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PROGRAMA V

ROTEIRO 27

DO DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO
NECESSIDADE DE METODIZAÇÃO: REGRAS A OBSERVAR,

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Explicar porque se deve metodizar os trabalhos mediúnicos.
Citar as regras básicas dessa metodização.

IDÉIAS PRINCIPAIS
A metodização nas atividades mediúnicas deve existir para que se formem médiuns educados, ou seja, seguros, equilibrados, disciplinados e que inspirem respeito não só aos encarnados como aos desencarnados.
"(...) Muitas vezes, (...) a ausência de método, a falta de continuidade e direção nas experiências tornam estéreis a boa-vontade dos médiuns e as legitimas aspirações dos investigadores (...)" (04) sinceros dos fenômenos mediúnicos.
Entre outras, as principais regras que deverão existir para um bom funcionamento das reuniões mediúnicas são:
'~(...) Os grupos pouco numerosos e de composição homogênea são os que reúnem as maiores probabilidades de êxito. (...)
A renovação freqüente da assistência, (...) compromete ou pelo menos demora os resultados. (...)
Convém reunir-se em dias e a horas fixos e no mesmo lugar. (...)
A perseverança é uma das qualidades indispensáveis ao experimentador. (...) A concentração das forças necessárias não se efetua às vezes senão depois de repetidos esforços (...)." (05) -
"(...) A direção ~: grupo deve ser confiada a uma pessoa (...) dotada, no ponto de vista das atrações psíquicas, digna, alem disso, de simpatia e confiança. (...)" (06)
"(...) Nenhum grupo, sem ser submetido a certa disciplina, pode funcionar. (...)" (07)

FONTES DE CONSULTA.

BÁSICAS
01. KARDEC, Allan. Das Reuniões e das sociedades Espiritas. In: ~. O Livro dos Médiuns, trad. de Guillon Ribeiro, 45. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1982, Item 329, p. 417.
02.~ . Da Formação dos Médiuns. In: - O Livro dos Médiuns, trad. de Guillon Ribeiro, 45. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1982, Item 203, p. 238 e 239.
03. ~ . Introdução In: ~ . O Livro dos Espíritos, trad. de Guillon Ribeiro, 57. ecl. Rio de Janeiro, FEB, 1983, Item 08, p. 31

COMPLEMENTARES
04. DENIS, Léon. Condições de experimentação. In: No Invisível. capitulo 9, 1ª parte, 7a ed. FEB. 1973, página 89.
05. Op. cit. página 101.
06. Op. cit. p. 110.
07. Op. cit. p. 111.
08. FRANCO, Divaldo Pereira. Concentração e intercâmbio mediúnico In: - Intercâmbio Mediúnico pelo Espirito João Cleofas 1ª ed. Salvador Bahia, Livraria Espírita "Alvorada "Editora, 1985,p. 74. .
09. VIEIRA, Waldo. Do dirigente de reuniões doutrinárias. In: - .Conduta Espirita, pelo Espirito André Luiz, 4. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1971, p. 19-22.
10. Orientação ao Centro Espirita, FEB - CFN'. (Reunião de Estudo e Educação da mediunidade) p. 30-33.
11. Mateus, 24:13. Novo Testamento e Salmos, trad. João Ferreira Ge Almeida, Sociedade Bíblica do Brasil, Brasília, D.F., 1974.

METODIZAÇÃO DO TRABALHO MEDIÚNICO
Em qualquer trabalho em que se pretenda imprimir seriedade é necessário estabelecer um método, com regras definidas a serem observadas para que se possa alcançar o objetivo que se busca.
No caso da mediunidade, e em particular do desenvolvimento mediúnico, esta realidade se mostra ainda mais marcante.
A atividade mediúnica, sendo o elo de ligação entre o plano material e o plano espiritual, envolve uma serie de fatores que estão diretamente ligados ao médium, ao seu comportamento e às suas condições físicas, mentais e espirituais, reclamando deste sensibilidade, acuidade, conhecimento e experiência, indispensáveis ao bom êxito do empreendimento. E como a atividade mediúnica à luz da Dou trina Espírita está sempre ligada a uma atitude moral elevada, sendo utilizada tão somente como instrumento de progresso do homem tanto no seu aspecto intelectual como moral, reclama-se, também, do aspirante à prática mediúnica um comportamento moral à altura do trabalho a que se propõe.
"O desejo natural de todo aspirante a médium é o de poder confabular com os Espíritos das pessoas que lhe são caras; deve, porém, moderar a sua impaciência, porquanto a comunicação com determinado Espirito apresenta muitas vezes dificuldades materiais que a tornam impossível ao principiante. (...) Convém, por isso, que no começo ninguém se obstine em chamar determinado Espírito, com exclusão de qualquer outro, pois amiúde sucede não ser com esse que as relações fluídicas se estabelecem mais facilmente (...)" (02)
Tudo isto nos leva, fatalmente, à conclusão que só terão êxito no seu trabalho mediúnico as pessoas que se submeterem a uma seria e perseverante disciplina, disciplina essa que já deverá ser encontrada nos seus primeiros contatos com a mediunidade, nos métodos aplicados nas reuniões de estudo e de educação mediúnica
"(...) Todo médium, que sinceramente deseje não ser joguete da mentira, deve, portanto, procurar produzir em reuniões serias, (. . . ) aceitar agradecido, solicitar mesmo o exame crítico das comunicações que receba. (...)" (01)
Léon Denis, em seu livro "No lnvisível", cita, de uma forma geral, algumas regras básicas que deverão nortear as reuniões mediúnicas
"Os grupos pouco numerosos e de composição homogênea são os que reúnem as maiores probabilidades de êxito. (...)" (05) Como a atividade mediúnica assenta-se, basicamente, no princípio de sintonia de sentimentos e pensamentos, é importante que essa sintonia se faça presente entre os encarnados e desencarnados participantes da reunião.
E é mais fácil, principalmente em uma reunião de iniciantes, como é o caso das reuniões de desenvolvimento mediúnico, alcançar essa sintonia, naturalmente em nível elevado, com um numero menor de participantes, não devendo ultrapassar o limite de 12 a 14 pessoas.
"(...) A renovação freqüente da assistência, (...) compromete ou pelo menos demora os resultados. (...)" (05) Baseados no mesmo princípio de sintonia anteriormente referido, e fácil concluir ma reunião em que os seus freqüentadores alteram-se com muita freqüência não serão criadas as condições básicas nem para que essa sintonia se faça presente e nem para que haja a homogeneidade e o clima de confiança entre os seus participantes, inexistindo, consequentemente, o ambiente propício à segura e benéfica manifestação mediúnica.
i'(...) Convém reunir-se em dias e horas fixos e no mesmo lugar. (...)" (05) ~ uma regra básica de organização e de método. Como a atividade mediúnica é uma atividade permanente e não temporária, é importante que se fixe dia. hora e local, para que, de uma forma ordeira e constante, encarnados e desencarnados convirjam suas atenções para o momento e local adequados, propiciando a preparação necessária ao êxito da reunião.
"(...) A perseverança é uma das qualidades indispensáveis ao experimentador. (...)" (05) (Léon Denis chama de experimentador no dirigente da reunião). A perseverança é um atributo fundamental para ser utilizado em qualquer atividade que vise conquistar um conhecimento uma experiência ou uma virtude. Kardec entende que um trabalhoso é sério se é perseverante "(...) O que caracteriza um estudo sério é a continuidade que se Ihe dá (...) (3). E o próprio Jesus observa; "Aquele que perseverar até o fim, esse será salvo "(11).
"(...) Aborrece muitas vezes passar um serão infrutífero na expectativa dos fenômenos. Sabemos contudo que uma ação insensível. Lenta e progressiva, se realiza no curso das sessões. A concentração das forças necessárias não se efetua às vezes senão depois de repetidos esforços em reuniões de tentativas e de ensaios(...)(5)
"(...) Em nosso ministério de intercâmbio com os sofredores desencarnados, (...) a nossa concentração não deve objetivar uma realização estática, inoperante, (...) sem o resultado ativo do socorro generalizado aos que respiram conosco a psicosfera ambiente (...)". (08>
"(...) A direção do grupo deve ser confiada a uma pessoa excelentemente dotada, no ponto de vista das atrações psíquicas, digna, alem disso, de simpatia e confiança.(...)" (06)
"(...) É das mais delicadas a tarefa de dirigir um grupo. Exige qualidades raras, extensos conhecimentos e sobretudo longa pratica do mundo invisível.
Nenhum grupo, sem ser submetido a uma certa disciplina, pode funcionar Esta se impõe não somente aos experimentadores, como também aos Espíritos. O diretor do grupo deve ser um homem de dupla enfibratura? assistido por um Espirito - guia que estabelecerá a ordem no meio oculto, como ele próprio a manterá no meio terrestre e humano. Essas duas direções devem mutuamente completar-se, inspirar-se num pensamento igualmente elevado, unir-se na prossecução (*) de um objetivo comum. (...)" (07)
O dirigente de qualquer reunião mediúnica deve "(...) Rejeitar sempre a condição simultânea de dirigente e mediam psicofônico, por não poder, desse modo, atender condignamente um a um e nem a outro encargo.(...)" (10)
Deve, também, "(...) observar rigorosamente o horário das sessões, com atenção e assiduidade, fugindo de realizar sessões mediúnicas inopinadamente, por simples curiosidade ou ainda para atender a solicitações sem objetivo justo.
Ordem mantida, rendimento avançado.(...)" (08)
"(...) Iniciada a reunião, não permitir a entrada de pessoa alguma.(...)" (10)
"(...) O candidato ao desenvolvimento mediúnico deve: (...) freqüentar inicialmente, por certo tempo, as reuniões de Estudo Doutrinário e as de Assistência Espiritual (reunião publica - doutrinaria ). Quando for portador de processo obsessivo, deverá freqüentar, preliminarmente, aquelas ultimas reuniões, alem de inscrever-se para serviços de desobsessão, programados pelo Centro Espirita (...)' (10)
Vemos assim, que aqueles que procuram trabalho no campo da mediunidade, devem ter o propósito de desenvolver um trabalho de interesse coletivo e não exclusivamente pessoal. Por certo o médium será também e sempre beneficiado, mas esse não deve ser o seu objetivo. Para isto deve procurar a sintonia com os Espíritos superiores, em busca da inspiração e do fortalecimento de seus bons propósitos
(*) prosseguimento.