Make your own free website on Tripod.com
PROGRAMA V

ROTEIRO 28

DO DESENVOLVIMENTO MEDÚNICO
OPORTUNIDADE DO DESENVOLVIMENTO

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Informar qual a finalidade das reuniões de desenvolvimento ou educação mediúnica.
Dizer como o candidato ao mediunato saberá o tipo de mediunidade de que e portador.
Citar as condições necessárias para que o médium desenvolva adequadamente as tarefas mediúnicas.
-
IDÉIAS PRINCIPAIS
A reunião de desenvolvimento mediúnico deve ser "(...) privativa e destina-se ao estudo e a educação da mediunidade. Visa proporcionar o necessário conhecimento aos portadores de faculdades mediúnicas, para seu exercício em perfeita harmonia com os princípios da Doutrina Espírita.(...)." (02)
"O conhecimento evangélico - doutrinário é de real utilidade no exercício mediúnico, para que se o converta em missão de auxilio ao próximo. (...) (04).

FONTES DE CONSULTA.

BÁSICAS
01._. Inconvenientes e perigos da mediunidade. In:_ . O Livro dos Médiuns. Trad. de Guillon Ribeiro. 45. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1982. Item 222, p. 257.

COMPLEMENTARES
02. FEB e CFN. Reunião de Estudo e Educação da Mediunidade. In:Orientação ao Centro Espírita. Rio de Janeiro, 1980. p. 30-33.
03. FRANCO, Divaldo Pereira. Aos médiuns principiantes. In:_ . Intercâmbio Mediúnico. Pelo Espirito João Cleófas. Salvador (Bahia), Livraria Espirita Alvorada Editora, 1985. p. 24.
04. PERALVA, Martins. Mediunidade e Conhecimento. In: _ . Mediunidade e Evolução. Rio de Janeiro, FEB, 1980. p. 151.
05._. Eclosão Mediúnica. In: _. Mediunidade e Evolução. Rio de Janeiro, FEB, 1980. p. 19.
06. XAVIER, Francisco Cândido. Mediunidade. In: _ . Dicionário da A ma. Por autores diversos. Rio de Janeiro, G.E.F, 1964. p. 254.
07._. Equipagem mediúnica. In: _ . Nos Domínios da Mediunidade. Pelo Espírito André Luiz. 9. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1979. p. 34.
08. XAVIER, Francisco Cândido e VIEIRA, Waldo. Decálogo para Médiuns. In:_ . O Espírito da Verdade. Por diversos Espíritos. 2. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1970. p. 18-19.

OPORTUNIDADE DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA

"A organização mediúnica, como as demais edificações elevadas, não se improvisa no caminho da vida. E o médium não é uma inteligência ou uma consciência anulada nas exteriorizações fenomênicas da comunicação entre as duas esferas. Edificar a mediunidade constitui uma obra digna do esforço aliado à perseverança, no espaço e no tempo." (06)
A faculdade mediúnica e, para os que a possuem, um instrumento de alto valor na conquista de novos conhecimentos, na prestação de serviço ao próximo, no desenvolvimento de virtudes, na realização de experiências enriquecedoras e no resgate de débitos pessoais.
Trata-se, pois, para o Espírito realmente consciente desses valores, de uma rara oportunidade, muitas vezes conseguida a duras penas, que propicia uma mais rápida ascensão espiritual.
"O surgimento da faculdade mediúnica não depende de idade, condição social ou sexo.
Pode surgir na infância, adolescência ou juventude, na idade madura ou na velhice.
Pode revelar-se no Centro Espírita, em casa, em templos de quaisquer denominações religiosas, no materialista, (...)" (05)
Natural, assim, que quando de seu aparecimento, o seu desenvolvimento deva ser cercado de todo cuidado, propiciando ao candidato ao mediunato um clima sereno alimentado pelo cultivo da oração, o estudo adequado para o conhecimento da Doutrina Espírita, das características específicas da mediunidade e do embasamento evangélico - moral que deverá sustentar a sua prática e a oportunidade de trabalho nobre que lhe ensejará a experiência edificante.
Nem sempre, porem, se percebe a eclosão ostensiva da faculdade mediúnica e nasce, no principiante espírita, o desejo natural de saber se possui ou não mediunidade que mereça estudo e educação. Somente a prática, o exercício metódico e perseverante dirá se o candidato ao mediunato estará apto para exercer tarefas no campo da mediunidade.
A prática mediúnica envolve uma serie de entraves, quando não de perigos, decorrentes da maior sensibilidade do médium e provocados quer pelos que tomam a postura de adversários da atividade mediúnica ou do próprio médium, quer provocados pelas suas próprias falhas, que o deixa, muitas vezes, a mercê dos Espíritos enganadores.
Conforme destaca Kardec "(...) Sabe-se, (...), que o recolhimento é uma condição sem a qual não se pode lidar com Espíritos sérios. As evocações feitas estouvadamente e por gracejo constituem verdadeira profanação, que facilita o acesso aos Espíritos zombeteiros ou malfazejos. (...)" (01)
A reunião de estudo e educação da mediunidade deve proporcionar aos seus freqüentadores as condições para que o exercício mediúnico ocorra (...) em perfeita harmonia com os princípios da Doutrina Espirita. (02)
"(...) O candidato ao desenvolvimento mediúnico deve:
(...) 1 - freqüentar inicialmente, por certo tempo, as reuniões de Estudo Doutrinário e as de Assistência Espiritual. Quando for portador de processo obsessivo, deverá freqüentar, preliminarmente, aquelas ultimas reuniões, alem de inscrever-se para os serviços de desobsessão, programados pelo Centro Espírita;
(.. ) 2 - ser orientado para que controle "as manifestações mediúnicas que veicula, reprimindo, quanto possível, respiração ofegante, gemidos, gritos e contorções, batimentos de mãos e pés ou quaisquer gestos violentos" (...);
(...) 3 - ser aconselhado a não participar de trabalhos mediúnicos antes de se educar satisfatoriamente
(...) 4 -"esquivar-se à suposição de que detém responsabilidades ou missões de avultada transcendência, reconhecendo-se humilde portador de tarefas comuns" (...)
(...) 5 -"silenciar qualquer prurido de evidência pessoal na produção desse ou daquele fenômeno" (...);
(...) 6 - "descentralizar a atenção das manifestações fenomênicas (...), para deter-se no sentido moral dos fatos e das lições (...)". (02)
André Luiz nos informa que "(...) os centros cerebrais representam bases de operação do pensamento e da vontade, que influem de modo compreensível em todos os fenômenos mediúnicos, desde a intuição pura à materialização objetiva. Esses recursos, que merecem a defesa e o auxilio das entidades sábias e benevolentes, em suas tarefas de amor e sacrifício junto dos homens, quando os medianeiros se sustentam no ideal superior da bondade e do serviço ao próximo, em muitas ocasiões podem ser ocupados por entidades inferiores ou animalizadas, em lastimáveis processos de obsessão. (...)" (07)
Nunca é demais, pois, recomendar que "o conhecimento evangélico - doutrinário é de real utilidade no exercício mediúnico(...)(04)
(...) O aprendiz da mediunidade deve ser dócil a voz e ao comando dos Espíritos Superiores, através de cuja ductibilidade consegue vencer-se, corrigindo os desvios da vontade viciada, adaptando os seus desejos e aspirações aos interesses relevantes que promovem a criatura humana, domiciliada ou não no plano físico, meta precípua do compromisso socorrista a que candidata a mediunidade. (...)" (03)

A N E X O - DECÁLOGO PARA MÉDIUNS
1 Rende culto ao dever.
Não ha fé construtiva onde falta respeito ao cumprimento das próprias obrigações.
2 Trabalha espontaneamente.
A mediunidade é um arado divino que o óxido da preguiça enferruja e destrói.
3 Não te creias maior ou menor.
Como as árvores frutíferas, espalhadas no solo, cada talento mediúnico tem a sua utilidade e a sua expressão.
4 Não espere recompensas no mundo.
As dádivas do Senhor, como sejam o fulgor das estrelas e a caricia da fonte, o lume da prece e a bênção da coragem, não têm preço na Terra.
5 Não centralizes a ação.
Todos os companheiros são chamados a cooperar, no conjunto das boas obras, a fim de que se elejam à posição de escolhidos para tarefas mais altas.
6 Não te encarceres na dúvida.
Todo bem, muito antes de externar-se por intermédio desse ou daquele intérprete da verdade, procede, originariamente, de Deus.
7 Estuda sempre.
A luz do conhecimento:, armar-te-á o espirito contra as armadilhas da ignorância.
8 Não te irrites.
Cultiva a caridade e a brandura, a compreensão e a tolerância, porque os mensageiros do amor encontram dificuldade enorme para se exprimirem com segurança através de um coração conservado em vinagre.
9 Desculpa incessantemente.
O ácido da crítica não te piora a realidade, a praga do elogio não te altera o modo justo de ser. e, ainda mesmo que te categorizem à conta de mistificador ou embusteiro, esquece a ofensa com que te espanquem o rosto, e, guardando o tesouro da consciência limpa, segue adiante, na certeza de que cada criatura percebe a vida do ponto, de vista em que se coloca.
10 Não tema, perseguidores.
Lembra-te da humildade do Cristo e recorda que, ainda Ele, anjo em forma de homem, estava cercado de adversários gratuitos e de verdugos cruéis quando escreveu na cruz, com suor e lágrimas, o divino poema eterna ressurreição.
ANDRÉ LUIZ
XAVIER, Francisco Cândido & VIEIRA, Waldo, O Espírito da Verdade, por vários Espíritos, 3 ed. Rio de Janeiro, FEB, 1977, p. 22-24