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PROGRAMA IV

ROTEIRO 26

PLURALIDADES DAS EXISTÊNCIAS
JUSTIFICATIVAS DO ESQUECIMENTO DE PASSADO

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Justificar as principais causas do esquecimento do passado.
Identificar nas tendências instintivas as reminiscências do passado. ~
Dizer se, nos mundos mais adiantados, as criaturas recordam o passado

IDÉIAS PRINCIPAIS.
O esquecimento do passado geralmente ocorre porque o homem não pode, "(...) nem deve, saber tudo. (...) Esquecido de seu passado ele é mais senhor de si. " (02)
"(...) Gravíssimos inconvenientes teria o nos lembrarmos das nossas individualidades anteriores. Em certos casos, humilhar-nos-ia sobremaneira. Em outros nos exaltaria o orgulho, peando-nos, em conseqüência, o livre-arbítrio (...)" (04)
"(...) Não temos, (...) durante a vida corpórea, lembrança exata do que fomos e do que fizemos em anteriores existências; mas temos de tudo isso a intuição, sendo as nossas tendências instintivas uma reminiscência do passado (...)" (03)
Nos Mundos Superiores "~...) onde só reina o bem, a reminiscência do passado nada tem de dolorosa. (...)" (04)

FONTES DE CONSULTA

BÁSICAS

01 - KARDEC, Allan. Bem-Aventurados os Aflitos. In: - . O Evangelho Segundo o Espiritismo. Trad. de Guillon Ribeiro. 81. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983. Item 11, p. 109.
02 - Da Volta do Espírito ã Vida Corporal. In: . O Livro dos Espíritos. Trad. de Guillon Ribeiro. 57. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983. Parte 2ª, questão 392, p. 214-215.
03 - Op. Cit., questão 393, p. 215-216.
04 - Op. Cit., questão 394, p. 216-217.
05 - Pequena Conferencia Espirita. In: - . O que é o Espiritismo, 19. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1977. p. 114.
06 - Op. Cit., p. 116-117.

COMPLEMENTARES

07. DELANNE, Gabriel. Conclusão. In: A Reencarnacão. Trad. de Carlos Imbassahy. 5. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1979~. p. 305-306.
08..A Memória e as Personalidades Múltiplas. In: A Evolução Anímica. Trad. de Manoel Quintão. 4. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1976. p. 175.
09. DENIS, León. Objeções. In: Depois da Morte. Trad. de João Lourenço de Souza. 11. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1978. Parte 2a, p. 145.
10. As Vidas Sucessivas. Provas Experimentais. Renovação da Memória. In: O Problema do Ser. do Destino e da Dor. 10. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1977. Parte 2ª, p. 182.
11. Objeções. In:_ . Depois da Morte. Trad. de João Lourenço de Souza. 11. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1978. Parte 2ª, p. 146.

JUSTIFICATIVAS DO ESQUECIMENTO DO PASSADO
"(...) Como pode o homem aproveitar da experiência adquirida em suas anteriores existências, quando não se lembra delas (...)"? (05)
O esquecimento do passado é considerado a mais séria das objeções contra a reencarnação. E prosseguem os antagonistas do esquecimento das pretensas vidas passadas:
"(...) Pois que, desde que lhe falta essa reminiscência, cada existência e para ele qual se fora a primeira; deste modo, está sempre a recomeçar. (...)" (05)
"(...) Se o homem já viveu, pergunta-se: por que não se lembra de suas existências passadas? (...)" (10)
"(...) Uma dificuldade subiste, uma forte objeção ergue-se contra (...)" a Doutrina dos Espíritos. "(...) Se já vivemos no espaço, dizem, se outras vidas precederam ao nascimento, por que de tal perdemos a recordação? (...)" (09)
Allan Kardec, em 0 Livro dos Espíritos, nos apresenta em linguagem clara e concludente, uma explicação lógica:
"(...) Não temos, e´ certo, durante a vida corpórea, lembrança exata do que fomos e do que fizemos em anteriores existências; mas temos de tudo isso a intuição, sendo as nossas tendências instintivas uma reminiscência do passado. E a nossa consciência, que é o desejo que experimentamos de não reincidir nas faltas já cometidas, nos concita à resistência àqueles pendores." (03)
- "(...) No esquecimento das existências anteriormente transcorridas, sobretudo quando foram amarguradas, não há qualquer coisa de providencial e que revela a sabedoria divina? Nos mundos superiores, quando o recordá-las já não constitui pesadelo, e que as vidas desgraçadas se apresentam à memória. (...)" (04)
"(...) Freqüentemente, o Espírito renasce no mesmo meio em que já viveu, estabelecendo de novo relações com as mesmas pessoas, a fim de reparar o mal que lhes haja feito Se reconhecesse nelas as a quem odiara, quiçá o ódio se lhe despertaria outra vez no íntimo. De todo modo, ele se sentiria humilhado em presença daquelas a quem houvesse ofendido. (...)
Alias, o esquecimento ocorre apenas durante a vida corpórea. Volvendo à vida espiritual, readquire o Espírito a lembrança do passado; nada mais há, portanto, do que uma interrupção temporária, semelhante à que se dá na vida terrestre durante o sono (...)"(10)
"(...) Livre da reminiscência de um passado importuno, viveis com mais liberdade; é para vós um novo ponto de partida; vossas dividas anteriores estão pagas, cumprindo-vos ter cuidado de não contrair outras. (...)
Suponhamos ainda - o que é um caso muito comum - que, em vossas relações, em vossa família mesmo se encontre um indivíduo que vos deu, outrora, muitos motivos de queixa, que talvez vos arruinou, ou desonrou em outra existência, e que, Espirito arrependido, veio encarnar-se em vosso meio, ligar-se a vós pelos laços de família, a fim de reparar suas faltas para convosco, por seu devotamento e afeição; não vos achareis mutuamente na mais embaraçosa posição, se ambos vos lembrásseis de vossas passadas inimizades? Em vez de se extinguirem, os ódios se eternizariam.
Disso resulta que a reminiscência do passado perturbaria as relações sociais e seria um tropeço ao progresso. (...) (06)
León Denis esclarece-nos as razões de ordem científica pelas quais as lembranças do passado não podem ocorrer, ao se dar a nova encarnação do Espírito:
"(...) Em conseqüência da diminuição do seu estado vibratório, o Espírito, cada vez que toma posse de um corpo novo, de um cérebro virgem de toda a imagem, acha-se na impossibilidade de exprimir as recordações acumuladas das suas vidas precedentes. (...) (10)
Gabriel Delanne nos confirma as declarações acima, em A Evolução Anímica:
"(...) Podemos agora compreender a impossibilidade de recordar as existências pregressas, visto que o perispírito, conjugado à forca vital, tomou, ao encarnar, um movimento vibratório assaz fraco para que o mínimo de intensidade necessário ã renovação de suas lembranças, ou seja a sua passagem ao estado consciente, possa ser atingido. (...)" (08)
"(...) A objeção mais comumente feita ã Palingenesia é o esquecimento quase geral das existências anteriores.
Pareceria ilógico, do ponto de vista da justiça, fazer-nos expiar em uma existência faltas cometidas nas vidas passadas, de que tivéssemos perdido a lembrança. £ bom observar, desde logo, que o conhecimento da mesma seria para muitos um fardo insuportável e uma causa de desanimo, o que nos tiraria a forca de lutar para o nosso soerguimento.
Se a renovação do passado fosse geral, ela perpetuaria os dissentimentos e os ódios, que foram a causa das faltas anteriores, e se oporia a qualquer progresso. (....)" (07)
"(...) A vida terrestre e, algumas vezes, difícil de suportar; ainda mais o seria se, ao cortejo dos nossos males atuais, acrescesse a memória dos sofrimentos ou das vergonhas passadas.
A recordação de nossas vidas anteriores não estaria também ligada à do passado dos outros? (...)" (11)