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PROGRAMA IV

ROTEIRO 24

PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS.
O FUNDAMENTO DA JUSTIÇA NA REENCARNAÇÃO

OBJETIVOS ESPECÍFICOS.
Justificar a teoria das reencarnações, em contraposição com a unicidade da existência.
Estabelecer diferenças entre a metempsicose dos antigos e a doutrina da reencarnação.

IDÉIAS PRINCIPAIS.
"(...) Se não há reencarnação, só há, evidentemente, uma existência corporal. Se a nossa atual existência corpórea e única, a alma de cada homem foi criada por ocasião do seu nascimento, a menos que se admita a anterioridade da alma (...). Não ha meio termo: ou a alma existia, ou não existia antes do corpo. (...) (02)
"(...) Admitindo, de acordo com a crença vulgar, que a alma nasce com o corpo, (...) perguntamos:
1º - Por que mostra a alma aptidões tão diversas (...)?
2º - Donde vem a aptidão extra normal que muitas crianças em tenra idade revelam (...)?
3º- Donde, em uns, as idéias inatas ou intuitivas (...)?
4º- Donde, em certas crianças, o instinto precoce que revelam para os vícios ou para as virtudes (...)? ~
5º- Por que, abstraindo-se da educação, uns homens são mais adiantados do que outros? ~
6º - Por que há selvagens e homens civilizados? (...)" (02)
"(...) Entre a metempsicose dos antigos e a doutrina da reencarnação há (...) profunda diferença, assinalada pelo fato de os Espíritos rejeitarem, de maneira absoluta, a transmigração da alma do homem para os animais e reciprocamente. (...)" (01)

FONTES DE CONSULTA

BÁSICAS.

01 - KARDEC Allan. Considerações sobre a Pluralidade das Existências. In:—. O Livro dos Espíritos. Trad. de Guillon Ribeiro. 58. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983. Parte 2a, questão 222, p. 143;
02 - Op. Cit., p. 147-149.
03 - Dos Três Reinos. In: O Livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro. 58. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983, Parte 2, questão 613, p. 302-304.

COMPLEMENTARES

04 - DENIS, León. A Pluralidade das Existências. In: - . Depois da Mor te. Trad. de João Lourenço de Souza. 11 ed. Rio de Janeiro, FEB, 1978. Parte 2-, p. 134-135.
05 - As Vidas Sucessivas. A reencarnação e suas leis. In: . O Problema do Ser. do Destino e da Dor. 10. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1977. Parte 2a, p. 164.
06 - Op. Cit., p. 165.
07 - XAVIER, Francisco Cândido. Evolução e corpo espiritual. In: Evolução Em Dois Mundos. Ditado pelo Espírito André Luiz, ed. Rio de Janeiro, FEB, 1981. p. 35-36.
08 - Evolução e sexo. In: _ . Evolução Em Dois Mundos. Ditado pelo Espirito André Luiz, 6. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1981. p. 52-53.

OS FUNDAMENTOS DA JUSTIÇA DA REENCARNAÇÃO

A reencarnação se baseia nos princípios da misericórdia e da justiça de Deus:
– na misericórdia divina, porque, assim como o bom pai deixa sempre uma porta aberta a seus filhos faltosos, facultando-lhes a reabilitação, também Deus - através das vidas sucessivas - dá oportunidade para que os homens possam corrigir-se, evoluir e merecer o pleno gozo de uma felicidade duradoura;
– na lei de justiça, pois os erros cometidos e os males infligidos ao próximo devam ser reparados durante novas existências, a fim de que, experimentando os mesmos sofrimentos, os homens possam resgatar seus débitos, passando a conquistar o direito de ser felizes.
A unicidade das existências e injusta e ilógica, pois não atende as sábias leis do progresso espiritual.
É injusta, porque grande parte dos erros humanos é resultante da ignorância e, numa só vida, não nos é possível o resgate de nossos erros, principalmente quando o arrependimento nos sobrevem quase no findar da existência. É preciso que se dê oportunidades ao arrependido, para que ele comprove sua sinceridade através das necessárias reparações.
É ilógica, porque não pode explicar as gritantes diferenças de aptidões das criaturas desde sua infância; as idéias inatas, independentemente da educação recebida, que existem nuns e não aparecem em outros; os instintos precoces, bons ou maus, não obstante a natureza do meio onde nasceram.
"(...) As existências sucessivas serão, para a vida da alma, o que os anos são para a do corpo. (...)" (02)
As reencarnações representam para as criaturas imperfeitas valiosas oportunidades de resgate e de progresso espiritual.
"(...) Só a pluralidade das existências pode explicar a diversidade dos caracteres, a variedade das aptidões, a desproporção das qualidades morais, enfim, todas as desigualdades que ferem a nossa vista .
Fora dessa lei, indagar-se-ia inutilmente porque certos homens possuem talento, sentimentos nobres,
aspirações elevadas, enquanto muitos outros só tiveram em partilha tolices. paixões e instintos grosseiros.
(...) A influência dos meios, a hereditariedade, as diferenças de educação não bastam para explicar essas anomalias. Vemos os membros de uma mesma família, semelhantes pela carne e pelo sangue, educados nos mesmos princípios, diferençarem-se em bastantes pontos (...); personagens célebres e estimadas têm descendido de pais obscuros, destituídos de valor moral (...)" (04)
"(...) Por que para uns a fortuna, a felicidade constante e para outros a miséria, a desgraça inevitável? Para estes a força, a saúde, a beleza; para aqueles a fraqueza, a doença, a fealdade? Por que a inteligência, o gênio, aqui; e, acolá, a imbecilidade? como se encontram tantas qualidades morais admiráveis , a par de tantos vícios e defeitos? Por que há raças tão diversas? Umas inferiores a tal ponto que parecem confinar com a animalidade e outras favorecidas com to dos os dons que lhes asseguram a supremacia? E as enfermidades inatas, a cegueira, a idiotia, as deformidades, todos os infortúnios que enchem os hospitais, os albergues noturnos, as casas de correção? A hereditariedade não explica tudo; na maior parte dos casos, estas aflições não podem ser consideradas como o resultado de causas atuais (...).
Por que também as crianças mortas antes de nascer e as que são condenadas a sofrer desde o berço? Certas existências acabam em poucos anos, em poucos dias; outras duram quase um século! Donde vem também os jovens prodígio músicos, pintores, poetas, todos aqueles que, desde a meninice, mostram disposições extraordinárias para as artes ou para as ciências, ao passo que tantos outros ficam na mediocridade to da a vida apesar de um labor insano? (...)" (05)
'.'(...) As desigualdades que nos chocam resultam das diferentes situações ocupadas pelas almas nos seus graus infinitos de evolução.(...) Cada um leva para outra vida e traz, ao nascer, a semente do passado. (...)" (06)
Não se deve confundir reencarnação com metempsicose. A reencarnação e´ progressiva e só se dá na espécie humana, enquanto a metempsicose admite a retrogradação, isto e, como castigo a alma humana poderia renascer em corpos de animais.
O homem pode estacionar, mas nunca retroceder em seu progresso espiritual
"(...) Seria verdadeira a metempsicose, se indicasse a progressão da alma, passando de um estado inferior a outro superior, onde adquirisse desenvolvimentos que lhe transformassem a natureza. É. porém, falsa no sentido de transmigração direta da alma do animal para o homem e reciprocamente, o que implicaria a idéia de uma retrogradação, ou de fusão. Ora, o fato de não poder semelhante fusão operar-se, entre os seres corporais das duas espécies, mostra que estas são de graus inassimiláveis, devendo dar-se o mesmo com relação aos Espíritos que as animam (...).
A reencarnação, como os Espíritos a ensinam, se funda, ao contrario, na marcha ascendente da Natureza e na progressão do homem, dentro da sua própria espécie, O que em nada lhe diminui a dignidade. O que o rebaixa é o mau uso que ele faz das faculdades que Deus lhe outorgou para que progrida. Seja como for, a ancianidade e a universalidade da doutrina da metempsicose e, bem assim, a circunstancia de a terem professado homens eminentes provam que o principio da reencarnação se radica na própria Natureza.
- (...) Nem todos pensam da mesma forma quanto às relações existentes entre o homem e os animais. Segundo uns, o Espirito não chega ao período humano senão depois de se haver elaborado e individualiza do nos diversos graus dos seres inferiores da Criação. Segundo outros, o Espírito do homem teria pertencido sempre à raça humana, sem passar pela fieira animal.
Corroborando o pensamento dos primeiros, a respeito do qual, hoje, não ha duvida alguma entre espiritas, André Luiz, no livro "Evolução em Dois Mundos" oferece-nos as páginas adiante transcritas, que elucidam perfeitamente a questão.

EVOLUÇÃO NO TEMPO E' assim que dos organismos monocelulares aos organismos complexos, em que a inteligência disciplina as células, colocando-as a seu serviço, o ser viaja no rumo da elevada destinação que Ihe foi traçada do Plano Superior, tecendo com os fios da experiência a túnica da própria exteriorização, segundo o molde mental que traz consigo, dentro das leis de ação, reação e renovação em que mecaniza as próprias aquisições, desde o estimulo nervoso à defensiva imunológica, construindo o centro coronário, no próprio cérebro, através da reflexão automática de sensações e impressões, em milhões e milhões de anos, pelo qual, com o Auxilio das Potências Sublimes que Ihe orientam a marcha, configura os demais centros energéticos do mundo Intimo, fixando-os na tessitura da própria alma.
Contudo, para alcançar a idade da razão, com o titulo de homem , dotado de raciocínio e discernimento, o ser. automatizado em seus impulsos, na romagem para o reino angélico, despendeu para chegar aos primórdios da época quaternária, em que a civilização elementar do sílex denuncia algum primor de técnica, nada menos de um bilhão e meio de anos. Isso e perfeitamente verificável na desintegração natural de certos elementos radioativos na massa geológica do Globo. E entendendo-se que a Civilização aludida floresceu há mais ou menos duzentos mil anos, preparando o Homem, com a bênção do Cristo, para a responsabilidade, somos induzidos a reconhecer o caráter recente dos conhecimentos psicológicos, destinados a automatizar na constituição fisiopsicossomática do espirito humano as aquisições morais que Ihe habilitarão a consciência terrestre a mais amplo degrau de ascensão à Consciência Cósmica (*) (07)
GENEALOGIA DO ESPÍRITO — Os naturalistas situados no chão do mundo, desde os sacerdotes egípcios, que estudavam a origem da vida planetária em conchas fósseis, ate os mais eminentes biólogos modernos, atreitos à unilateralidade de observação, compreensivelmente não conseguirão suprir as lacunas existentes no quadro da evolução. não obstante Cuvier, com a Anatomia Comparada, tenha traçado forma básica à sistemática da Paleontologia.
Em verdade, porém,, para não cairmos nas recapitulações incessantes, em torno de apreciações e conclusões que a ciência do mundo tem repetido à saciedade, acrescentaremos simplesmente que as leis da reprodução animal, orientadas pelos Instrutores Divinos, desde o casulo ferruginoso do leptotrix, através da retração e expansão da energia nas ocorrências do nascimento e morte da forma, recapitulam ainda hoje, na organização de qualquer veiculo humano, na fase embriogênica, a evolução filogenética de todo o reino animal, demonstrando que além da ciência que estuda a gênese das formas, há também uma genealogia do espirito. Com a Supervisão Celeste, o principio inteligente gastou, desde os vírus e as bactérias das primeiras horas do protoplasma na Terra, mais ou menos quinze milhões de séculos, a fim de que pudesse, como ser pensante, embora em fase embrionária da razão, lançar as suas primeiras emissões de pensamento contínuo para os espaços Cósmicos. (08)



(*) As presentes estimativas e apontamentos do Plano Espiritual, apesar das compreensíveis divergências humanas, coincidem exatamente com observações e ilações de vários estudiosos encarnados. -(Nota do Autor Espiritual.)