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PROGRAMA V

ROTEIRO 32

DO DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO
A INFLUÊNCIA DO MÉDIUM NA COMUNICAÇÃO

OBJETIVOS ESPECÍFICOS.
Explicar como o médium deve se comportar para não influenciar as comunicações.
Conceituar passividade mediúnica.
De acordo com o constante no capítulo 06 primeira parte, de Obras Póstumas, definir médium mecânico, semi-mecânico e intuitivo.

IDÉIAS PRINCIPAIS
O Espirito do médium exerce influência nas comunicações mediúnicas podendo "(...) alterar-lhes as respostas e assimilá-las às suas próprias idéias e a seus pendores; não influencia, porem, os próprios espíritos, autores das respostas (...)." (01)
O médium "(...) é passivo quando não mistura suas próprias idéias com as do Espírito que se comunica, mas nunca é inteiramente nulo. Seu concurso é sempre indispensável, como o de um intermediário, embora se trate dos (...) médiuns mecânicos. (...)" (03)
No "(...) médium mecânico, o Espirito lhe atua diretamente (...). O que caracteriza este gênero de mediunidade é a inconsciência absoluta, por parte do médium (...3.
(...) Com o médium intuitivo, à transmissão do pensamento serve de intermediário o Espirito do médium. (...) Nesta situação, o médium escreve voluntariamente e tem consciência do que escreve, embora não grafe seus próprios pensamentos. (...)
Há grande analogia entre a mediunidade intuitiva e a inspiração (...).
O médium semi mecânico, ou semi-intuitivo participa dos outros dois gêneros. (...
Com o primeiro (mecânico), o pensamento vem depois do ato de escrever: com o segundo (intuitivo), precede-o; com o terceiro (semi mecânico), acompanha-o." (04)

FONTES DE CONSULTA.

BÁSICAS.
01. KARDEC, Allan. Os médiuns nas comunicações Espíritas, In: O Livro dos Médiuns. Trad. de Guillon Ribeiro. 45. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1982. Questão 223, item 7a, p. 261.
02. Op. Cit., item 6a, p. 261.
03. Op. Cit., item 10a, p. 262.
04. Dos Médiuns. In: Obras Póstumas. Trad. de Guillon Ribeiro. 13. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1973. Item 50, p. 64-65.
 

A INFLUÊNCIA DO MÉDIUM NA COMUNICAÇÃO
Sendo a mediunidade, basicamente, um processo de comunicação que tem no médium o seu instrumento intermediário, e de se prever que a mensagem comunicada sofrerá sempre uma maior ou menor influência desse médium. É o que esclarecem os Espíritos a Kardec e o que a prática vem demonstrando: O Espirito do médium exerce influência nas comunicações mediúnicas podendo, inclusive "(...) alterar lhes as respostas e assimilá-las às suas próprias idéias e a seus pendores (...)." (01)
Este é um dos aspectos mais complexos da mediunidade e que pode levar alguns iniciantes mais afoitos à incredulidade. Todavia, pela sua própria caraterística, essa influência faz parte de seu funcionamento, uma vez que, por mais passivo que seja o médium, ele deverá ter sempre uma postura de vigilância durante o processo de comunicação, para o adequado uso de sua faculdade e essa Vigilância implica acompanhar toda s manifestação mediúnica de uma forma mais ou menos acentuada.
Antes de prosseguirmos em nosso estudo, faz-se necessário que se conceitue passividade mediúnica.
Segundo Kardec, o mediam "(...) é passivo, quando não mistura suas próprias idéias com as do Espirito que se comunica, mas nunca é inteiramente nulo. Seu concurso e sempre indispensável como o de um intermediário, embora se trate dos (...) médiuns mecânicos. (...)"(3)
Em conseqüência, concluímos que o médium exerce o papel de interprete e que não existe, de fato, uma passividade absoluta, mas relativa. (02)
Naturalmente, nos processos de comunicação mediúnica inconsciente, em que o Espirito comunicante utiliza-se dos recursos do médium sem fazer a mensagem passar totalmente pelo seu pensamento, o grau de influência. do médium é bem mais reduzido, diferentemente do que ocorre quando se trata de uma comunicação consciente, em que a mensagem é transmitida via pensamento do médium.
É o que acontece no caso dos médiuns escreventes ou psicógrafos, que se apresentam sob três variedades bem distintas: os médiuns mecânicos, os intuitivos e os semi mecânicos.
No caso dos médiuns mecânicos, o Espírito comunicante age diretamente sobre a mão do médium, impulsionando-a. Neste gênero de mediunidade, o médium tem absoluto desconhecimento do que a sua mão escreve, uma vez que o movimento desta independe da sua vontade e pára quando o Espírito deseja. Mas, mesmo neste caso, a influencia do médium nunca e nula. (03 e 04)
No caso dos médiuns intuitivos (*), o Espírito comunicante utiliza-se do Espírito do médium para transmitir a sua mensagem, identificando-se com ele e imprimindo sua vontade e suas idéias. Este gênero de mediunidade permite ao Espírito do médium tomar conhecimento pleno e prévio do que vai escrever. Embora perceba a presença e o pensamento do Espírito comunicante, sente, muitas vezes, dificuldade em distinguir o seu próprio pensamento do que lhe e sugerido; e quando a duvida se instala de forma mais acentuada, a mensagem, praticamente, fica prejudicada. Neste tipo de mediunidade a influência do médium e muito mais acentuada. (04)
"(...) Há grande analogia entre a mediunidade intuitiva e a inspiração; a diferença consiste em que a primeira se restringe quase sempre a questões de atualidade e pode aplicar-se ao que esteja fora das capacidades intelectuais do médium; por intuição pode este último tratar de um assunto que lhe seja completamente estranho. A inspiração se estende por um campo mais vasto e geralmente vem em auxílio das capacidades e das preocupações do Espirito encarnado. Os traços da mediunidade são de regra, menos evidentes. (...)" (04)
NOTA: (Na atualidade, entendem-se os termos intuitivo e inspirado como representando, o primeiro, uma aptidão do indivíduo (médium ou não), e o segundo, uma faculdade do médium, o que não significa que o indivíduo intuitivo não possa ser médium inspirado, sendo, aliás, normal a mediunidade inspirada entre os indivíduos intuitivos.
No caso do médium semimecanico, também chamado de semi-intuitivo (*), há uma situação intermediária. O Espírito comunicante age diretamente sobre a mão do médium mas ao mesmo tempo lhe permite conhecer o que está escrevendo à medida em que as palavras se formam. Neste gênero de mediunidade a influência do médium também e intermediária, ou seja, não é tão acentuada como nos casos dos médiuns intuitivos (*) e nem tão reduzidas como nos casos dos médiuns mecânicos. (05)
Alem desse tipo de influência relacionada com a execução da prática mediúnica, exerce o médium uma influencia maior no que diz respeito ao aspecto moral. Tomando-se por base que toda atividade mediúnica assenta-se no princípio da afinidade, é fácil compreender essa influência.
(*) De acordo com o pensamento expresso na Nota seria preferível dizer-se médium inspirado em lugar de intuitivo.