ROTEIRO 41
OBSESSÃO
OBSESSÃO; PROFI;AXIA E TERAPÊUTICA
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
OBSESSÃO: PROFILAXIA E TERAPÊUTICA
. Esclarecer como se pode efetuar
a profilaxia das obsessões.
. Caracterizar os mecanismos terapêuticos
da obsessão.
.
IDÉIAS PRINCIPAIS
"Praticando o bem e pondo em Deus
toda a vossa confiança, repelireis a influencia dos Espíritos
inferiores e aniquilareis o império que desejam ter sobre vós.
Guardai-vos de atender às sugestões dos Espíritos
que vos suscitam maus pensamentos, que sopram a discórdia entre
vós outros e que vos insuflam as paixões mas. Desconfiai
especialmente dos que vos exaltam o orgulho, pois que esses vos assaltam
pelo lado fraco. Essa a razão por que Jesus, na oração
dominical, vos ensinou a dizer: "Senhor! não nos deixeis cair em
tentação, mas livrai-nos do Mal". (1).
"(...) Nos casos de obsessão
grave, o obsidiado fica como que envolto e impregnado de um fluido pernicioso
(...). ~ daquele fluido que importa desembaraçá-lo. (...)
Preciso se faz expelir um fluido mal com o auxílio de um fluido
melhor.
Nem sempre, porem, basta esta ação
mecânica; cumpre, sobretudo, atuar sobre o ser inteligente, ao qual
é preciso se possua o direito de falar com autoridade, que, entretanto,
falece a quem não tenha superioridade moral. (...) -
Mas, ainda não é tudo:
para assegurar a libertação da vítima, indispensável
se torna que o Espirito perverso seja levado a renunciar os seus maus desígnios
(...) por meio de instruções habilmente ministradas, em evocações
particularmente feitas com o objetivo de dar-lhe educação
moral. (...)
O trabalho se torna mais fácil
quando o obsidiado, compreendendo a sua situação, para ele
concorre com a vontade e a prece (...).
Em todos os casos de obsessão,
a prece é o mais poderoso meio de que se dispõe para demover
de seus propósitos maléficos o obsessor." (2).
FONTES DE CONSULTA.
BÁSICAS.
01. KARDEC, Allan. Influência
oculta dos Espíritos em nossos pensamentos e atos. In: - . O Livro
dos Espíritos. Trad. de Guillon Ribeiro. 57. ed. Rio de Janeiro,
FEB, 1983. Questão 469, p. 248-249.
02.-. Obsessões e possessões.
In: -. A gênese. Trad. de Guillon Ri beiro. 24. ed. Rio de Janeiro,
FEB, 1982. Item 46, p. 305306.
03._. FRANCO, Divaldo Pereira. A alienação
por obsessão. In: - . Sementeira de Fraternidade. Pelo Espirito
Manuel Philomeno de Miranda. 3. ed. Salvador, Alvorada, 1979, p. 30-41.
04. SCHUBERT, Suely Caldas. A terapia
Espirita. In : - . Obsessão/Desobsessão. Rio de Janeiro.
FEB, 1981, p. 87-122.
OBSESSÃO: PROFILAXIA E TERAPÊUTICA
~ Neutralizar a influência dos
Espíritos de natureza inferior, eqüivale a prevenir a obsessão.
Para tanto, e necessário - conforme resposta dada a Kardec em relação
ã questão 469 de O LIVRO DOS ESPÍRITOS - fazer o bem
e colocar toda a nossa confiança em Deus. Aconselha ainda o benfeitor
espiritual: "(...) Guardai-vos de atender às sugestões dos
Espíritos que vos suscitam os maus pensamentos, que sopram a discórdia
entre vós outros e que vos insuflam as paixões más.
Desconfiai, especialmente, dos que vos exaltam o orgulho, pois que esses
vos assaltam pelo lado fraco. (...)" (01)
A obsessão decorre sempre,
como já vimos, de uma imperfeição moral que favorece
a ação do obsessor, por uma questão de sintonia. Deriva
dai, para o obsidiado, a necessidade de trabalhar para melhorar a si próprio,
o que muitas vezes basta para livrá-lo do obsessor, sem o socorro
de terceiros. Este socorro, entretanto, torna-se necessário quando
a obsessão progride para a subjugação ( ou possessão)
pois nesse caso o obsidiado perde a vontade e o livre-arbítrio.
Nos casos graves de obsessão, o obsidiado fica como que envolto
e impregnado de um "fluído" pernicioso do qual e preciso desembaraçá-lo.
Para isso faz-se necessária a atuação de um "fluido"
bom, capaz de neutralizar o mau fluido, o que pode ser obtido através
da terapêutica do passe. O passe, ensina-nos André Luiz, como
gênero de auxilio sem qual quer contra indicação, e
sempre valioso no tratamento devido aos enfermos de toda classe. Obsessor
e obsidiado, sabemos nós, são enfermos da alma e, portanto,
beneficiam-se com o passe. Dificilmente, porem, basta uma ação
mecânica; é necessário atuar sobre o ser inteligente,
ao qual e preciso falar com autoridade. Essa autoridade, não a possui
quem não tenha superioridade moral. Quanto maior o aprimoramento
moral do socorrista, maior também a sua autoridade. (02)
Mas ainda não é tudo.
Para assegurar a cura do processo obsessivo, e indispensável que
o obsessor seja convencido a renunciar aos seus desígnios, que se
arrependa sinceramente dos prejuízos causados à sua vitima,
que aprenda a perdoar e a desejar o bem. As instruções habilmente
ministradas poderão auxiliá-lo na retomada do processo evolutivo.
O trabalho torna-se mais fácil quando o obsidiado, compreendendo
a situação, procura auxiliar com a sua vontade e com a prece.
As dificuldades, entretanto, serão muito grandes quando o Espirito
dominado se ilude com as qualidades do seu obsessor se compraz no erro
a que foi conduzido.
Em todos os casos de obsessão
a prece e o mais poderoso meio, de que dispomos para demover o obsessor
dos seus propósitos maléficos. Em todos os casos também,
a necessidade primordial do Espírito, é cultivar o amor fraternal,
para que se veja curado das enfermidades que o prejudicam. Somente o amor,
tal como ensinado por Jesus, conseguirá harmonizar obsessores e
obsidiados pondo fim às vinganças, aos sofrimentos, as perseguições
e as dividas do passado. Eis porque os ensinos evangélicos poderão
prestar excelente contribuição na terapêutica da obsessão.
(02, 03, 04).
FIM DO V PROGRAMA.