ROTEIRO 25
LEI DE REPRODUÇÃO
CELIBATO E POLIGAMIA
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
1) Especificar em que condições
o celibato e ato de amor ao próximo.
2) Constatar na poligamia sinais de
atraso social.
IDÉIAS PRINCIPAIS.
"(...) Mas, se o celibato, em si mesmo,
não e um estado meritório, outro tanto não se dá
quando constitui, pela renuncia ás alegrias da família, um
sacrifico praticado em prol da Humanidade. Todo sacrifico pessoal, tendo
em vista o bem e sem qualquer idéia egoísta, eleva o homem
acima da sua condição material." (02)
"A poligamia é lei humana cuja
abolição marca um progresso social. O casamento, segundo
as vistas de Deus, tem que se fundar na a feição dos seres
que se unem. Na poligamia não há afeição real:
há apenas sensualidade." (03) ;
FONTES DE CONSULTA
01 - KARDEC, Allan. 0 Livro dos Espíritos.
Trad. de Guillon Ribeiro. 57. ed. Rio e Janeiro, EB, 1983. Perg. 695.
02 - Op. cit., perg. 699.
03 - Op. cit., perg. 701.
COMPLEMENTARES
04 - FRANCO, Divaldo Pereira. Sexo
e compromisso. In:- Dimensões da Verdade. Ditado pelo Espirito Joanna
de Ângelis. 2.-ed.--Salvador, Livraria Espirita Alvorada, 1977. p.
170.
05 - Op. cit., p. 173.
06 - MARTINS, Peralva. Sexo e Mocidade.
In:- . O Pensamento de Emmanuel. 2. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1978. p-.
9-6.
07 - XAVIER, Francisco Cândido.
Abstinência e Celibato. In:- . Vida e Sexo Ditado pelo Espirito Emmanuel.
6. ed. Rio de Janeiro,
08 - Op. cit., p. 100.
09 - Casamento, In: - . Vida e Sexo.
Ditado pelo Espirito Emmanuel. 6. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1982. p. 33.
10 - O Consolador. Ditado pelo Espirito
Emmanuel. 8. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1980. Perg. 331.
11 - Sexo. In: - ; No Mundo Maior.
Ditado pelo Espirito Emmanuel 8. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1979. p. 161.
12 - Op. cit., p. 162.
CELIBATO E POLIGAMIA
"(...) O casamento, isto é,
a união permanente de dois seres(...) é um progresso na marcha
da humanidade".(1) Já a poligamia é lei humana cuja abolição
marca um progresso social. O casamento segundo as vistas de Deus, tem que
se fundar na afeição dos seres que se unem. Na poligamia
não há afeição real: há apenas sensualidade.
Se a poligamia fosse conforme a lei
da Natureza, devera ter possibilidade de tornar-se universal, o que seria
materialmente impossível, dada a igualdade numérica dos sexos.
Deve ser considerada como um uso ou legislação apropriada
a certos costumes e que o aperfeiçoamento social fez que desaparecesse
pouco a pouco" (3).
"(...) A construção
da felicidade real não depende do instinto satisfeito. A permuta
de células sexuais entre os seres encarnados, garantindo a continuidade
das formas físicas em processo evolucionário, é apenas
um aspecto das multiformes permutas de amor. Importa reconhecer que o intercâmbio
de forças simpáticas, de fluidos combinados, de vibrações
sintonizadas entre almas que se amam, paira acima de qualquer exteriorização
tangível de afeto, sustentando obras imperecíveis de vida
e de luz, nas ilimitadas esferas do Universo. (...)"(12).
Apesar de, nos dias atuais, existirem
povos que ainda adotam a poligamia, como as populações muçulmanas
do norte da África e grande parte dos asiáticos, a tendência,
por força do progresso moral, é a total abolição
dessa prática.
O casamento ou a união permanente
de dois seres, como é óbvio, implica o regime de vivência
pelo qual duas criaturas se confiam uma a outra, no campo da assistência
mútua.
Essa união reflete as Leis
Divinas que permitem seja dado um esposo para uma esposa, um companheiro
para uma companheira, um coração para outro coração
ou vice-versa, na criação e desenvolvimento de valores para
a vida. (...)"(9).
Entre a poligamia e a monogamia, existe
uma distância muito grande, e a conquista desta última revela
inegavelmente um poderoso passo evolucionário da Humanidade na área
dos sentimentos.
A vida a dois, pelos laços
do matrimônio, enseja oportunidade de progresso, pois a constituição
do lar não só permite a reencarnação dos Espíritos
e, conseguintemente, resgate de faltas do passado, como representa a célula
da família universal, unidade primeira da educação
espiritual.
Devemos considerar, porém,
que existem pessoas que deliberadamente optam pelo celibato. "Abstinência,
em matéria de sexo e celibato, na vida de relação
pressupõe experiências da criatura em duas faixas essenciais
a daqueles Espíritos que escolheram semelhante posições
voluntariamente para burilamento ou serviço, no curso de determinada
reencarnação, e a daqueles outros que se vêem forçados
a adotá-las, por força de inibições diversas.(...)
Os que consigam abster-se da comunhão
afetiva, (...) com o fim de se fazerem mais úteis ao próximo,
decerto que traçam a si mesmos escaladas mais rápidas aos
cimos do aperfeiçoamento.(...)(7)
"Almas existem que, para obterem as
sagradas realizações de Deus em si próprias, entregam-se
a labores de renúncia, em existência de santificada abnegação.
Nesse mister, é comum abdicarem
transitoriamente as ligações humanas, de modo a acrisolarem
os seus afetos e sentimentos em vida de ascetismo e de longas disciplinas
materiais. (...)(10)
"(...)Agindo assim, por amor, doando
o corpo a serviço dos semelhantes, e, por esse modo, amparando os
irmãos da Humanidade, através de variadas maneiras, convertem
a existência, sem ligações sexuais, em caminho de acesso
a sublimação, ambientando-se em climas diferentes de criatividade,
porquanto a energia sexual neles não estancou o próprio fluxo;
essa energia simplesmente se canaliza para outros objetivos - os de natureza
espiritual. (...)(7)
Paralelamente a esses seres "(...)
que elegem conscientemente esse tipo de experiência, impondo-se duros
regimes de vivência pessoal, encontramos aqueles outros, os que já
nasceram no corpo físico induzidos ou obrigados a abstinência
sexual, atendendo a inibições irrevogáveis ou a processos
de inversão pelos quais sanam erros do pretérito ou se recolhem
a pesadas disciplinas que lhes facilitem a desincumbência de compromissos
determinados, em assuntos do espírito. (...)"(7)
"(...) Empreendimentos filantrópicos,
atividades religiosas ou culturais enobrecedoras constituem valioso programa
de superação de pensamentos torturantes, relacionados com
o sexo, favorecendo, outrossim, a transformação das forças
criadoras em elementos de exaltação do bem e do embelezamento
da vida .(...)"(6)
"(...) Numerosos Espíritos
recebem de Jesus permissão para esse gênero de esforços
santificantes, porquanto, nessa tarefa, os que se fazem eunucos, pelos
reinos do céu, precipitam os processos de redenção
do ser ou dos seres amados, submersos nas provas e, simultaneamente, pela
sua condição de evoluídos, podem ser mais facilmente
transformados, na Terra, em instrumentos da verdade e do bem, redundando
o seu trabalho em benefícios inestimáveis para os entes queridos,
para a coletividade e para si próprios".(10)"(...) Vigoram para
muitos deles, temporariamente, os imperativos da prova benéfica,
os deveres de estatuto expiatório, as exigências do serviço
especializado, em que estudantes, devedores e missionários se obrigam
a longas fases de fome e sede do coração. Isso, porém,
não representa obstáculo ao amor. (...)"(11)
"(...) Qualquer atitude extremista
opera desarmonia e perturbação com lamentáveis conseqüências
que se estendem após o decesso carnal, em processos de sombras e
aflições indescritíveis. (...)"(4) Assim, se o exercício
de renúncia a que certas pessoas se afervoram os faz hipocondríacos
e tristes, não devem vacilar em obedecer a prescrição
do apóstolo Paulo, na primeira Epístola aos Coríntios,
capítulo 7, versículo 9:"(...) Mas, se não podem conter-se,
casem-se. Porque é melhor casar do que abraçar-se.(...)"(5)
"(...) Tais considerações
nos impelem a concluir que a vida sexual de cada criatura é terreno
sagrado para ela própria, e que, por isso mesmo, abstenção,
ligação afetiva, constituição de família,
vida celibatária, divórcio, e outras ocorrências, no
campo do amor, são problemas pertinentes a responsabilidade de cada
um, erigindo-se, por essa razão, em assunto não de corpo
para corpo, mas de coração para coração".(8)_