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PROGRAMA III

ROTEIRO 26

LEI DE REPRODUÇÃO
OBSTÁCULOS A REPRODUÇÃO.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
1). Citar os principais obstáculos ã reprodução humana.
2). Analisar, ã luz da Doutrina Espírita, a indicação dos anticoncepcionais humanos no planejamento familiar.

IDÉIAS PRINCIPAIS
Homens ou mulheres que apresentam impedimentos naturais ã reprodução são Espíritos em reajuste de erros cometidos no passado, provavelmente na área do sexo.
Há pessoas que adotam o uso de anticoncepcionais, justificando planejamento familiar. "(...) Sem duvida, estamos diante de um problema de alta magnitude, que deve ser, todavia, estudado ã luz do Evangelho e não por meio dos complexos cálculos frios da precipitação materialista. (...)" (3)
(...) Obstar ã reprodução, para satisfação da sensualidade
(...), prova a predominância do corpo sobre a alma e quanto o homem e material". (2)

FONTES DE CONSULTA.

BÁSICAS

01 - KARDEC, Allan. O livro dos Espíritos .trad. Guillon Ribeiro. 57 ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983, perg. 693.
02 - Op. cit., perg. 694

COMPLEMENTARES

03 - FRANCO, Divaldo Pereira, Anticonceptivos e Planejamento Familiar. Após a tempestade. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. 2. ed. Salvador, Liv. Espírita Alvorada, 1977. pp. 58-59.
04 - XAVIER, Francisco Cândido, Anotações Oportunas. IN Ação e Reação. Ditado pelo Espírito Emmanuel. 8. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1980, p. 210
05 - O Consolador. Ditado pelo Espírito Emmanuel. 8. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1980, perg. 40
06 - Entrevistas, 3ª ed. Araras SP. ide, 1981, perg. 102, 142

OBSTÁCULOS A REPRODUÇÃO

Sabemos que, basicamente, existem dois tipos de obstáculos a reprodução humana: Os que chamaremos de naturais ou cármicos, por serem postos pela Justiça Divina, ante faltas cometidas no passado e os artificiais, produtos da ação do homem e com o fim de impedir a reprodução humana. Estes últimos recebem o nome genérico de anticonceptivos ou anticoncepcionais.
A pergunta 693 de O Livro dos Espíritos =:"São contrários a lei da Natureza as leis e os costumes humanos que tem por fim ou por efeito criar obstáculos a reprodução?"(1). Respondem os Espíritos Superiores: "Tudo o que embaça a Natureza em marcha é contrário a lei geral"(1).
Diz-nos Joanna de Ângelis:"(...) Alegações ponderosas que merecem consideração vem sendo arroladas para justificar-se a planificação familiar através do uso dos anticonceptivos de variados tipos. São argumentos de caráter sociológico, ecológico, econômico, demográfico, considerando-se com maior vigor os fatores decorrentes das possibilidades de alimentação numa Terra tida como semi-exaurida de recursos para nutrir aqueles que se multiplicam geometricamente com espantosa celeridade.(...)
Sem dúvida, estamos diante de um problema de alta magnitude, que deve ser, todavia, estudado à luz do Evangelho e não por meio de complexos cálculos frios da precipitação materialista.
O homem pode (...) programar a família que deseja e lhe convém ter: número de filhos, período para a maternidade, nunca, porém, se eximirá dos imperiosos resgates a que faz juz, tendo em vista o seu próprio passado.
Melhor usar o anticonceptivo do que abortar.(...)"(3)
Melhor, ainda, seria não impedir a volta dos Espíritos ao corpo de carne, já que o espírita não desconhece a seriedade da planificação reencarnatória. Antes de retomarmos as experiências físicas é bem provável que nos tenhamos comprometido a receber, como filhos, um número determinado de Espíritos. Logo, a reprodução humana estava naturalmente acertada numa cota previamente estabelecida, quando ainda nos encontrávamos nos planos espirituais. É nesse sentido que compreendemos a afirmação exposta anteriormente por Joanna de Ângelis e as seguintes, enunciadas por Emmanuel e André Luiz, respectivamente nos livros Entrevistas e Ação e reação.
"Não acreditamos que a coletividade humana esteja, por enquanto, habilitada espiritualmente a controlar o renascimento na Terra sem prejudicar seriamente o desenvolvimento da lei de provas purificadoras".(6)
"(...)Já que nos detemos, em matéria de sexologia, na lei de causa e efeito, como interpretar a atitude dos casais que evitam os filhos, dos casais dignos e respeitáveis, sob todos os pontos de vista, que sistematizam o uso de anticoncepcionais? (...)(4)
O orientador Silas, em face dessa questão, ponderou: "Se não descambam para a delinqüência do aborto, na maioria das vezes são trabalhadores desprevenidos que preferem poupar o suor, na fome de reconforto imediatista. Infelizmente para eles, porém, apenas adiam realizações sublimes, as quais deverão fatalmente voltar, porque há tarefas e lutas em família que representam o preço inevitável de nossa regeneração." Desfrutam a existência, procurando inutilmente enganar a si mesmos, no entanto, o tempo espera-os, inexorável, dando-lhes a conhecer que a redenção nos pede esforço máximo. Recusando acolhimento a novos filhinhos, quase sempre programados para eles antes da reencarnação, emaranham-se nas futilidades e preconceitos das experiências de subnível, para acordarem, depois do túmulo, sentindo frio no coração.(...)"(4)
Quanto aos obstáculos naturais (ou cármicos) à reprodução humana, diz Emmanuel em "O ConsoIador " : No quadro de interpretações da Terra(...) podem indicar situações de prova para as almas que se encontram em experiências edificadoras: todavia, se considerarmos a questão no seu aspecto espiritual, somos obrigados a reconhecer que a esterilidade não existe para o Espírito que, na Terra, ou fora dela, pode ser fecundo em obras de beleza, de aperfeiçoamento e de redenção" (5)