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PROGRAMA IV

ROTEIRO 28

PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS
DA INFÂNCIA.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS.
Dizer da necessidade de o Espírito :passar pelo esta do de infância.
Interpretar, à luz do Espiritismo, as palavras de Jesus: "(...) Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque das tais é o reino de Deus.

IDÉIAS PRINCIPAIS.
O estado de infância "(..) corresponde a uma necessidade, está na ordem da natureza e de acordo com as vistas da Providência. ~ um período de repouso do espírito." (04) "(...) O Espírito, durante esse período é mais acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem no adiantamento, para o que devem contribuir os incumbidos de educá-lo." (05)
"A pureza do coração e inseparável da simplicidade e da humildade. (...) Por isso e que Jesus toma a infância como emblema dessa pureza, do mesmo modo que a tomou como o da humildade. (...)" (07)
Ao passar pelo estado de infância, "( . . . ) o Espírito, pois, enverga temporariamente a túnica da inocência e, assim, Jesus está com a verdade, quando, sem embargo da anterioridade da alma, toma a criança por símbolo da pureza e da simplicidade. " (08)

FONTES DE CONSULTA

BÁSICAS
01 - KARDEC, Allan. Da Pluralidade das Existências. In:—. O Livro dos Espíritos. Trad. d' Guillon Ribeiro. 57. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983. Parte 2ª, questão 183, p. 126.
02 - Da Volta do Espírito ã Vida Corporal . In: O Livro dos Espíritos. Trad. te Guillon Ribeiro. 57. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983. Parte 2-, questão 379, p. 210.
03 - Op. Cit., questão 380, p. 210.
04 - Op. Cit., questão 382, p. 211.
05 - Op. Cit., questão 383, p. 211.
06 - Dos Espíritos. In: O Livro dos Espíritos. Trad. de Guillon Ribeiro. 57. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983. Parte 2ª, questão 115 - a, p. 96 -
07 - Bem-Aventurados os que tem Puro o Coração. In: .0 Evangelho Segundo o Espiritismo. Trad. de Guillon Ribeiro. 87. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983. Item 03, p. 153-154.
08 - Op. Cit., Item 04, p. 155.

COMPLEMENTARES

09 - A BÍBLIA SAGRADA. Trad. por João Ferreira de Almeida. Brasília, Sociedade Bíblica do Brasil, 1969. Marcos, 10:14, p. 58.
10 - Op. Cit., Mateus, 18: 2-3, p. 27.

DA INFÂNCIA

O Espírito de uma criança pode ser até mais evoluído do que o de um adulto, porem, sua inteligência não se manifesta plenamente, por que seu organismo físico ainda não está suficientemente desenvolvido. (02)
O estado de perturbação por que passa o Espirito, no ato da encarnação, só aos poucos é que vai cessando, dissipando-se totalmente te com o pleno desenvolvimento dos órgãos. (03)
A infância e uma fase de adaptação muito necessária ao Espirito reencarnante. Ela não se passa da mesma forma nos diferentes mundos; nos mais adiantados é menos obtusa. (01)
Recém saído do mundo espiritual, onde gozava de maior liberdade e dispunha de maiores recursos, o espírito se vê em dificuldades para exprimir seus pensamentos e manifestar suas sensações, em pleno exercício de suas reais faculdades.
Nessa fase em que o Espirito se vê limitado em sua liberdade, a infância é uma demonstração da misericórdia de Deus, que lhe propicia uma dupla vantagem:
· primeiro, O Espírito ganha o tempo indispensável, a fim de se preparar para as futuras e difíceis tarefas da nova existência a trilhar;
segundo, pela fase que atravessa - comum a todas as crianças, isto é, de simplicidade e de inocência - despertara nos pais e naqueles com quem conviva muita simpatia, interesse e boa vontade, o que de muito lhe facilitara o desempenho de suas atividades.
Sabemos, outrossim, que cada criança apresentará mais tarde todas as suas tendências e falhas morais, de acordo com seu adiantamento espiritual e que "(...) a criança rebelde se conserva ignorante e imperfeita (...)" entretanto, "(...) seu aproveitamento depende da sua maior ou menor docilidade. (...)" (06)
Reencarnando sob a forma inicial de uma criança "(...) o Espírito, durante esse período, é mais acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento, para o que devem contribuir os incumbidos de educa-lo." (05)
Como criança "(...) o Espirito, pois, enverga temporariamente a túnica da inocência. (...)" (08)
Foi por isso que Jesus destacou esse estado de pureza e de simplicidade da infância, ressaltando sua importância e fazendo ver que o ideal seria a alua permanecer sempre com tais disposições, vida afora .
"(...) E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles. E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos Céus." (10)
O mais frio celerado há de se lembrar um dia de que já foi criança, de aparência inocente e pura e que de muito lhe valeria ter continuado a cultivar semelhante s virtudes .

POR AMOR A CRIANÇA

Nós que tantas vezes rogamos o socorro da Providência Divina, oremos ao coração da Mulher, suplicando pelos filhinhos das outras! Peçamos às seareiras do bem pelas crianças desamparadas, flores humanas atingidas pela ventania do infortúnio, nas promessas do alvorecer!.
Pelas crianças que foram enjeitadas nos becos de ninguém;
pelas que vagueiam sem direção, amedrontadas nas trevas noturnas;
pelas que sugam os próprios dedos, contemplando, por vidraças faustosas, a comida que sobeja desperdiçada;
pelas que nunca viram a luz da escola;
pelas que dormem, estremunhadas, na goela escura do esgoto;
pelas que foram relegadas aos abrigos de lama e se transformam em cobaias de vermes destruidores;
pelas que a tuberculose espia, assanhada, através dos molambos com que se cobrem;
pelas que se afligem no tormento da fome e mentalizem o furto do pão;
pelas que jamais ouviram uma voz que as abençoasse e se acreditam amaldiçoadas pelo destino;
pelas que foram perfilhadas por falsa ternura e são mantidas nas casas nobres quais pequenas alimárias constantemente batidas pelas varas da injúria;
e por aquelas outras que caíram, desorientadas, nas armadilhas do crime e são entregues ao vício e à indiferença, entre os ferros e os castigos do cárcere!
Mães da Terra enquanto vos regozijais no amor de vossos filhos, descerrai os braços para os órfãos de mãe!. . . Lembremos o apelo inolvidável do Cristo: "deixai vir a mim os pequeninos". E recordemos, sobretudo, que se o homem deve edificar as paredes imponentes do mundo porvindouro, só a mulher poderá converte-lo em alegria da vida e carinho do lar.

EMMANUEL

XAVIER, Francisco Cândido & VIEIRA, Waldo. "O Espírito da Verdade ". Por vários Espíritos 3ª ed. Rio de Janeiro, FEB, 1977. p. 136-137