedir a condição oposta, com o que espera ressarcir abusos cometidos e por-se a salvo de novas tentações, para as quais não se sinta convenientemente forte.(...)
O livre-arbítrio do homem pode leva-lo à pobreza, sem que se evoquem precedentes espirituais, causas ligadas à pretérito.(...)(8). Como por exemplo, a falta de estímulo para enfrentar os problemas da vida, a preguiça, a imprevidência, que são fatores que podem conduzir o homem ao estado de dificuldades econômicas.
"(...)A pobreza é, para os que a sofrem, a prova da paciência e da resignação: a riqueza é, para os outros, a prova da caridade e da abnegação(...)(04)
"Se a riqueza houvesse de constituir obstáculo absoluto à salvação dos que a possuem, conforme se poderia inferir de certas palavras de Jesus, interpretadas segundo a letra e não segundo o espírito, Deus, que a concede, teria posto nas mãos de alguns um instrumento de perdição, sem apelação nenhuma, idéia que repugna à razão. Sem dúvida, pelos arrastamentos a que dá causa, pelas tentações que gera e pela fascinação que exerce, a riqueza constitui uma prova muito arriscada, mais perigosa do que a miséria. É o supremo excitante do orgulho, do egoísmo e da vida sensual. (...)"(05)
Quando Jesus disse:" É mais fácil que um camelo passe pelo buraco de uma agulha, do que entrar um rico no reino dos céus" (MATEUS, 19:24: MARCOS, 10:25, LUCAS, 18:25) estava se referindo aos males, as tentações a que a riqueza pode conduzir o homem. É errôneo interpretar que o rico não alcança a perfeição; não foi o que Jesus anunciou."(...) Se a riqueza somente males houvesse de produzir, Deus não a teria posto na Terra. Compete ao homem faze-la produzir bem. Se não é um elemento direto de progresso moral, é, sem contestação, poderoso elemento de progresso intelectual.(...)"(06)
Pela riqueza pode o homem melhorar a situação material do Planeta onde vive, melhorar a produção através da relação entre os povos; criar maiores e melhores recursos sociais através do estudo, pesquisa e trabalho. "(...) Com razão, pois, é a riqueza considerada elemento de progresso."(07)
A riqueza favorece as maiores tentações, por isso ser difícil ao rico acesso ao reino dos céus, mas não impossível, pois ele dispõe de inúmeros meios de fazer o bem. Mas, é justamente o que nem sempre faz. Torna-se egoísta, orgulhoso e insaciável. (...)"(3). É por estes fatos que a prova da riqueza, apesar de tão difícil quanto a da pobreza, é mais perigosa para o progresso moral do homem.