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PROGRAMA V

ROTEIRO 24

DO MANDATO MEDIÚNICO
CONTRADIÇÕES, MISTIFICAÇÕES E ANIMISMO 2ª PARTE.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Esclarecer o que e mistificação e de que maneira se pode evitá-la
Conceituar animismo.
Dar a diferença entre mistificação e animismo.

IDÉIAS PRINCIPAIS
Mistificar significa "(...) abusar da credulidade de; enganar burlar, lograr, embair, embaçar". (10)
Um dos escolhos do Espiritismo prático é, sem dúvida, o das mistificações.
Para evitar as mistificações, "(...) há para isso um meio simples: o de não pedirdes ao Espiritismo senão o que ele vos possa dar. Seu fim é o melhoramento moral da Humanidade; se vos não afastardes desse objetivo, jamais sereis enganados, porquanto não há duas maneiras de se compreender a verdadeira moral, a que todo homem de bom - senso pode admitir. (...)' (01)
"(...) Se vedes nos Espíritos os substitutos dos adivinhos e dos feiticeiros, então é certo que sereis enganados. (...)" (02)
Animismo é o estado em que opera o Espírito do médium e não do desencarnado.
"(...) Não devemos confundir mistificação com animismo . na primeira, temos a mentira; no segundo o desajuste psíquico (08)

FONTES DE CONSULTA

BÁSICAS.
01 KARDEC, Allan. Das contradições e das mistificações In: -. O Livro dos Médiuns Trad. de Guillon Ribeiro. 45. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1982. Item 303 (1ª), p. 397.
02. Op. cit., p. 398.
03. Op. cit., (Nota de Kardec), p. 399.
04. Dos Espíritos. In:—. O Livro dos Espíritos. Trad. de Guillon Ribeiro. 58. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983. Questão 103, p. 9L

COMPLEMENTARES
05. HOLANDA, Aurélio Buarque de. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, s. d. p.936-937.
06. MARTINS PERALVA. Animismo. In:—. Estudando a Mediunidade. 6. ed. Rio de Janeiro) FEB, 1975. p. 186-187.
07. Op. cit., p. 187.
08.. Escolhos da mediunidade. In:—. Mediunidade e Evolução. Rio de Janeiro, FEB, 1980. p. 56.
09. XAVIER, Francisco Cândido. Animismo. In:- . Mecanismos da Mediunidade. Pelo Espírito André Luiz. 4. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1973. p. 163-168.
10.-. Emersão do passado. In:- . Nos Domínios da Mediunidade. Pelo Espírito André Luiz. 11. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1982. p. 212.
11. Op. cit., p. 213.

MISTIFICAÇÃO E ANIMISMO
A palavra mistificar significa "abusar da credulidade de; enganar, iludir, burlar, lograr, embair, embaçar." (05) Quem quer que se dedique à pratica mediúnica deve estar atento a esta ocorrência.
Existe a mistificação provocada pelo encarnado e há aquela promovida pelos desencarnados. Em ambos os casos, e necessário muita cautela e firmeza para não se deixar ludibriar.
"(...) As mistificações constituem os escolhos mais desagradáveis do Espiritismo prático. (...)" (01) Para evitá-las "(...) há para isso um meio simples: o de não pedirdes ao Espiritismo senão o que ele vos possa dar. (...)" (01) Ora, sabendo que a finalidade maior do Espiritismo é o melhoramento moral da Humanidade e, não nos afastando deste objetivo ;dificilmente seremos enganados, (01) "(...) porquanto não há duas maneiras de se compreender a verdadeira moral, a que todo homem de bom - senso pode admitir. (...)" (01)
Entendendo que os Espíritos superiores procuram sempre nos instruir e nos guiar no caminho do bem, saberemos rejeitar qualquer instrução que possa nos proporcionar vantagens materiais ou favorecer nossas paixões mesquinhas. (01)
Os Espíritos levianos são os que "(...) gostam de causar pequenos desgostos e ligeiras alegrias, de intrigas, de induzir maldosamente em erro, por meio de mistificações e de espertezas. (...)" (04)
"A astucia dos Espíritos mistificadores ultrapassa às vezes tudo o que se possa imaginar. A arte, com que dispõem as suas baterias e combinam os meios de persuadir, seria uma coisa curiosa, se eles nunca passassem dos simples gracejos; porém, as mistificações podem ter conseqüências desagradáveis para os que não se acham em guarda. (...) Entre os meios que esses Espíritos empregam, devem colocar-se na primeira linha, como sendo os mais freqüentes, os que têm por fim tentar a cobiça, como a revelação de, pretendidos tesouros ocultos, o anuncio de heranças, ou outras fontes de riquezas. Devem, alem disso, considerar-se suspeitas, logo à primeira vista, as predições com época determinada, assim como todas as indicações precisas, relativas a interesse material. Cumpre não se dêem os passos prescritos ou aconselhados pelos Espíritos, quando o fim não seja eminentemente racional; que ninguém nunca se deixe deslumbrar pelos nomes que os Espíritos tomam para dar aparência de veracidade as suas palavras; desconfiar das teorias e sistemas científicos ousados; enfim, de tudo o que se afaste do objetivo moral das manifestações. (...)" (03)
Em tese, estes são os meios de se evitar as mistificações.
O que é animismo?
Animismo é o estado em que opera o Espírito do médium e não o do desencarnado.
"(...) A cristalização da nossa mente, hoje, em determinadas situações, pode motivar, no futuro, a manifestação de fenômenos anímicos, do mesmo modo que tal cristalização ou fixação, se realizada no passado, se exterioriza no presente. (...)
Muitas vezes, portanto, aquilo que se assemelha a um transe mediúnico, com todas as aparências de que há a interferência de um Espírito, nada mais é do que o médium, naturalmente o médium desajustado, revivendo cenas e acontecimentos recolhidos do seu próprio mundo sub-consciencial, fenômeno esse motivado pelo contato magnético, pela aproximação de entidades que lhe partilham as remotas experiências. (...)" (06)
"(...) Não devemos confundir mistificação com animismo. Na primeira, temos a mentira; no segundo o desajuste psíquico." (08)
"(...) Muitos companheiros matriculados no serviço de implantação da Nova Era, sob a égide do Espiritismo, vêm convertendo a teoria animista num travão injustificável a lhes congelarem preciosas oportunidades de realização do bem; portanto, não nos cabe adotar como justas as palavras "mistificação inconsciente ou subconsciente" para batizar o fenômeno. (...)" (10)
A pessoa passível de animismo é um "(...) doente mental, requisitando-nos o maior carinho para que se recupere. Para sanar-lhe a inquietação, todavia, não nos bastam diagnósticos complicados ou meras definições técnicas no campo verbalista, se não houver o calor da assistência amiga. (...)" (11)
"(...) No fenômeno anímico o médium se expressa como se ali estivesse, realmente, um Espírito a se comunicar.
O médium nessas condições deve ser tratado com a mesma atenção que ministramos aos sofredores que se comunicam. (...)
O médium inclinado ao animismo e um vaso defeituoso, que pode ser consertado e restituído ao serviço, pela compreensão do dirigente, ou destituído, pela sua incompreensão.
Incompreendido, pode ser vitimado pela obsessão.(...)" (07)
Para maiores estudos sobre o tema Animismo, sugerimos a leitura das seguintes obras, alem das citadas na bibliografia:
AKSAKOF, Alexandre. Animismo e Espiritismo. Trad. do Dr. C.S. 3. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1978. v.2-2.
BOZZANO Ernesto. Animismo ou Espiritismo? .Trad. de Guillon Ribeiro. 3. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1982.
XAVIER , Francisco Cândido. Animismo. In: Mecanismos da Mediunidade, Pelo Espírito André Luiz. 4. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1973. p. 163-169.

A N E X O

Emersão dó passado

Em companhia do Assistente, tornamos à segunda reunião semanal do grupo presidido pelo irmão Raul Silva, a cuja organização nosso, ,orientador não regateava simpatia e confiança.,,
O conjunto de trabalhadores não se alterara na constituição que lhe era característica.,
A pequena fila dos obsessos, todavia, apresentava modificações.
Duas senhoras, seguidas pelos respectivos esposos, e um cavalheiro de, fisionomia fatigada integravam a equipe dos que receberiam assistência. Os médiuns da casa desempenharam caridosa tarefa, emprestando as suas possibilidades para a melhoria de várias entidades transviadas na sombra e no sofrimento, com a colaboração eficiente de Dona Celina à frente do serviço.
Solucionados diversos problemas alusivos ao programa da noite, eis que uma das senhoras enfermas cai em pranto convulsivo, exclamando:
—Quem me socorre? quem me socorre?!...
E comprimindo o peito com as mãos, acrescentava em tom comovedor:
—Covarde! por que apunhalar, assim, uma indefesa mulher? serei totalmente culpada? meu sangue condenará seu nome infeliz...
Raul, com a serenidade habitual, abeirou se dela e consolou-a, com carinho:
—Minha irmã, o perdão é o remédio que no recompõe a alma doente... Não admita que o desespero, lhe subjugue as energias!... Guardar ofensas é conservar a sombra. Esqueçamos o mal para que a luz do bem nos felicite o caminho...
—Olvidar? nunca... O senhor sabe o que vem a ser uma lamina enterrada em sua carne? ,sabe o que seja a calamidade de um homem que nos suga a existência para arremessar-nos à miséria, comprazendo-se, depois disso, em derramar-nos o próprio sangue?
—Sim, sim, ninguém lhe contraria o direito à justiça, segundo as suas afirmações, entretanto, não será mais aconselhável aguardar o pronunciamento da Bondade Divina ? Quem de nós estará sem mácula?
—Esperar, esperar?! há quanto tempo não faço outra coisa! Em vão procuro reaver a alegria... Por mais me dedique ao trabalho de romper com o pretérito, vivo a carregar a sombra de minhas recordações, como quem traz no próprio peito o sepulcro dos sonhos mortos... Tudo por causa dele... Tudo pelo malvado que me arruinou o destino...
E a pobre criatura prorrompeu em soluços, enquanto um homem desencarnado, não longe, fitava-a com inexprimível desalento.
Perplexos, Hilário e eu lançamos um olhar indagador ao Assistente, que nos percebeu a estranheza, porquanto a enferma, sem a presença da mulher invisível que parecia personificar, prosseguia em aflitiva posição de sofrimento.
—Não vejo a entidade de quem a nossa irmã se faz intérprete—alegou Hilário, curioso.
—Sim—disse por minha vez—; observo em nossa vizinhança um triste companheiro desencarnado, mas se ele estivesse telepaticamente ligado à nossa amiga, decerto a mensagem definiria a palavra de um homem, sem as características femininas da lamentação que registramos... Em verdade, não notamos aqui qualquer laço magnético que nos induza a assinalar fluidos teledinâmicos sobre a mente da médium...
Aulus afagou a fronte da doente em lagrimas, como se Ihe auscultasse o pensamento, e explicou:
—Estamos diante do passado de nossa companheira. A mágoa e o azedume, tanto quanto a personalidade supostamente exótica de que dá testemunho, tudo procede dela mesma... Ante a aproximação de antigo desafeto, que ainda a persegue de nosso plano, revive a experiência dolorosa que lhe ocorreu, em cidade do Velho Mundo, no século passado, e entra em seguida a padecer insopitável melancolia.
Recomeçou a luta na carne, na presente reencarnação, possuída de novas esperanças, contudo, tão logo experimenta a visitação espiritual do antigo verdugo, que a ela se enleia, através de vigorosos laços de amor e ódio, perturba-se-lhe a vida mental, necessitada de mais ampla reeducação. É um caso no qual se faz possível a colheita de valiosos ensinamentos.
—Isso quer dizer, então...
A frase de Hilário ficou, porém, no ar, porque o instrutor Ihe. definiu o pensamento, acrescentando:
—Isso quer dizer que nossa irmã imobilizou grande coeficiente de forças do seu mundo emotivo, em torno da experiência a que nos referimos, a ponto de semelhante cristalização mental haver superado o choque biológico do renascimento no corpo físico, prosseguindo quase que intacta. Fixando-se nessa lembrança, quando instada de mais perto pelo companheiro que Ihe foi irrefletido algoz, passa a comportar-se qual se estivesse ainda no passado que teima em ressuscitar. É' então que se dá a conhecer como personalidade diferente, a referir-se à vida anterior.
Sorrindo, paternal, considerou:
—Sem dúvida, em tais momentos, é alguém que volta do pretérito a comunicar-se com o presente, porque ao influxo das recordações penosas de que se vê assaltada, centraliza todos os seus recursos mnemônicos tão-somente no ponto nevrálgico em que viciou o pensamento. Para o psiquiatra comum é apenas uma candidata à insulino-terapia ou ao eletrochoque, entretanto, para nós, é uma enferma espiritual, uma consciência torturada, exigindo, amparo moral e cultural para a renovação intima, única base sólida que lhe assegurará o reajustamento definitivo.
Analisei-a, com atenção, e conclui:
—Mediunicamente falando, vemos aqui um processo de autêntico animismo. Nossa amiga supõe encarnar uma personalidade diferente, quando apenas exterioriza o mundo de si mesma...
—Poderíamos, então, classificar o fato no quadro da mistificação inconsciente?— interferiu Hilário, indagador.
Aulus meditou um minuto e: ponderou:
—Muitos companheiros matriculados no serviço de implantação da: Nova Era, sob a égide do Espiritismo, vêm convertendo a teoria animista num travão injustificável a lhes congelarem preciosas oportunidades de realização do bem; portanto, não nos cabe adotar como justas as palavras "mistificação inconsciente ou subconsciente" para batizar o fenômeno. Na realidade, a manifestação decorre dos próprios sentimentos de nossa amiga, arrojados ao pretérito, de onde recolhe as impressões deprimentes de que se vê possuída, externando-as no meio em que se encontra. E a pobrezinha efetua isso quase na posição de perfeita sonâmbula, porquanto se concentra totalmente nas recordações que já assinalamos , como se reunisse todas as energias da memória numa simples ferida, com inteira despreocupação das responsabilidades que a reencarnação atual lhe confere. Achamo-nos, por esse motivo, perante uma doente mental, requisitando-nos o maior carinho para que se recupere. Para sanar-lhe a inquietação, todavia, não nos bastam diagnósticos complicados ou meras definições técnicas no campo verbalista, se não houver o calor da assistência amiga.
Nosso orientador fez ligeira pausa, acariciando a enferma, e, enquanto Raul Silva continuava a doutriná-la e a consolá-la, notificou-nos, bondoso:
—Deve ser tratada com a mesma atenção que ministramos aos sofredores que se comunicam. É' também um Espírito imortal, solicitando-nos concurso e entendimento para que se lhe restabeleça a harmonia. A idéia de mistificação talvez nos impelisse a desrespeitosa atitude, diante do seu padecimento moral. Por isso, nessas circunstâncias, é preciso armar o coração de amor, a fim de que possamos auxiliar e compreender. Um doutrinador sem tato fraterno apenas lhe agravaria o problema, porque, a pretexto de servir à verdade, talvez lhe impusesse corretivo inoportuno ao invés de socorro providencial. Primeiro, é preciso remover o mal, para depois fortificar a vítima na sua própria defesa. Felizmente, o nosso Raul assimila as correntes espirituais que prevalecem aqui, tornando-se o enfermeiro ideal para as situações dessa ordem.
Hilário, tanto quanto eu, edificado com os ensinamentos ouvidos, perguntou respeitoso:
—E podemos considerá-la médium, mesmo assim ?
—Como não? Um vaso defeituoso pode ser consertado e restituído ao serviço. Naturalmente, agora a paciência e a caridade necessitam agir para salvá-la. Nossa irmã deve ser ouvida na posição em que se revela, como sendo em tudo a desventurada mulher de outro tempo, e recebida por nós nessa base, para que use o remédio moral que Ihe estendemos, desligando-se enfim do passado.., O assunto não comporta desmentido, por. que indiscutivelmente essa mulher existe ainda nela mesma. A personalidade antiga não foi tão eclipsada pela matéria densa como seria de desejar. Ela renasceu pela carne, sem renovar-se em espirito. . . ;
O Assistente fixou o gesto de quem mergulhava na própria consciência a sonda de suas reflexões e falou, qual se o fizesse de si para consigo:
—Ela representa milhares de criaturas aos nossos olhos!...Quantos mendigos arrastam na Terra o esburacado manto da fidalguia efêmera que envergaram outrora! quantos escravos da necessidade e da dor trazem consigo a vaidade e o orgulho dos poderosos senhores que já foram em outras épocas! . . . quantas almas conduzidas à ligação consangüínea caminham do berço ao túmulo, transportando quistos invisíveis de aversão e ódio aos próprios parentes, que Ihes foram duros adversários em existências pregressas! . . . Todos podemos cair em semelhantes estados se não aprendemos a cultivar o esquecimento do mal, em marcha incessante com o bem...
Nessa altura, Raul Silva, na condição de hábil psicólogo, convidou a doente ao benefício da prece.
Competia-lhe a ela suplicar ao Céu a graça do olvido. Cabia-lhe expungir o passado da imaginação, de maneira a pacificar-se. E, singularmente comovido, recomendou-lhe repetir em companhia dele as frases sublimes da oração dominical.
A pobre senhora acompanhou-o docilmente.
Ao termino da suplica, mostrava-se mais tranqüila.
O prestimoso amigo, traduzindo a colaboração do mentor que o acompanhava, solicito, rogou-lhe considerar, acima de tudo, o impositivo do perdão aos inimigos para a reconquista da paz e, em lágrimas, a enferma desligou-se das impressões que a imobilizavam no pretérito, tornando à posição normal .
Enquanto Silva lhe aplicava passes de reconforto, o Assistente comentou:
— Outra não pode ser. por enquanto, a intervenção assistencial em seu benefício. Pela enfermagem espiritual bem conduzida, reajustar-se-á pouco a pouco, retomando o império sobre si mesma e capacitando-se para o desempenho de valiosas tarefas mediúnicas mais tarde.
Estimaríamos a possibilidade de continuar analisando o caso sob nossa vista, contudo, a outra senhora doente passou de improviso ao transe agitado e era preciso estudar, fazendo o melhor.

XAVIER, Francisco Cândido. Emersão do passado. In: Nos domínios da Mediunidade. Ditado pelo Espírito André Luiz. 11 ed. Rio de Janeiro, FEB, 1982, p. 209-215.