ROTEIRO 40
OBSESSÃO
OBSESSÃO E LOUCURA
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
. Conceituar loucura do ponto de vista
medico e espírita.
. Interpretar à luz do Espiritismo,
os casos de subjugações relatados pelos evangelistas: Marcos,
1:21-27 e 9:13-28; Mateus, 9:32-34 e 12:22-28.
. Identificar a autoridade do Cristo
quando do trato com obsessores e obsidiados.
IDÉIAS PRINCIPAIS
Do ponto de vista medico, loucura
é o "(...) que resulta, de um modo permanente, da perturbação
do pensamento,
com sua sede no cérebro.
. Podem variar causas e formas, mas
o estado patológico do indivíduo é sempre o mesmo:
a loucura caracterizada pela perturbação mental e pela sede
no cérebro. (...)" (04)
Do ponto de vista espirita, "(...)
entre os que são tidos por loucos, muitos ha que apenas são
subjugados; precisariam de um tratamento moral (espiritual), enquanto que
com os tratamentos corporais os tornam verdadeiros loucos. (.,.)" (01).
Algumas obsessões graves são
relatadas no Evangelho sob o nome de possessões; vê-se, também,
nestes relatos que o obsessor é denominado endemoniado, demônio
ou Espirito imundo.
Estas subjugações ou
possessões, curadas pelo Cristo, são tão serias que
muitos dos obsidiados trazem lesões orgânicas como mudez,
cegueira ou crises epilépticas.
No entanto, "(...) a imensa superioridade
do Cristo lhe dava tal autoridade sobre os Espíritos imperfeitos,
chamados demônios, que lhe bastava ordenar se retirassem para que
não pudessem resistir a essa injunção . (...)" (02)
FONTES DE CONSULTA.
BÁSICAS
01. KARDEC, Allan. Da Obsessão.
In: -. O Livro dos Médiuns. Trad. de Guillon Ribeiro, 41.ed. Rio
de Janeiro, FEB, 1979, cap. 23, item 254/6a. p. 313-314.
02.-. Possessos. In: - . A Gênese.
Trad. de Guillon Ribeiro. 2. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1982, item 33, p.
330.
03._. Op. cit. item 34, p. 330.
COMPLEMENTARES
04. MENEZES, Adolfo Bezerra. Ao leitor.
In: -. A Loucura Sob Novo Prisma. 4. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983. p.
11.
05,—. Obsessão. In:—. A Loucura
sob Novo Prisma. 4. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983, p. 163-164.
06. Op. cit., p. 164.
OBSESSÃO E LOUCURA
A obsessão e capaz de provocar
a loucura.
A Ciência Medica, entretanto,
sequer leva em consideração este fato. Mesmo porque não
admite, ainda, a sobrevivência do Espírito. Esta relutância
na admissão do fenômeno obsessivo leva a sociedade cientifica
a considerar o problema da loucura limitadamente. Segundo Bezerra de Menezes"
(...) até hoje, a Ciência só conhece a loucura que
resulta, de um modo permanente, da perturbação do pensamento,
com sua sede no cérebro.
Podem variar causas e formas, mas
o estado patológico do indivíduo é sempre o mesmo:
a loucura caracterizada pela perturbação mental e pela sede
no cérebro.
Sem que o cérebro sofra, não
pode haver, para a Ciência, o fenômeno: psíquico-patológico
da loucura. (...) (04)
Ainda que dentro da sociedade científica
exista a constatação de loucura sem o comprometimento cerebral,
tal fato não é admitido claramente. E é justamente
neste ponto que os diagnósticos e prognósticos médicos
se tornam falhos.
Quando os profissionais de medicina
conseguem detectar lesões no cérebro podem estabelecer uma
conduta clinica, seja terapêutica, seja cirúrgica. Quando
porem, a loucura se manifesta e não se encontra lesões físicas
no sistema nervoso, torna-se difícil, senão impossível,
de se estabelecer um tratamento medico.
A loucura, pois, se manifesta de duas
maneiras distintas; com e sem lesão cerebral. Bezerra, sugere na
obra A Loucura sob Novo Prisma, citada anteriormente, que para casos distintos
haja, naturalmente, tratamentos diferentes: os problemas orgânicos-cerebrais
devem ser tratados com os cuidados que requerem, por médicos. Já
nos casos em que o problema não e físico, deve-se proceder
de forma a levar em conta as causas extra-físicas atuantes. Ora,
o cérebro como órgão físico não é
o centro da inteligência humana, Visto ser ele a penas mais um instrumento
de que se serve a alma. É, pois, ela quem pensa, raciocina, imagina,
servindo-se do cérebro. Portanto, estando ele com alguma perturbação,
ou lesão, é natural que o desempenho da alma seja também
afetado por não poder se manifestar adequadamente com um instrumento
que se encontre danificado.
A obsessão, contudo, traz complicações
que dificultam e tornam mais complicado o caso em si. Não que ela
seja por si só a loucura, mas sua progressão para estágios
mais adiantados como a subjugação, e sem o devido tratamento,
podem levar a casos de loucura.
É o que nos transmite Kardec
em O Livro dos Médiuns '(...) Entre os que são tidos como
loucos, muitos há que apenas são subjugados; precisariam
de um tratamento moral espiritual, enquanto que com os tratamentos corporais
os tornam verdadeiros loucos. Quando os médicos conhecerem bem o
Espiritismo, saberão fazer essa distinção e curarão
mais doentes (...).' (01)
Nos casos de obsessão, portanto,
o que vai determinar a perturbação na transmissão
do pensamento, é a interposição dos fluidos do Espírito
obsessor, entre o agente (alma) e o instrumento (cérebro), de modo
que fica interrompida a comunicação regular dos dois.
A alma pensa mas seu pensamento só
se manifesta de maneira truncada, imperfeitamente, em razão da barreira
imposta pelo obsessor. (05)
"(...) Temos, portanto, que tanto
na loucura, como na obsessão, o Espirito é lúcido,
e que, tanto num como noutro caso, o mal consiste na irregularidade da
transmissão ou manifestação do pensamento.
E temos mais, que tal irregularidade
é devida, num caso, à incapacidade material do cérebro
para receber e transmitir fielmente as cogitações do Espírito,
e noutro caso tudo se limita a não poderem aquelas cogitações
chegar integralmente ao cérebro. (...)'' 06
Devemos considerar, ainda, que a ação
persistente e malfazeja de um Espirito sobre outro poderá, com o
passar do tempo, produzir lesões físicas, às vezes,
irreversíveis.
As obsessões estão também
referenciadas no Novo Testamento com o nome de possessões. Em alguns
casos narrados a obsessão está bem evidenciada.
Citemos alguns exemplos, a título
de ilustração.
Em Marcos, 1:21-27 e Lucas, 4:31-37,
está narrada a cura que Jesus proporcionou a "um endemoniado em
Cafarnaum". O endemoniado, Espírito imundo ou demônio imundo
são maneiras de nominar o que hoje chamamos de obsessor.
Mateus, 10:32-34, há um relato
da "cura de um mudo endemoniado ". Neste exemplo, o obsessor constrangia
o obsidiado a não fazer uso da palavra.
Há outra narrativa, encontrada
e~ Mateus, 12:22-28, em que o obsidiado, subjugado pelo obsessor, fica
mudo e cego.
Em todas estas narrativas destaca-se
a figura ímpar de Jesus que com sua bondade e força moral
libertava obsessores e obsidiados, curando-os, porque "(...) A imensa superioridade
do Cristo lhe dava tal autoridade sobre os Espíritos imperfeitos,
chamados então demônios, que lhe bastava ordenar se retirassem
para que não pudessem resistir a essa injunção (...)
(02)
A N E X O 0 1
QUESTIONÁRIO
(GRUPOS PARES)
RESPONDA AS PERGUNTAS:
01. Em que situação
a obsessão pode levar à loucura?
02. A loucura e sempre resultado de
alguma lesão cerebral? Justifique sua resposta.
03. Que relação existe
entre subjugação e possessão?
04. A ação persistente
de um obsessor pode provocar lesões no organismo físico do
obsidiado. Estas lesões são reversíveis ou irreversíveis?
Justifique a resposta.
05. Dê exemplos de lesões
orgânicas causadas por obsessões.
0ó. Por que Jesus conseguia,
com um simples comando verbal, desfazer os casos de obsessores relatados
pelos evangelistas?
A N E X O 2
QUESTIONÁRIO
(GRUPOS IMPARES )
RESPONDA ÀS PERGUNTAS:
01. Qual a relação existente
entre subjugação e possessão
02. As narrativas do Evangelho, ora
estudadas, são exemplos de obsessão simples, fascinação
ou subjugação?
03. Nos relatos - evangélicos
encontram-se freqüentemente as palavras: Espirito impuro ou imundo,
demônio ou endemoniado, etc. A quem se referiam essas palavras?
04. Marcos, 9:13-28, nos conta a história
de um "epiléptico endemoniado" desde a infância. "Qual era
a causa dessas crises?
05. Jesus libertou obsessores e obsidiados
ao curar "o modo endemoniado" ou "um endemoniado cego e mudo"; no entanto,
os fariseus afirmaram que ele curava por ordem de Belzebu. Interprete essas
passagens evangélicas.
06. Identifique a autoridade de Jesus
quando no trato com os obsessores e obsidiados.